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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Agora

Eles fizeram com que ganhássemos medo
Fizeram com que adiássemos os sonhos
Disseram que não era para ser agora, nunca chegaria a nossa hora
Eles fizeram com que respirássemos a incerteza
Eles obrigaram-nos a viver com pouco, a encontrar um novo caminho
Iludiram-nos com promessas, enganaram a esperança
Fizeram-nos esquecer os outros, caminhar sozinhos na tristeza,
Sem mais demora, esta é a nossa hora…
Eu quero é viver agora!
Chega de asfixiar para encher os bolsos de quem já tem, tu continuas além
Chega de adiar os filhos que não tivemos, a vida que não escolhemos
Chega de existir sem viver e esperar o que já não vem
Chega de esconder a desordem e sobreviver no próprio lamento
Eu quero é viver agora!
Eles obrigaram-nos a viver com pouco, a encontrar um novo caminho
Iludiram-nos com promessas, enganaram a esperança
Fizeram-nos esquecer os outros, caminhar sozinho na tristeza
Sem mais demora, esta é a nossa hora…
Eu quero é viver agora!
Sem deixar a ambição para outra hora
Porque nesta história ninguém quer ficar de fora
Sem mais demora… É AGORA!

Filhos da puta… Eu só queria viver agora!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pausa para a poesia - Extinto


Há qualquer coisa de trágico em ti, eu sinto

Tão cinzento como é em mim e com todas essas peças sagradas.

Sempre tudo tão sentido, magoado. Malditas amarras.

Nesse olhar secreto que trazes e que eu pressinto

No meu olhar incompreendido, na procura que nunca se desgasta

Na essência que não se descobre, na distância que nos afasta

Há qualquer coisa de mágico, eu não minto.

No teu existir e no meu afecto que eu julgara extinto.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Pausa para a poesia - Apaga a alma com calma

Que desassossego te causaria eu dizer que errei?
Aconteceu assim em todas as guerras que inventei
Aconteceu assim em todos os afectos que magoei.
Na verdade, eu nem nunca tentei…           
Desculpa se não te impressionei.
Conheces aquela dor mesquinha?
A que provocaste e eu não sabia que tinha?
Que perturbação te causaria eu dizer que te odiei?
Tu, que arrasaste todas as partes do coração que te dei.
Tu, que dilaceraste os sonhos que eu sonhei.
Conheces aquela dor emocional de existir?
Aquela que quase me fez desistir...
Calma. Apaga a alma com calma.
Que inquietação te causaria eu dizer que alcancei?
Que desordem te causaria eu dizer que amanhã já não estarei?
Na verdade, eu nem nunca me esgotei.
Desculpa… se não te esperei.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Pausa para a poesia - High Hopes

Lembras-te de mim? O meu nome ainda te causa rebuliço?

Ainda te lembras com se escapa deste inferno?

Eu sei, sei que é louco. Acreditar em coisas. Essas coisas da nossa fantasia.

Ainda tens medo! E por isso mentes.

As nossas esperanças eram tão altas, amor.

Lembras-te de mim? E o meu nome ainda te faz pensar nisso?

Ainda te lembras com se chega ao nosso eterno?

Eu sei, sei que era um sonho. Sonhar com coisas. Essas coisas da nossa utopia.

Ainda tenho medo! Sentes?

As nossas esperanças eram tão altas, amor.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Pausa para a poesia - Sentir-te

Serias tu capaz de guardar esse segredo?
É que eu acho que me perdi. Perdi as percepções.
E agora tudo que faço é movido pelo medo.
Perdi a razão, arrasei todas as minhas convicções.
Talvez tenha ficado magia por se beijar
O corpo e a alma que ficou por agarrar…
Em todos os dias em que nos encontramos no nosso lugar.
Serias tu capaz de guardar o nosso desejo,
Como quem morre apenas por um beijo?
Morro nos teus olhos e na nossa despedida
Quero saber como estas e como vai a tua vida
Tu que és a parte do amor mais escondida.
Serias tu capaz de ser tudo e depois nada?
Pedes-me mais mas a história foi mal desenhada.
As voltas que dás ao que és, ainda não as sabes definir
E eu quando posso falar na verdade nunca sei o que te dizer
Disfarço, disfarças e tentamos não lembrar o que queremos sentir,
Sentir-te, para além das palavras que não chegaram a acontecer.
Sentir-te, para além de tudo o que nos faz esquecer.
Sentir-te, serei eu capaz de o fazer?


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Pausa para a poesia - Vens ou ficas?

No vai e vem, rápido que a vida tem,
Saímos, entramos e erramos
Queremos impossíveis que julgamos ser o ideal
Amamos? Ou achamos?
No tempo que passa sempre rápido demais
Apontamos o dedo, empinamos o nosso nariz
Eu? Sou melhor que tu…
Serás?
Tu que vives de aparências, sentenças e afectos controlados?
Tu que amarras esses laços apertados..
Tu que moras ao lado da controvérsia e torces-te com as dores da cobiça?
Em que serás superior, ser altíssimo e supremo?
No tempo que já passou,
Vivo em paz porque a liberdade deu-me a mão
A vida selvagem e despropositada faz-me feliz pela desigualdade
Eu não preciso ser enorme, e tu?
Vens ou ficas?
Deixa-os estar.. vamos ver vida acontecer…
Deixar fora toda essa futilidade.
Ou então não, deixa passar o tempo, as horas, deixa passar a vida
Não faças nada, porque o nada é seguro?

Vens ou ficas?


domingo, 12 de outubro de 2014

Pausa para a poesia - No muito que não é visível

Foi por tudo o que não disseste
Tudo o que ficou por se conhecer
Palavras presas no brilho dos olhos
Na noite que fica sempre por acontecer
Movimentos lentos como quem passa
Sempre sem querer ver chegar, o amanhecer.
Deixamos de lado, esse, meu e teu segredo
Foi por tudo o que não calhou
Que sentimos, esse, meu e teu medo
Que sentimos, como quem nunca amou.
Foi por tudo que nos separa
Tudo tão longe de ser possível
Sons mudos de um olhar, no pouco que nos ampara
No muito que não é visível.
Foi por tudo o que não inventamos
Tudo o que não ouvimos na canção
Nessa estrada, que pouco andamos
Nesse despertar da nossa emoção.



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Pausa para a poesia - Uma razão para valer


Dois teatros, dois mundos inalteráveis

Subiste as escadas do nada, e não paraste

Esqueceste os passos no chão frio, mas continuaste

Caminhaste sozinho, com medos maleáveis

Descobriste as coisas todas, tarde demais

Não sabes onde estar, nem o que ser, estás sempre a mais

E sabes bem, o teu tempo acabou..

Não esperes mais, o tempo nunca voltou.

Devagar, ensina-me tudo outra vez,

Dá-me uma razão para o fazer.

Dá-me uma razão para valer.

Essa saudade de quem não quer partir.

E o susto de quem está cansado de ser

Agarro-me a ti, mesmo que já não me queiras ouvir

Estou exausta da vida que fui viver.

Faltam-me o que não consegui olhar

Não digas que sabes como é, a vida dos outros é sempre fácil

Chegas como quem quer e sabe abraçar

Mas tu não sabes cuidar do corpo frágil

Devagar, ensina-me tudo outra vez,

Dá-me uma razão para o fazer.

Dá-me uma razão para valer.
 
 
 
 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pausa para a poesia - Os 28 dela


Quantos dias, 11, tem a nossa história?
Tantos, que muitos, não sabemos onde se perderam.
Somos feitas da diferença, mais isso nunca nos importou,
Somos a luta, de muitos dias e noites, que em nós se desvaneceram.
Quantos são os momentos que te ficaram na memória?
Irmãos são feitos da vida que corre e não se sente.
Da amizade que fica, onde o tempo passou,
E alguém, que diga o contrário, mente!
Quão importantes foram as nossas palavras, na derrota e na vitória?
Minha irmã, metade da nossa essência, é segredo
Ninguém conhece o fundo, como nós já o vimos,
Foi sempre assim, estiveste comigo na alegria e no medo.
Somos a prova de uma amizade quando ela não é contraditória!
E que os anos continuem a passar assim, suaves e implacáveis
Porque nós continuaremos a viver a vida, sabendo que do nada se fez tanto.
Sabendo como são as amizades infindáveis…
 
Feliz aniversário Mana Velha!
 

domingo, 7 de setembro de 2014

Pausa para a poesia - Meu amor, "Havemos de nos encontrar à porta do Arco-Íris"

Desisti de ralhar com a vida, a vida é tão breve.
Desisti de querer ser à força, alguém que não sou e não gosto,
Desisti de pessoas, porque elas me atrasavam o passo, sempre tive urgência
Desisti de amar, porque o amor está gasto e não é como eu o imaginei.

Aprendi a dar valor a tudo, até ao facto de me sentir leve,
Aprendi que nada é mais importante que eu, e eu não sou só o que mostro
Aprendi que o sonho está dentro de mim, e pouco me importa a audiência,
Aprendi que eu sou única, e ninguém dará da maneira, como eu um dia dei.

Vivi, porque descobri as minhas entranhas mais escondidas
Vivi, porque desci ao fundo de mim, vivi porque escolhi viver.
Vivi, tudo o que é do meu direito. Aquelas cartas foram ao fogo, estão ardidas.
Vivi, porque foi para isso que cá vim.

Morri, mas não deixei nada por dizer, nem por fazer, nem por beijar
Morri, porque os sonhos se cumpriram,
Morri, porque a minha vida foi, o que eu quis que fosse,
Morri, mas deixei alguém com um pedaço do que eu quis lembrar

Morri,

Meu amor “Havemos de nos encontrar à porta do arco-íris”. 


sábado, 9 de agosto de 2014

Pausa para a poesia - Deixa-me ir

Feitos de sal, areia, e diferentes,
Castigados pela ausência, rasgos de desilusão
Desculpa-me, afinal tu nunca mentes,
Gotas na pele, de quem perdeu a consideração
Feitos de mel, cansados de estradas perigosas
Separados pela circunstância, cortes da obrigação
Desculpa-me, eu sempre fui feita das coisas ansiosas
Gotas na pele, de quem perdeu o coração

Saudade, de que precisas mais?
Deixa-me ir..

Feitos de penas, sonhos e arrependimentos
Olhares frios, no silêncio do corredor
Desculpa-me, afinal eu nunca tive sentimentos
Gotas na pele, do toque sem amor
Feitos de maresia, quimeras e distracções
Bocas de desejo, na madrugada
Desculpa-me, afinal eu sempre estive parada
Gotas na pele, de quem, sente falta das tuas sensações.

Saudade, de que precisas mais?

Deixa-me ir.. 


terça-feira, 10 de junho de 2014

Pausa para a poesia de Alguém - Nós (sobre)vivemos

Este poema não é meu, nem sei ainda quem o escreveu, faz parte do festival de escrita em que estou a participar.

Está no Asas, porque é muito bom! Faz-se boa poesia neste país! 

" No meu devaneio és eterno e destemido.
Vens lentamente na noite, que se faz demasiado curta para nós,
que não respeita o que temos para trocar.
Não lhe importa que tenhas que afagar cada milímetro,
para que a sintonia seja só nossa,
para que me faças sentir tua.
Não somos exigentes, apenas queremos tudo.
Consomes-me com toda a raiva que me tens,
Afogas os meus gritos dilacerados na tua boca.
E os nossos caminhos são quase paralelos.
E como tudo o que tem que ser na vida:somos uma sombra do que fomos.
Quando o sol está alto,
as sombras de nós fazem-se maiores que a vida,
constroem-se gigantes sem esperança. 
Voltar ao destino custa, dói por dentro, mói a alma;
Esbate o sorriso, fraqueja o ímpeto, dilui o desejo.
Nós… (sobre)vivemos."







Pausa para poesia - Trabalho final - A vida é o que acontece quando acordamos

O que ontem não ganhei

Estou desfalecida e presa, numa história aniquilada,
Nas redes do devaneio e da loucura, eu, tão mal admirada
Amor-próprio maltratado, no que foi uma alma consumida,
Espezinhaste-a, como quem pisa, nos sonhos da minha vida

A segunda opção, de um amor pouco sentido,
Fui apenas um desejo reprimido
Mera canção, de um poema infeliz, de um verso não vivido
Considerada sem engenho para te merecer,
Numa disputa desigual, como quem luta sabendo que vai perder

Esbanjada nas ruas, com os olhos molhados de pena e de dor
Adormeço nas pedras frias da fúria e do ressentimento
Como quem sonha contigo, no nosso quase abraço, no nosso quase amor,
Mas o dia nasce…o dia nasce sempre, e vem com ele o meu juramento

Antes de amar a ti, há uma vida para acontecer
Eu fui tudo o que me deixaste ser, tudo o que era meu, eu dei
Fui talvez mais longe do que podia, como quem dá sem conhecer,
Talvez tarde, mas eu acordei.

Que vença hoje, o que ontem não ganhei…


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Pausa para a poesia dele - Fernando Pessoa

"Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?

 
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?"
 
(Trecho de “Poema em Linha Reta”, de Fernando Pessoa)
 


 
(São João do Estoril /2013)

domingo, 18 de maio de 2014

Pausa para a poesia - Mas eu sei

Como é o desejo irónico, quando se deseja impossivelmente o possível

Como é o toque das mãos juntas, importante no sonho que sonhaste

Como é a vida desinteressante, se os teus olhos não são mais um lugar atingível

Como é viver, sem o amor… sem o amor que inventaste.

Mas eu sei, sei que em algum momento eu morei na rua da paixão

Mas eu sei, sei que as histórias se trocaram, alguém trocou a minha intenção

Como é ser tua, na noite escura de uma rua nua

Como é acordar ao domingo, de um sono breve, de abraço infindável

Como é rir da vida breve, tantas vezes, bem crua

Como é morrer por dentro, desse amor incalculável…

Mas eu sei, nós tivemos um momento na linha que termina


Mas eu sei, nós fomos mais, do que alguém imagina.


sábado, 26 de abril de 2014

Pausa para a poesia - Lição

Esperei-te e tu nem deste conta

Amei-te na ausência como quem ama ninguém

Esperei-te até ao fim da noite, como quem espera alguém

Mas de nada me serviu, e eu que estava mais que pronta,

Sonhei-te como quem sonha meias promessas

Imaginei-te no meu abraço demorado

Sonhei-te como que parte sem pressas

E nunca desisti do nosso olhar perdoado

Tu nunca chegas-te, nunca me encontras-te,

Esperei-te até a ultima vela apagar

E tentei esquecer o beijo que nesse dia, não me roubas-te

Amei-te como quem ama até não aguentar

Esperei-te a ultima vez, na falhada esperança

Sonhei-te, imaginei-te, amei-te

Como quem sabe que não se vive só da lembrança

Perdoei-te? Que tenho eu para perdoar?

Esperei-te até a última linha, com a mesma emoção

Mas não se espera quem nunca aprendeu a amar..


Não se espera quem não ouve a mesma canção.


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Pausa para a poesia - Amor de Faz de Conta

Faz de conta que moras na minha alma, e que sabes de cor as minhas manias.

Faz de conta que me dás colo nos dias da minha nostalgia e que um dia agarras-te o meu sonho só por ser meu.

Faz de conta que és a essência que preenche os meus vazios e que tomas conta de mim, nos dias frios.

Faz de conta que sabes ler os meus olhos e inventa esse abraço que nunca me deste.

Faz de conta que sou a tua motivação, e que ontem era tua, aquela rosa no portão.

Inventa uma hora para nós, Inventa uma vida que possa ser a nossa

Inventa-nos, escreve de novo o capítulo em largas-te a minha mão

Faz de conta que aquela é a nossa música e que o beijo é a nossa jura eterna

Faz de conta que nascemos de novo e nos esperamos, metade da vida

Faz de conta que esses erros não são nossos e não devemos nada a ninguém

Faz de conta que hoje paraste para me amar e que o mundo lá fora parou também


Inventa o nosso amor… e se nada resultar, faz de conta.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pausa para a poesia - Banal

Metes esse ar forte, de quem sabe o que quer
No fundo, és um mundo prestes a desmanchar
Desfilas saltos, boa.
Eu sei que estas perto de te afundar
E puxas o cigarro, só para te disfarçar,
Sabes bem, isso não te vai ocupar
E mandas as tuas sátiras cruéis, como se o mundo fosse teu
Jovem, o mundo é meu!
Isto não é teu, nem meu, é geral!
Anda tudo meio acabado, não encares assim, é o normal.
Sê menos pragmática, afinal..
Isto anda tudo mal..
Tudo uma loucura, é viral?
Não me importo, sinto-me entre o bem e o mal.
Entendes?
Merda .. e eu que queria ser banal.

  

Pausa para a Poesia - Pequeno Vagabundo


As coisas mais importantes são sempre as mais difíceis de dizer
São formas de vida invertidas, são prazeres amargurados, amores ultrapassados
As coisas mais importantes são sempre as mais fáceis de perder
São desilusões previstas, guerras perdidas, almas tão vividas
As coisas mais importantes são sempre as menos esperadas
São a faca afiada, a amarra pendurada ou uma existência amargurada

As coisas mais importantes são sempre as menos alcançadas

São do coração apertado, do olhar desmaiado, do choro meio brotado
As coisas mais importantes são aquelas que nunca vemos

São a mão na mão, verdade no coração e fazer com amor toda a canção

As coisas mais importantes são aquelas, que jamais esquecemos

São o erguer do fundo, fazer um novo mundo, ser da sociedade, o pequeno vagabundo.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Pausa para a poesia - Orquídeas


Orquídeas

Passam os anos, mudam os sonhos e os mundos sempre tão estranhos

Passam as horas e os meses, passa o tempo e até a estação

A vida muda, cresces, aprendes lições de diversos tamanhos

Ontem acordas-te numa cama de montanhas, tão quente no teu coração

Hoje estás a viver a vida escolhida, na cidade da confusão.

 
É estranho o acerto, o compasso, o viver sem manual

Os amigos que fizeste e que estimas sem nada pedir,

Prova de quem vive, com o prazer de ser gentil, coisa pouco usual

Ar altivo, mas a alma, é sempre a de quem não sabe parar de sentir.

 
Os teus olhos negros de encantos, emoções fáceis e lugares só teus

Lembram pássaros soltos, pele com arrepio e o amor verdadeiro

Os teus sonhos secretos, sempre tão perto e tão longe dos meus

Serão um dia recordações de um tempo doce, vivido por inteiro,

 
Este é o teu dia, dia das flores brancas nos beirais,

Da criança que correu nos paralelos, da mulher que luta sempre com paixão

Da gôndola que ainda procura os seus canais