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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Pausa para a Poesia - Quem?

De que serve ter a solução

Se não sabes para onde ir?

De que serve esse coração

De só te sabes é ferir

Quem me ensina a achar?

E me leva daqui

Quem me pode encontrar

Dar-me o que eu não pedi

E quem me ajuda a levantar


sem eu nada ter para dar?

Tu disseste que ficavas

Nas ruas sós, me esperavas

Tu disseste que me odiavas

E mesmo assim me amavas

Tu esqueceste as promessas?

Quem te segura agora?

A nossa vida às avessas

Nunca foste a nossa hora

Quem me abraça em Janeiro

Quem me leva daqui?

Tu nunca foste o inteiro

Quem fica, onde eu saí

E morre, em tom ligeiro.





sábado, 15 de fevereiro de 2014

Pausa para a poesia - Partir

Tenho a capa e o escudo, já nada aqui trespassa

Mas até o mais forte e digno homem, fracassa!

Faltaste ao nosso encontro, sem sequer me avisar

Perdemos o tempo e o navio, tínhamos só 30 segundos para amar

Segue o teu rumo marinheiro, este não é o nosso porto

Porque esta gente não nos abraça, olha tudo de um jeito meio torto

E seguimos separados, eu vou ver as gaivotas da costa oeste

Quando lá chegar, falo-te dessas belezas da terra agreste

Não navegues essa tempestade, sabes que não és assim, forte


Mas não tenhas medo, estou contigo, além da morte…


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pausa para a Poesia - Colapso

Eu dei-te tudo o que precisavas e fiquei sem nada,
A noite chega sempre tão vazia e tão apressada
Imagino-te aqui, no nosso abraço e no nosso beijo secreto
Mas tu não estás, nunca estiveste e eu nunca fui o teu projecto,

Como eu me sinto tentada, meio abandonada, tão mal amada
Ainda tenho o teu cheiro, a tua pele na minha e a alma estragada
O Desejo é o mesmo que no primeiro dia, mata-me este querer
Que faço, já não sei. E quero tanto que já nem sei dizer,

Como se arranca este mal, como se mata o devaneio
Como esqueço as palavras que o teu olhar dizia, mentia
E seguir como? Se nada encontro para além deste enleio
E viver como? Se eu era tudo o que te oferecia.

Dás-me essa sugestão, eu nem sei como aceitar
Como dizer sim, quando se tem que dizer não?
Como dizer não, quando tudo o quero é me entregar
Chove! E eu sem perceber, quem és, homem ou escuridão

Se pudesse ir embora, eu ia..
Mas fico, a ver-te feliz, na vida escolhida
E agarro-me ao coração, como que um dia, sentia
Como uma folha de papel escrita e escondida.

Eu dei-te tudo o que precisavas, e isso não foi suficiente
Entreguei os pontos de olhos fechados, como quem confia
e nada me fez ver, a ferida aberta por quem mente
e nada me tira agora a tua ausência , tão fria...

Talvez eu tenho chegado ao fim de qualquer coisa
se ao menos eles entendessem, este rasgo na pele da inexperiência
pudessem dar-me a mão, levar-me daqui como quem me poisa
talvez eles me dessem pena leve ou benevolência 

Vem de dentro, grita, e anda sempre à tua procura
Como quem busca algo que já foi encontrado
Mas eu sei, e tu sabes, não vai chegar a nossa altura
E eu sei..  não sobrou nada, deste sonho, sonhado..

Fim.. mal acabado..
  


 inspirado por Coldfinger - Minus  / Lisboa 21:20






segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Pausa para a Poesia - Início, Meio e Fim


Disse que eu era tão rara, é incontrolável, dizíamos

Era real, essa paixão que não foi,

Amor não é amor, sendo assim tão findável

Esquecemos tudo e partimos para nos encontrarmos

Com falsas penas, de quem mata com tom amigável

Arrependimento na pele cortada por gelo desiludido,

Vens e bebes em mim, e vens..

E voltamos a engolir o sentimento meio fingido,

E passas por mim, como se abanasses o templo

E matas-me, vens e bebes em mim, e vens..

E choras, esmagas orgulhos, com o teu olhar

Disse que eu era tão fria, é amor, dizíamos

Era certo, essa certeza que nunca existiu

Vida não é vida, sendo assim metade

Esquecemos tudo e partimos para nos afastarmos

Com falsas esperanças, para nunca mais voltarmos

Saudade na pela suja, pelo errado,

Vais e não me segues, e não vens..

E voltamos a seguir as vidas do costume

E passas por mim, não nos vemos

E eu vivo, vais e não me segues, e não vens

E ris, vives e morres a tentar ser assim feliz.








sábado, 4 de janeiro de 2014

Pausa para a Poesia - Afastamento

Sempre que me afasto
É um pouco de mim que queima, que morre, arde e chora
Como quem bate na porta de quem já não lá mora
Sempre que me afasto
É um pouco de nós que implora
Pela nossa estrada, sigo só
Tinhas medo deste caminho
E eu larguei-te a mão
Mas não te deixei sozinho
Sempre que te afasto
É um sonho meu que sucumbe
Desaparece na neblina de Janeiro
Como quem vê o vislumbre
Do nosso beijo mais inteiro
Sempre que me afasto
Eu sinto que deixamos o sonho
Uma bala sem rastro.
Sempre que me afasto engano o mundo e a ti também
Se amar não chega
Não vamos mais além
Fiquemos aqui no abraço
Enquanto não se sabe quem é quem
Não te afasto, não me afasto
E acabamos com a dor
Porque hoje, é tarde demais

Para guardar este amor.




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Pauda para Poesia - Louco

 

Dizes que eu não sou feita desse mal

Eu não sofro nem sinto, sou fria

E vens sempre cheio dessa moral

Que me atinge devagar,

Não tão mortal como eu merecia

Eu nem sempre respondi ao que o nosso corpo pedia

E não deixei acontecer, aquilo que sempre soube, ardia.

Pedes-me tanto e eu não dou pouco

Em mil dias, mil vezes chegou a hora

E eu fugi para ninguém me alcançar

Ficas e estranhas sempre a minha demora

Mas tu sabes, não era para ser agora

Vamos matar este amor louco

Queremos, mas sabemos ambos, tão pouco.




 
 
Que seja doce... <3



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Pausa para a poesia dele - Pedro Abrunhosa - Voámos em Contramão


Leva-me ao fim da montanha,
Dá-me do vinho da Vida,
Estende o céu, faz a cama,
Onde me escondo da ferida,
E agora
Somos mais fortes que o chão.
Mostra-me a foz do teu rio,
Vem à nascente do meu,
Afasta a dor e o perigo,
Porque a distância doeu,
E agora
Voámos em contramão.

E há-de haver outro lugar,
E palavras p'ra dizer
Quando a terra abraça o mar
É como um Filho a nascer.
E há-de haver outra maneira,
De contar a quem não sabe,
Se me dás a Vida inteira,
Porque só vivi metade?

Leva-me de volta a casa,
Abre as portas do jardim,
Deita-me na tua cama,
Diz que sim, diz que sim...

Segue por este caminho,
Apanha luas de prata,
Um Beijo é o nosso destino,
Beijo que fere e não mata,
E agora
Somos mais corpo que dantes.
Não temos frio no fogo,
Trazes por dentro o verão,
Vejo-me em ti e descubro
Somos luz, sombras não,
E agora
Voámos em contramão.

E há-de haver outro lugar,
E palavras p'ra dizer
Quando a terra abraça o mar
É como um Filho a nascer.
E há-de haver outra maneira,
De contar a quem não sabe,
Se me dás a Vida inteira
Porque só vivi metade?

Leva-me de volta a casa,
Abre as portas do jardim,
Deita-me na tua cama,
Diz que sim, diz que sim...
Leva-me de volta a casa,
Abre as portas do jardim,
Deita-me na tua cama,
Diz que sim, diz que sim...
 
Pedro Abrunhosa
 
 
 Um dos melhores a escrever em Portugal <3

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pausa para a poesia - Os olhos dele

Os olhos, olhos feitos de escuridões
Lembram-me a noite distante
Sorris, sem incumbências
E a mim, cativas-me nesse instante
O sorriso anuncia a trama, que esboças
O sorriso é o que mais gosto

E o abraço ? o abraço abala, congela e eu adoro.
Odeio tudo em ti.
Odeio tanto que até gosto demais
Transmites insegurança e não te móis
Vens ao meu ouvido, e eu não gosto de ouvir
Mas depressa me esqueço, que sou reincidente
Não me importo e vou mais uma vez destruir os muros, que tu constróis
Ponto franco, não tens, nem tão pouco compaixão
Frio, seco, pedra.. somos iguais.
Mas eu sou poeta, e tu nunca soubeste ler a poesia nos nossos olhos.
Tu é eu, somos meros finais
Da noite que talvez nunca acabe, dos sonhos de sempre
Dos medos banais, gôndolas perdidas nos canais.
E eu tenho de te dizer… quem dera não existissem perdas
Fatalidades, mal entendidos e amores
Quem dera, fossemos esquecidos…
E tu um dia percebesses que as agonias, magoam
As feridas dos ego, não saram e as palavras não desaparecem.
Quem dera, achar-te, e pegar na tua mão
Levar-te, a ver a terra dos vencidos.
Os olhos, olhos feitos de vendavais
Ventos que de quando em vez … ainda te trazem.
E eu mato as saudades, dos olhos e do abraço,
Mas que depois, sempre se desfazem…
E tornam e voltam, e eu amo e odeio, e quero que vivas e quero que morras, dentro de mim.
Fragmentos de um momento… que eu, transformei em miragem.

Lisboa, Março de 2013


Pausa para a poesia - A bala

Pressinto, recinto mas insisto nessa agonia 
Leves e brandos dias assustados,
Essa bala que é minha quebrou a monotonia 
Trespassou graciosa, a pele fria 
Não vou ficar, levo a ferida em sangue, como sangram os mal-amados.

Se partir agora, paro de te procurar 
Não posso, não quero ser mais uma vez esse adversário 
Tu sabes sempre onde me encontrar 
E eu digo que não, mas quero dizer sempre o contrário. 

Não reclames essa distinção, não queiras o que não te pertence
Nesse jogo, todos os lançamentos põe à prova a tua destreza 
Lanças o dado a medo porque sabes que ele no fundo mente
E quanto mais jogas, mais persiste essa incerteza 

Temo, tremo mas há sempre uma força estranha, magia 
Jogamos com destinos meio que cruzados 
Essa bala que é minha quebrou a nostalgia 
Alojou-se silenciosa, não percebi que me atingia 
E agora foges para onde? Esses dados já foram lançados.. 


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Pausa para a Poesia - Penas Douradas


A razão prevalece
Que sorte! Quisesse ela, passeavam mais decoradas
É nestas alturas que para ela, tudo esmorece
Pena dessas estupidas encantadas!
E o amor, tão sublime. Sempre tão deslumbrado
Palavras mal aplicadas, elas que se julgam mais amadas
Acabou, está arrumado…
Perdes agora as penas douradas
E morres porque aconteceu
E vives porque ele morreu.

É bem feito

Ralha com a maldade
Tempo perdido e deste de ti demais
Agora pagas, a ingenuidade
E morres porque aconteceu
E vives porque ele morreu.

É bem feito.



 
All You Never Say -  Birdy

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Pausa para a poesia - Quero-a ilimitada

Lavo-te a alma cansada
Eu sei, não sobrou nada
Terá a vida que ser menos sonhada?
O afecto não acredita em ti
Tiveram uma luta tão feia
Cortas-te os laços com a sociedade
E pouco te interessa a felicidade alheia
És flor ou apenas planta que cresce torta
És músculo onde o sangue secou
E desistes de bater naquela porta
És o corpo da crueldade,
O desapontamento é a cinza da tua utopia
Perdes no meio da multidão, a simplicidade
E sentes-te sempre, tao vazia.
Corres e nem sabes para onde, esvoaças
Encontras sempre o mesmo fim
Não passas de ameaças
E viver, não vives assim
Lavo-te a alma cansada
Eu sei, não sobrou nada
Terá a vida que ser menos sonhada?
Quero-a ilimitada




quinta-feira, 11 de julho de 2013

Pausa para a Poesia - Estúpidas Emoções

Conversas deitadas no chão de madeira
E eu? Bem… eu nem sei de mim
Não sei nada de mim, mas ando inteira
Ingenuidade? Não… tenho na mão algo demasiado autêntico
Demasiado até, para pertencer a esta esfera suja
Onde está ele? Ah…. Sempre foi um idêntico
Deixa-te levar, ele leva-te pela mão
NÃO…aqui ninguém leva ninguém
E tu sempre soubeste cuidar tão bem da tua ilusão
A culpa? No quem é quem, de quem tem a culpa
É na verdade minha, corta-me assim tão feroz
Deita fora essas mágoas, ele sempre esteve ali
Hipóteses distantes, não fazem de ti menos atroz
NÃO…para de magicar esse mundo. Até parece que és alguém.
Em memória da paixão idiota e idiota és, grande sonhador
Parte a loiça toda sim, e depois…volta ao que eras!
Porque a vida às vezes dá-nos o errado, e doí…
E depois… depois traça-nos um caminho mais interior
E depois? Depois eu volto a perder-me nos olhos, nas verdades,
Nas mãos, na alma… nesse lugar nosso ao pé das letras das canções
Volto? Voltarei…
Afinal não quero perder nada, nem mesmo essas estúpidas emoções.

IR <3


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pausa para a Poesia - Num sonho só, na luta só, na vida só

Ele segue, um rasto gasto, um rasto exausto de esperança 
No seu caminho, segue o farsante solitário 
Cansado do sonho, há muito que sem confiança 
Num sonho só, na luta só, na vida só.

Segue invisível e molhado
Sem graça, de olhos sem dó, sem calor
Vai o homem na estrada, em busca de nada
E deseja mais querença, mais sabor!

Tu sabes, sabes o meu nome
E de mim não sabes mais nada
Não queiras mesmo saber
Alma minha não é para se idolatrada

Não há busca, não haverá nada a buscar
Sem sal, na sociedade doentia, estará estragado..
Doente de tudo e de nada, vergonha encavacada.
Sente-se em breve ameaçado, quebrado.

Ele vai continuar, nem ele sabe porquê andar
E ninguém o vai entender
Vão vê-lo
No seu rumo, se a corrente assim ditar!

Tu sabes, sabes o meu nome
E de mim não sabes mais nada
Não queiras mesmo saber
Alma minha não é para se idolatrada

Num sonho só, na luta só, na vida só.
Num sonho só, na luta só, na vida só.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Pausa para a poesia dela - Bárbara Paz

"Pinceladas de barro cor da pele cobrem minhas cicatrizes como um carinho
Todas as manhãs antes de me iludir com a vida,
Lavo no escuro adocicado minhas pequenas pupilas
e escorrego o sabão nos cílios da pequena boneca
Cubro a alma com uma pitada de lápis nas sobrancelhas finas,
faço as ficarem bem grossas com o perfil de misteriosa...
Minhas mãos já sabem de cor a forma de cada olheira...
Profundas de tanta chuva que tomou
É como se cobrisse minha alma todas as manhãs,
É como se a mim /só eu conhecesse...
Quando estou definitivamente uma pintura de Basquiat
Olho-me no espelho e o que vejo?
Um touro, uma donzela, um inseto, uma traça, um sonho!
Não sei bem se vejo ou deliro, mas crio coragem e abro a porta.
Quase sempre venta e lacrimeja
Coloco a bagagem nas costas
E de costas me olho mais uma vez no espelho
Sim, agora estou pronta!
Mensageiros do destino me perdoem,
tenho pressa, saiam da frente!
Que meu cansaço derrete meu barro e a escultura cai
Tenho pressa...
minha vida é passageira e meu escudo de pele ???, Moldado por cicatrizes

Quando chego em casa,
sento, tiro os sapatos, calço minha essência e choro.
Quando a obra facial se desfaz,
Coloco as mãos sobre o rosto e sorrio,
Acendo uma vela, abro a torneira
E lavo minha alma,
Agora nua. "

<3 Bárbara Paz
 



terça-feira, 11 de junho de 2013

Pausa para a poesia - Exagerada


Paisagem que passou, nos vidros baços,
Verde esperança; azul dos sonhos e saudade do que fomos
Pressa, mas corres para onde?
Desamarra esses laços
Vamos ficar velhos juntos,
Fazer ver, nesta guerra perdida
Chegar ao fim, mas de quê?
Salta mais alto, toca na vida
Pega na mala das recordações
Uma coisa de cada vez…
Saber o futuro, mas porquê?
Deixa-te dessas obrigações,
Vive essa realidade sonhada
Não ligues a isso…
Vamos fazer como sabemos,
Vive-la… Assim exagerada!
 
Raminhos

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Pausa para a Poesia - Fragmentos de um momento…


Os olhos, olhos feitos de escuridões
Lembram-me a noite distante
Sorris, sem incumbências
E a mim, cativas-me nesse instante
O sorriso anuncia a trama, que esboças
O sorriso é o que mais gosto
E o abraço ? o abraço abala, congela e eu adoro.
Odeio tudo em ti.
Odeio tanto que até gosto demais
Transmites insegurança e não te móis
Vens ao meu ouvido, e eu não gosto de ouvir
Mas depressa me esqueço, que sou reincidente
Não me importo e vou mais uma vez destruir os muros, que tu constróis
Ponto franco, não tens, nem tão pouco compaixão
Frio, seco, pedra.. somos iguais.
Mas eu sou poeta, e tu nunca soubeste ler a poesia nos nossos olhos.
Tu é eu, somos meros finais
Da noite que talvez nunca acabe, dos sonhos de sempre
Dos medos banais, gôndolas perdidas nos canais.
E eu tenho de te dizer… quem dera não existissem perdas
Fatalidades, mal entendidos e amores
Quem dera, fossemos esquecidos…
E tu um dia percebesses que as agonias, magoam
As feridas dos ego, não saram e as palavras não desaparecem.
Quem dera, achar-te, e pegar na tua mão
Levar-te, a ver a terra dos vencidos.
Os olhos, olhos feitos de vendavais
Ventos que de quando em vez … ainda te trazem.
E eu mato as saudades, dos olhos e do abraço,
Mas que depois, sempre se desfazem…
E tornam e voltam, e eu amo e odeio, e quero que vivas e quero que morras, dentro de mim.
Fragmentos de um momento… que eu, transformei em miragem.

Raminhos
Lisboa, Março de 2013