terça-feira, 11 de junho de 2013

Inglaterra - Londres - A magia


Antes de começar a escrever, um aviso: eu amei Londres, portanto o que vamos ter aqui, não é um relato de viagem, é uma verdadeira declaração de amor.

Londres abraçou me, fez-me sentir igual a todos entre as multidões apressadas, nunca estive perdida, pelo contrário, encontrei-me. Todos os viajantes, tem tendência a procurar o seu lugar no mundo, Londres foi o primeiro local em que me senti verdadeiramente em casa.

Existem coisas difíceis de explicar por palavras, acho que determinados momentos não se escrevem nem dizem, sentem-se. Tenho a certeza que nunca vou conseguir escrever para vocês, de maneira tão boa ou clara, que vos leve a entender o que eu senti.

Para ser sincera, Londres, nunca fez parte das minhas viagens de sonho, engraçada a vida, não é? Aquelas coisas que não estamos a espera e que nem achamos assim nada de especiais, por vezes são as que mais nos surpreendem.

Vamos então.  

Viagem feita com cinco amigos, em Abril deste ano, queríamos voar com uma low cost, mas como não existem voos de Lisboa para Heathrow (aeroporto mais perto do centro), em low cost, resolvemos, pagar um pouco mais, e voar com a amiga TAP. Quanto á estadia, ficamos num Hostel, num quarto para seis pessoas, bem perto do centro, o Astor Victoria, (porque gostei tanto dele, vai merecer um post mais a frente.) Se não me falha a memória, o voo ficou em 170 euros, o Hostel em 80 euros as quatro noites com pequeno-almoço. Falaremos dos preços londrinos mais à frente, também.

Desde que viajo, comecei, a seguir alguns blogs de viajantes, li muito antes de ir para Londres, existe muita informação acerca disto, mas em tudo o que vi, escreve se que do aeroporto de Heathrow para o centro da cidade de metro, é uma penosa viagem de uma hora e qualquer coisa. Não achei, obviamente depende do local onde te diriges, mas se falarmos do centro, é tudo muito simples, tudo com muitas indicações, saímos do aeroporto directos ao metro, compramos o oyster card (cartão para transportes, são carregáveis). A viagem dura 40 minutos, que não são totalmente passados debaixo do chão, logo dá se uma vista de olhos aos subúrbios londrinos, achei tranquilo. Quanto ao metro, quem olhar para a rede de metro em Londres, vai dizer o mesmo que eu disse (caraças), mas é mais simples do que se pensa, tudo tem excelentes indicações. Se bem, que aconselho a usar o metro apenas no transporte do aeroporto para o centro, de resto andem de autocarro e sobretudo a pé, é a melhor forma de conhecer a cidade, sem dúvida.




Deixando as “burocracias” de lado, vamos nos perder em Londres?


Começamos pelo Palácio de Buckingham, ver estes edifícios, que estamos muito habituados a ver na comunicação social, ao vivo, é sempre um espanto transcendente para mim, mas confesso estava à espera de um palácio mais brilhante, é absolutamente grandioso e imponente, é certo, mas tem um aspecto de coisa sem vida (a rainha e os seus súbditos que me desculpem.)
É engraçado, observar os guardas, a quem eu invejo a capacidade de coordenação e concentração, quanto à tão falada troca de guardas, que toda a gente aprecia, era melhor eu não me pronunciar, ainda levo porrada um dia destes. Na minha opinião, que nada sinto em relação às tradições monárquicas inglesas, é profundamente aborrecido, perdoem-me a insensibilidade.



Ao lado do Palácio de Buckingham, fica o Green Park, um dos muitos parques da cidade, ideais para um pic-nic, para quem apanhar bom tempo, foi o nosso caso, lanche comprado no Tesco, comer na relva (dicas baratas).




Em relação às conhecidas praças, Picadilly Circus e Trafalgar Square, é Londres em estado puro, Picadilly caótica e brilhante, Trafalgar imponente e linda.




Daqui, seguimos, a ponte que liga esta parte de Trafalgar Square ao London Eye, onde temos uma vista fantástica sobre o Big Ben.



O Big Ben, é uma construção maravilhosa, é dos monumentos mais fotografados do mundo, equiparável ao coliseu de Roma e percebesse porquê. Eu podia passar horas a admirara-lo.



Seguindo e contornando o Big Ben, encontramos a Abadia de Westminster, igualmente bonita.



(Nota: Tudo até aqui foi feito a pé)




Visitamos também St.Paul Cathedral, Millennium Bridge, Museu Tate Modern, Tower Bridge e Tower of London.


Com tudo isto fica um pouco mais longe, optamos por ir de autocarro ate à Catedral de St.Paul, daí fomos sempre a pé até à Torre de Londres.


A catedral é uma construção grandiosa, com a segunda maior cúpula do Mundo, ficando apenas atrás da cúpula da Praça de São Pedro no Vaticano. Sei que entrando na catedral e subindo, consegue se uma boa vista da cidade.

Ao pé da catedral, fica a Millennium Bridge, uma ponte que faz a ligação ao Tate Modern, um museu de Arte Moderna. Seguindo, daí depressa se encontra o centro económico londrino com as suas modernas construções e a famosa Tower Bridge, atravessando-a estamos na Torre de Londres.





Fomos conhecer também a Chinatown, Covent Garden, passando por M&M's world. Não vou falar destas zonas, foram passagens demasiado rápidas, ficam as fotos:









Museu Madamme Tussauds, Little Venice,  Bairro de Notting Hill e a zona de Candem Town também fizeram parte do nosso roteiro:


Muito sinceramente, eu pensava que o Madamme Tussauds era um bocado estupidez, perder tempo com bonecos de cera, era demasiado estúpido. Não é, não é só ver bonecos de cera, para a além dos bonecos em si, serem arte, o museu oferece outras actividades que valem o preço do bilhete, não vou desvendar tudo, senão não tem piada, mas é giro. Entre elas, túneis do terror, história de Londres “contada” enquanto andas de carrossel, cinema 4D. Foi uma experiência agradável.  
 

Resolvemos daqui seguir para Notthing Hill a pé, para quem não tem tempo não é viável, é muito longe, por sorte e sem estar a espera no caminho achamos Little Venice, uma mini Veneza, onde acabamos por almoçar.








Notthing Hill, era obrigatório, queríamos matar a curiosidade, tudo por causa do filme com o mesmo nome aqui passado, com Hugh Grant e Julia Roberts.O bairro, é um luxo, bairro praticamente residencial, casa coloridas, portas azuis, senhores carros a passar, que fazem inveja a qualquer um. Aqui pode-se também encontrar Portebello Market.


O objectivo era encontrar, a famosa livraria do filme, de facto encontramos, a questão é que eu ia à espera de uma livraria, cheiro a livros, história, e porque não o Senhor Hugh à minha espera. Ah ah grande desilusão. A fachada mantém-se, mas é a única coisa, agora o sítio funciona como sapataria, e as fotos são proibidas, dizem eles.




Seguimos então, para um dos sítios que mais gostei. A parte mais alternativa da cidade, zero preconceito, excentricidade, e muita liberdade de ser o que se quer, Candem Town, não ir, é imperdoável.
É um sítio bom para quem quer comprar lembranças baratas. Os mercados tem de tudo, desde comida a roupa.




 
Falta-nos já pouco. E ao nível, do que vi, vou só falar de mais duas coisas, primeiro o London Eye, nós andamos, achei caro, para aquilo que é, vale obviamente pela vista estupenda sobre uma cidade maravilhosa.





Visitamos também o maior parque da cidade, o Hyde Park, é fantástico... um espaço que para os londrinos serve para passear, fazer desporto, namorar.. eu imagino-me assim com um manta numa daquelas margens do lago a beber um chá de menta (é essa a minha ideia para este parque ;D). 

Aqui também podemos encontrar, um monumento dedicado à princesa Diana.









Londres Comer e beber



Para ser sincera ia com medo do dinheiro que gastaria em Londres, sabia que era uma cidade cara, ok é, mas existe caro e barato com em todo o lado.



Conseguimos gastar muito pouco dinheiro em comida. Só comemos porcaria, é certo, mas por uns dias ninguém morre. Gastamos cerca de 5 e 7 libras por refeição.
Tivemos direito a provar o tradicional Fish and Chips e aqueles maravilhosos pequenos-almoços ingleses, que nos deixam sem fome até as três da tarde. 




O beber, isso é outra história, não é para todas as carteiras, foi de resto a única coisa que achei verdadeiramente caro em Londres, a cerveja ronda as 4 ou 5 libras, nos pubs.Mesmo assim tivemos a nossa dose!! Oh yehhhh

 


Apesar de ser caro, acho que viver um pouco desta cultura nos pubs, é fascinante, é que isto é religioso, eles saem do trabalho, vai tudo para os pubs, até as nove, dez da noite. Somos tão diferentes não é… não sei se são sempre as mesmas pessoas ou não, nem se o fazem todos os dias, mas que os Pubs, a partir das 17 horas estão lotados, ai isso estão!



 

Hostel Astor Victoria 

Vou falar do Hostel onde ficamos, achei que a relação qualidade/preço/localização é excelente, e por isso, sinto-me na obrigação de fazer referência ao Astor Victoria. Ainda mais porque antes de ir, li coisas bem feias acerca dele!!!

71 Belgrave Rd
Victoria


Ambiente jovem, o pessoal da recepção é todo muito simpático e prestável, quartos e wc’ s em bom estado e limpos. Possibilidade de cozinhar na zona onde é servido o pequeno-almoço, pode-se guardar alimentos nos frigoríficos, sala de estar com acesso a computadores e Internet, e ainda festas temáticas.
Perto da estação de metro de Pimlico. Autocarro 24 (também nocturno) para Trafalgar Square. Shopping com refeições rápidas e baratas a 5 minutos, zona de alguns pubs também. Daqui ao Palácio de Buckingham, a pé, são 10 minutos.








Conclusão: 


Haveria muito mais a dizer sobre esta terra mágica, talvez um dia ainda aqui volte, a escrever sobre Londres. Ou porque lá voltei, ou porque me lembrei de mais coisinhas… por agora vou partir para o novo destino :)
Termino, com estas palavras que disse no outro dia a um amigo, dos mais aventureiros que conheço! E ele sim… está lá e fazer pelos sonhos :D


“Bem começar por Londres, eu sou uma eterna apaixonada por lugares, não tanto pelo nome da cidade ou atracções turísticas, mas por aquilo que determinado lugar me transmite, a forma de viver, a essência. Já tinha estado em algumas cidades da Europa, mas Londres não se compara ao nível dessas sensações. É chegares a um sítio novo e no primeiro momento entenderes que não existem medos de te perderes porque acabas-te de te encontrar.  Por isso é que tenho uma inveja (da boa) de ti, estas no centro de tudo, com todas as portas abertas e tens essa capacidade fantástica que pouca gente tem hoje em dia, não ter medo de usar as asas. 
Quanto ao tempo… sim é chato. O sol ao qual nós estamos tão habituados faz falta, mas penso que é superável, além disso tens de vez em quando, uns dias mais suaves, em que todos os londrinos saltam para os parques, o que me parece brutal! No meu primeiro dia aí, apanhei um tempo estupendo, fiz um pic nic e senti-me da cidade!” <3

   
See you later London!!!


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Holanda - Amesterdão- O sonho

O desejo de visitar Amesterdão existia desde sempre. Talvez a minha ânsia por liberdade tivesse esperança que esta cidade respondesse às perguntas e inquietações que me perturbavam e perturbam diariamente.


Não foi uma viagem muito planeada, pensamos em ir em Novembro, em Dezembro estávamos lá. Ficamos apenas três dias e por isso ficou muita coisa ficou por ver. Ficamos no Hostel Slotania.


Falar de Amesterdão? 

Amesterdão é Meca do não-preconceito, respira-se liberdade, é uma cidade linda com os seus canais nostálgicos, uma cidade com mais bicicletas que carros, já imaginaram?

Coffee shops alternativas, Red Light District a abrir as portas da mentalidade, casas barco a apelar a um modo de vida diferente.

Uma cidade liberal, mas nem por isso adepta da libertinagem, quem pensa que vai para Amesterdão fazer o que lhe dá na gana, está redondamente enganado. Existe muita liberdade sim, mas também existem regras.

Toda a gente devia ter direito a ir pelo menos uma vez na vida a Amesterdão.

Passei lá pouco tempo para fazer um roteiro, posso apenas falar das experiências e sensações que a cidade me transmitiu.


Em primeiro lugar, Amesterdão é linda enquanto cidade. Não é preciso entrar em nada, nem gastar dinheiro nenhum, a paixão surge apenas ao passear nos canais entre as casas finas e coloridas desta cidade apelidada de Veneza do Norte. Tive o prazer de passar no Vondelpark um sítio verde em pleno centro da cidade.

Não posso deixar de referir que os museus, nomeadamente o Museu Van Gogh e o Rijksmuseum valem a pena, para quem obviamente é apreciador de arte. Ao Rijksmuseum eu não fui, esperei por uma das minhas companheiras de viagem que entrou, num parque, atrás do museu (onde existem as conhecidas letras i amesterdam), a beber um cappuccino, que me soube pela vida no frio do Dezembro Holandês. Não fui simplesmente porque não tinha vontade, nestas viagens curtas acho que ir a todos os museus é desperdício de tempo. Fico sem tempo para observar as pessoas, enquanto observo a arte.

Em relação à Casa de Anne Frank, apesar de ser um sítio “pesado”, vale a pena, todos nós já ouvimos falar do regime nazista, da perseguição e caça aos judeus, nem que seja dos livros de História. Mas apenas quando nos debruçamos sobre isso desta maneira (real), é que cai a ficha.
Anne Frank foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto que morreu aos quinze anos de idade num campo de concentração. Tornou-se conhecida com a publicação póstuma de seu Diário, no qual escrevia as experiências do período em que sua família se escondeu da perseguição aos judeus em Amesterdão. O conjunto de relatos que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes do século XX.

O Red Light District é realmente um mundo à parte, não é que não se saiba o que é a prostituição mas aquele à vontade como se fazem as coisas é surpreendente, até mesmo para mim que me considero uma mente aberta. Basicamente aquilo são pequenos quartos com uma montra, montra, essa que tem uma luz vermelha, onde meninas de todas as nacionalidades, cores e feitios se mostram aos possíveis clientes. Tudo isto sem o menor preconceito nem vergonha. Estão sem dúvida vários passos à nossa frente em termos de mentalidade.

As famosas Coffee Shops têm um ambiente muito agradável, há gente de todas as idades e classes sociais a fumarem o seu charro, sem problemas nenhuns. Uma coisa que eu não sabia é que eles têm regras neste aspecto, a drogas leves são efectivamente legais no país mas existem sítios específicos para o consumo. Outra coisa engraçada é que se pode comprar e consumir droga nas Coffe Shops, mas não existe álcool à venda. 

É interessante esta dose controlada de liberdade… acho que é do género, ok nós somos liberais mas é necessário controlar algumas coisas, para que isto não vire uma selva.

Amesterdão, é uma cidade fantástica, quero muito voltar e desta vez com mais tempo.






Tot ziens !! (Até breve)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Pausa para Pensamento


Qual é o meu estado? Estado normal: indignada com a sociedade do meu tempo. 



O povo português é já de si, um povo saudosista e de certa maneira triste e pessimista. A situação piora a cada dia, a cada hora. 

A conjuntura económica derrota-nos, mata-nos os sonhos e corta-nos a asas. Tudo isto é verdade e tão poético! A realidade é esta, a pobreza e a fome existem e vivem ao nosso lado.
O sorriso fechado, a angústia e a dúvida andam todos os dias sentados no banco do autocarro, a nossa frente. 
A comida falta na mesa, as pessoas perdem tectos e perdem sonhos, o povo não vive….Sobrevive! 
E eu sei que não posso mudar o mundo, nem sequer posso fazer alguma coisa de substancial para ajudar este país a beira-mar plantado. Mas tenho uma filosofia, Ghandi disse: "Sê a mudança que queres ver no mundo". Para mudar alguma coisa no mundo temos que começar por nos mudar a nós.
É simples, numa situação difícil, o que é que é o mais normal de se fazer? Dar a mãos, procurar apoio e sobretudo apoiar! E o que é que este pessoal faz? Andamos todos de costas voltadas a tentar tomar caminhos que só nos levam a lugares velhos. As pessoas importam-se mais em falar mal da vida dos outros do que com a vida de merda que têm. A maior parte dos jovens de hoje a única coisa que conseguem ver é o espelho, e eu tenho vergonha de pertencer a esta juventude.
Não é vergonha pedir ajuda, assim como não é vergonha reconhecer que se errou, vergonha é passar ao lado de alguém que precisa de ti! Vergonha é falar de uma pessoa nas costas, vergonha é ser antipático só porque te apetece, vergonha é negar ajuda.
Há tantas maneiras de ajudar, e nem tudo é dinheiro, as vezes nem precisas de fazer nada, apenas se não julgares essa pessoa, já estas a fazer muito. Ouvir alguém, dizer “ estou aqui” a alguém, ser simpático, sorrir… são gestos simples e podem fazer diferença.
Que adianta andar de mal com meio mundo? Só vivemos uma vez. Sejamos melhores pessoas…. E isso não nos vai fazer ricos, mas vai de certeza fazer-nos mais felizes. 

Sejamos melhores pessoas… há-de haver alguém ao teu lado que vai precisar de ti
I.R

Pausa para a Poesia - Fragmentos de um momento…


Os olhos, olhos feitos de escuridões
Lembram-me a noite distante
Sorris, sem incumbências
E a mim, cativas-me nesse instante
O sorriso anuncia a trama, que esboças
O sorriso é o que mais gosto
E o abraço ? o abraço abala, congela e eu adoro.
Odeio tudo em ti.
Odeio tanto que até gosto demais
Transmites insegurança e não te móis
Vens ao meu ouvido, e eu não gosto de ouvir
Mas depressa me esqueço, que sou reincidente
Não me importo e vou mais uma vez destruir os muros, que tu constróis
Ponto franco, não tens, nem tão pouco compaixão
Frio, seco, pedra.. somos iguais.
Mas eu sou poeta, e tu nunca soubeste ler a poesia nos nossos olhos.
Tu é eu, somos meros finais
Da noite que talvez nunca acabe, dos sonhos de sempre
Dos medos banais, gôndolas perdidas nos canais.
E eu tenho de te dizer… quem dera não existissem perdas
Fatalidades, mal entendidos e amores
Quem dera, fossemos esquecidos…
E tu um dia percebesses que as agonias, magoam
As feridas dos ego, não saram e as palavras não desaparecem.
Quem dera, achar-te, e pegar na tua mão
Levar-te, a ver a terra dos vencidos.
Os olhos, olhos feitos de vendavais
Ventos que de quando em vez … ainda te trazem.
E eu mato as saudades, dos olhos e do abraço,
Mas que depois, sempre se desfazem…
E tornam e voltam, e eu amo e odeio, e quero que vivas e quero que morras, dentro de mim.
Fragmentos de um momento… que eu, transformei em miragem.

Raminhos
Lisboa, Março de 2013



Antes de partir

Devo avisar que:

- O meu objectivo, não é escrever roteiros de viagem, até porque não tenho ainda experiência suficiente para isso. Também não pretendo, com a escrita dar ao leitor todas as informações sobre o local, existe uma grande variedade de blogs que o fazem na perfeição. 
O que espero alcançar com os textos aqui publicados é apenas o despertar  para a viagem, para os sentimentos de viagem, para a sensação que o local me provocou. Quero apenas partilhar uma das coisas que mais gosto de fazer de uma forma que adoro, escrevendo.  

- O que será escrito são apenas experiências e opiniões. E opiniões, na verdade valem o que valem, tenho exemplos de que nem sempre o que os outros acharam de determinado sítio, é válido para nós. Às vezes é preciso ir lá ver (e ainda bem)!

-Todas estas experiências são relativamente recentes, mas as coisas mudam e demasiado rápido. Estou com dificuldades em escrever, porque algumas destas viagens, foram feitas já algum tempo e não me recordo de todas as sensações, na próxima viagem, levo bloco de notas, prometo.

-Os textos serão da minha responsabilidade, já no que toca às fotografias, muitas delas, serão efectivamente tiradas por mim. Outras não… vou colocar também fotografias dos meus talentosos companheiros de viagens, nomeadamente, o D.L. A quem desde já, agradeço a cedência.

- Last but not least, sou inexperiente nestas andanças, sinto-me quase na obrigação de me desculpar com certos "monstros" da escrita de viagem. Um dia chego lá...  
Posto isto..
Descolamos?


terça-feira, 4 de junho de 2013

Vamos voar?

Quando tudo isto começou? Ás vezes, tento perceber. Seria lógico dizer que começou no exacto momento em que apanhei pela primeira vez o avião, para a Suíça. Mas não, esta história… começa bem antes.
Eu nasci e cresci num meio pequeno (um meio pequeno que eu amo), tive uma infância feliz e da qual guardarei para sempre boas lembranças. Tive uma adolescência… a adolescência é a adolescência para toda a gente, até mesmo para mim, que fui na minha opinião uma miúda calminha. Mas acho que foi nesse tempo de construção essencial para cada um de nós, que começou.
Começou, esta curiosidade, este “ só estou bem, onde não estou”, esta ânsia eterna de ver o que existe atrás da minha janela, que aliás se mantém até hoje.
Depressa o lugar onde cresci se tornou demasiado pequeno, e eu voei. Certo que por motivos diferentes destes, que hoje aqui vos falo, mas Lisboa foi uma lufada de ar fresco, das boas.
“Lisboa é o lugar que me faz sonhar”, sim foi este sítio que me abriu muitas portas, e que me fez querer ainda mais ir ao encontro de mim mesma. Procurar-me por aí…
E depois é a velha história, é aterrar em Lisboa, já a pensar no próximo destino, viajar é vício.

Bem, agora que sabem ao que venho, a proposta que vos faço é simples:


VAMOS VOAR?