Nesta tarde de Domingo, resolvi experimentar o novo bolo de chocolate Milka da Royal. Quem quiser também experimentar aconselho a aproveitar a promoção do Mini Preço ( 2.24 euros).Isto porque na televisão parece enorme, mas não é. ( já vão ver!!)
A preparação não tem nada que saber, é fácil e eu não sou propriamente grande cozinheira.
A embalagem contem uma forma, pepitas para barrar e massa de bolo. A esse preparado em pó deve-se juntar dois ovos e 60 gramas de margarina derretida.
De seguida bate-se durante 2 minutos o preparado com a batedeira ( com a circunstância de viver sozinha, ainda há coisas a faltar na casa, não tenho batedeira.. mas tenho varinha mágica!! lol
Monta-se a forma, aconselho a usar uma forma normal, porque esta desmonta-se facilmente, eu como também não tenho formas (mas faço anos em Abril) xD.. foi mesmo nesta. 20 minutos no forno.
Enquanto esperamos podemos ir derretendo as pepitas com um pouco de manteiga, para barrar o bolo de seguida. (sugestão: guardem algumas para decoração)
E pronto !! Temos bolo... é bom. Testei antes de convidar os amigos para lanchar!! xD
Será que vou ser seleccionada ?? Mais uma tentativa para escrever (de borla) num país chamado Portugal.
"Desde muito nova que gosto
de escrever, comecei obviamente por coisas muito banais, como os típicos diários
adolescentes. A minha formação escolar foi realizada na área de letras, o que na
minha opinião contribuiu para o gosto e competência que julgo ter ao nível da escrita.
Escrevo regularmente, algumas
coisas são publicadas nas redes sociais e também no meu blog Asas de Papelhttp://asasdepapel-inesramos.blogspot.pt/
, inicialmente criado para escrever e partilhar as minhas experiências de viagem,
mas que aproveitei para divulgar textos e poemas da minha autoria.
Em relação ao meu gosto
pessoal na escrita, considero que tenho mais aptidão para a poesia, mas nos últimos
anos e derivado à conjuntura económica que vivemos, tenho escrito alguns textos
sobre situações do dia-a-dia, problemas sociais, mensagens de motivação.
Gosto também de escrever
sobre sítios que “descobri”, como seja um bar num cantinho da cidade ou um
jardim fantástico, dar a minha opinião sobre um concerto que assisti ou apenas
sobre o rapaz com boa voz a pedir na baixa lisboeta. Sou apaixonada por
viagens, e como a disponibilidade monetária para viajar, não é propriamente
grande, descobri na literatura de viagem, uma forma de viajar sem sair de casa,
por isso também escrevo sobre o que “meus” livros me transmitem.
Não escrevo por obrigação,
escrevo pelo que vejo e sinto, escrevo por gosto e através de sensações.
E por tudo isto, quando um
amigo me mandou o vosso link, achei que tinha perfil e que valia a pena tentar.
Tá tão difícil pra você também, né? Com o coração vazio, mas sempre de pé Buscando alguma direção.
Quantas vezes você me escreveu e não mandou, Pegou o telefone e não ligou... Partiu seu próprio coração.
E eu tenho uma má notícia pra te dar, Isso não vai passar tão cedo, não adianta esperar. Às vezes ficamos bem, mas depois vem o desespero, Eu tento esconder, mas vi que pensei em voce o dia inteiro.
Mas sempre haverá uma data, palavra, um olhar, Um filme uma música, pra te fazer lembrar. Um perfume, um abraço, um sorriso, só pra atrapalhar. Só pra te fazer lembrar de mim.
Tá tão difícil pra você também, né? Com o coração vazio, mas sempre de pé Buscando alguma direção.
Quantas vezes você me escreveu e não mandou, Pegou o telefone e não ligou... Partiu seu próprio coração.
E eu tenho uma má notícia pra te dar, Isso não vai passar tão cedo, não adianta esperar. Às vezes ficamos bem, mas depois vem o desespero, Eu tento esconder, mas vi que pensei em voce o dia inteiro.
Mas sempre haverá uma data, palavra, um olhar, Um filme uma música, pra te fazer lembrar. Um perfume, um abraço, um sorriso, só pra te atrapalhar. Só pra te fazer lembrar de mim.
Mas sempre haverá uma data, palavra, um olhar, Um filme uma música, pra te fazer lembrar. Um perfume, um abraço, um sorriso, só pra atrapalhar. Só pra te fazer lembrar de mim.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Depois das merecidas férias e de um período agradável de renovação, eu e o Asas voltamos.
Voltamos a Lisboa, ao trabalho e à vidinha agitada. :P
Novidades? Sim!! É tempo para começar a preparar a minha próxima viagem. Desta vez, vamos voar até Praga!! Até Novembro, tenho muitas coisas para investigar.
A M.P nasceu numa pequena aldeia do norte, neste momento tenta levar a vida o melhor que pode em Lisboa, têm 25 anos e muitos sonhos. Licenciada em História, faz parte do grupo de privilegiados, de hoje em dia, que consegue trabalhar no País que temos. Corajosa e leal aos seus princípios recebeu-me em sua casa, onde tivemos esta agradável conversa.
Sobre
ela:
Eu não te conheço, ao
ver-te em condições normais, o que é que eu pensaria?
Pensarias que eu sou uma raparigamais ou menos simpática, mas daquelas que não dá muita confiança.
Define-te em três palavras.
Sincera, preguiçosa e
apaixonada…
Qual foi a pior
coisa que disseram sobre ti?
O problema é que tu
nem sempre sabes o que dizem de ti,mas já me disseram que eu tinha a mania.
É mais fácil gostar de
ti ou não gostar?
Acho que é mais provável não gostar, não sou propriamente fácil, só me dou quando me sinto à vontade e
gosto das pessoas. Não sou daquelas pessoas populares que toda a gente gosta.
És uma mulher
tendencialmente mais triste ou mais alegre?
Tem momentos, há dias em
que estou bem e outros em que se calhar estou um bocadinho mais em baixo.
Quem não gosta de ti não
gosta porquê?
Acho que ás vezes tenho um
ar um bocadinho arrogante, ou por acharem que eu tenho a mania em
alguma coisa, ou não gostam simplesmente porque não gostam, ás vezes nós não gostamos
das pessoas e nem sabemos bem porque.
O que é que mais
te irrita nas pessoas?
Tanta coisa! Irrita-me
as pessoas que dizem que fazem e acontecem, e depois não fazem nada. Irrita-me
as pessoas que se estão sempre a queixar. Irrita-me as pessoas que se acham
superiores, só porque têm um curso, ou porque têm mais recursos financeiros.
Darias tudo para
falar com…
Barack Obama
Nós somos o que
fazemos?
Maioritariamente sim.
Que frase é o teu
lema de vida?
Não tenho propriamente uma
frase, gosto muito de "enquanto há vida, há esperança". Mas também daquelas que
falam sobre aproveitar a vida.
Sobre
as dificuldades da vida:
Quais são os teus
medos?
Tenho medo de perder as
pessoas que amo, esse é o maior. Tenho medo de perder o meu emprego, porque colocaria a minha vida num caos, e nada é certo neste momento.
Qual foi o momento
mais difícil da tua vida?
Foi um período muito
conturbado, que começou na morte do meu avô, continuou numa depressão e
terminou com a morte do meu primo. Foi uma fase em que me sentia mal de estar
assim e também de ver os outros mal pelo facto de eu estar assim. E depois não
sabes bem porquê.
Como é que se sai
de uma depressão?
Acho que depende
essencialmente de ti, encontrar o problema e ter força de vontade para te
agarrares a alguma coisa. Hoje quando olho para aquilo, não valia a pena ser
tanto assim, mas acabas por te deixar ir, parece que te conforta e na realidade
destrói-te.
Um dia de cada vez?
Sim cada vez mais… só
se pode planear a próxima semana e acaba aí.
Tens consciência de
estar a adiar os teus planos?
Vou adiando, não posso
fazer tudo o que quero, no momento, vou fazendo algumas coisas.
Já pensas-te em sair do
país?
Já, se me fizesses essa
pergunta à dois anos atrás, diria que não, mas hoje em dia, já. A minha última
viagem a Londres, acho que me ia dar bem lá.
Fazes muitas contas
mensais?
Até agora não…
Não sabemos tudo o
que nos esta a acontecer?
Eu acho que não, e nem
estamos preparados para o que pode vir. Andamos aqui acomodados.. mas também
não sei se teríamos grandes soluções.
Profissionalmente,
sentes-te realizada?
Não totalmente, já fui
mais. Mas é difícil, estar a mudar neste momento.
A tua vida já foi mais
poética ou ainda está para ser?
Acredito que ainda esteja para ser, mas já foi mais do que é agora, quando eu era criança, talvez.
O que se pode fazer
para melhorar a vida dos portugueses?
Acho que se devia dar
mais valor ao que é nosso, e devíamos também mudar a mentalidade. A crise não é
só económica, também é de mentalidades e valores.
Sentes que de alguma
forma o teu país te corta as asas?
Encolhe-me as asas, não me
deixa voar totalmente, não consigo fazer tudo o que quero, porque tudo é caro, com o aumento de impostos, não dá para fazer tudo, nem ter tudo. Até pelo facto de
morar numa cidade grande, é impeditivo, tudo é mais caro. Tenho umas asas mais
contidas.
O que é feito dos
navegadores por mares nunca antes navegados?
Morreram todos!.. não sei,
mas os navegadores que ainda existem, já não estão em Portugal.
Mudavas alguma
coisa na tua vida ?
Mudava a minha conta
bancária! .. não , acho que não mudava nada. Não sou totalmente aquilo que à dez anos atrás imaginei, mas acho que arranjei umas boas soluções.
Sobre
o amor, o sonho e a vida..
Não há amor como o
primeiro?
Há.. Eu acho que nós
podemos ter vários amores ao longo da vida, todos eles marcantes, dependendo
das fases da vida.
O que pensas da
descartabilidade das relações humanas actuais?
Custa-me ver isso,
relativamente à traição é preocupante, porque não consegues confiar em ninguém.
Não faz sentido, se não estas bem, não estás com a pessoa. O melhor é mudar. Em
relação à fuga de compromisso actual tenho que tentar compreender, mas não
concordo totalmente, as pessoas acham que a relação os limita, mas depende como
tu a encaras.
As recentes gerações
mataram o Amor?
Deram uma nova definição ao
amor. Espero que não o matem…
O amor pode cegar?
Pode, 99% pode.
Para onde as tuas asas
voariam se pudessem? ( lugar)
Hawai
“Sonhar sem aspas,
amar sem interrogação, viver e ponto final? É assim?
Maioritariamente acho que
sim.
Para
terminar
Qual a música que
define a tua vida actual?
levanta-me o ego...
Qual foi a última vez
que choras-te?
Não sei, mas foi à muito
pouco tempo.
Há alguém que te
conheça como só tu te conheces?
Não ,há pessoas que me
conhecem muito bem, mas ninguém como eu.
Pediste desculpa a
todas as pessoas que querias?
Sim, acho que não faço
assim nada muito grave.
Como é que se fintam
as saudades irreversíveis?
Acho que não se
fintam, elas continuam sempre. Vamos aprendendo a lidar com elas.
O que é que essa
pessoa DE QUEM TEM SAUDADES te ensinou?
Ensinou-me a não olhar
para os outros de lado, quando se tem uma diferença, ensinou-me a testar a
palavra deficiente, embora ainda me continue a assustar, ensinou-me a ser mãe,
ajudou-me a amadurecer.
O que é que te move, e
não te faz perder a esperança?
Eu tenho uma coisa cá dentro,
sempre TIVE, eu acho que vem sempre algo melhor. Quando os meus pais
atravessavam fases menos boas, eu achava sempre que o meu pai ainda ia ganhar o
totoloto. E mesmo nesta fase de crise, eu acho sempre, que as coisas vão mudar.
As mulheres têm
uma força que os homens não têm?
Eu acho que sim, ao nível
de suportar a dor, tem mais força de vontade e de vida, nós afundamos mas
saímos em melhor estado.
Já deixas-te de fazer algo,
por medo de falhar?
Não.. posso não ter feito
logo, mas depois acabo por fazer. Desisti de uma coisa porque achei que não
tinha perfil, ser jornalista, isso era uma sonho de infância.
Os teus pais sentem-se
orgulhos da filha que têm?
Eles escreveram na fita de
final de curso que sim, acho que tem alguns motivos para isso, não sou a médica
que o meu pai, gostaria que eu fosse, mas acho que sim. Parecem-me babados.
As tuas asas foram
feitas para voar?
Eu acho que sim, mas
para voos curtos. Não sou uma pessoa extremamente ambiciosa, nem de grandes
ideias e primeiro apalpo o terreno.
Um homem também
chora quando assim tem de ser ?
Choram… existem alguns é
que têm a mania que não.
Quando fores
grande, gostavas de ser com quem?
Como uma pessoa, que é
minha amiga, e tem uma maneira de ser muito especial. Os valores que ela
defende são diferentes dos de hoje em dia, são inovadores, tem um coração
grande, está sempre disposta a ajudar, é uma idiota! Tem uma energia
contagiante, é uma força da natureza e é um exemplo para mim.
O que é que dizem os
teus olhos?
Se os souberes ler, dizem
tudo. Dizem aquilo que eu muitas vezes não consigo dizer. São denunciadores…e
parecem uma torneira ás vezes.
Ele segue, um rasto gasto, um rasto exausto de esperança No seu caminho, segue o farsante solitário Cansado do sonho, há muito que sem confiança Num sonho só, na luta só, na vida só.
Segue invisível e molhado Sem graça, de olhos sem dó, sem calor Vai o homem na estrada, em busca de nada E deseja mais querença, mais sabor!
Tu sabes, sabes o meu nome E de mim não sabes mais nada Não queiras mesmo saber Alma minha não é para se idolatrada
Não há busca, não haverá nada a buscar Sem sal, na sociedade doentia, estará estragado.. Doente de tudo e de nada, vergonha encavacada. Sente-se em breve ameaçado, quebrado.
Ele vai continuar, nem ele sabe porquê andar E ninguém o vai entender Vão vê-lo No seu rumo, se a corrente assim ditar!
Tu sabes, sabes o meu nome E de mim não sabes mais nada Não queiras mesmo saber Alma minha não é para se idolatrada
Num sonho só, na luta só, na vida só. Num sonho só, na luta só, na vida só.
Porque a vida não se
resume só a maravilhas, nem a sonhos, nem a prazeres, porque o país atravessa
uma fase muito complicada e eu não sou de todo indiferente a isso.
Também sofro na pele as intempéries
da economia, embora tenha consciência, que faço parte do grupo de jovens privilegiados, que têm trabalho, pagam as suas contas e ainda podem usufruir
de pequenos/médios luxos.
O Asas, é na sua génese um
blog de viagens, mas esta minha mente, nunca para! Quero ir mais longe, mais
longe do que os aviões nos levam.
E se voássemos até ao país
dos sentimentos, das dúvidas, dos medos e dos sonhos de quem nos rodeia?
Sem quaisquer pretensões
lucrativas ou profissionais, quero voar ao fundo das almas, compreender de que maneiras
as nossas asas foram cortadas com a actual situação económico-social do país e
do mundo. Onde ficaram os sonhos? Que futuros imaginam? Que voos podem fazer?
Pensei numa entrevista ao estilo do admirável programada da sic
“Alta Definição”, mas depressa percebi que não tenho os meios necessários e
provavelmente também não teria pessoas a confiar em mim e no meu “trabalho”
para uma maneira tão exposta, com é um vídeo.
Não faz mal, quem não tem cão, caça com gato! Farei a
dita, de uma maneira mais arcaica, ou seja escrita e se o entrevistado
preferir, de forma anónima.
O que pretendo com isto? Nem
eu sei. Talvez apenas partilhar experiências de quem esta no mesmo barco e luta
todos os dias, para que ele não se afunde. Perceber a dimensão dos problemas de
alguns ou das facilidades de outros, comparar realidades e promover a
solidariedade. Sobretudo tentar entrar no coração de alguém e não sair sem lhe
deixar uma mensagem de esperança.
Se quiserem pode ser
também um protesto, ainda que de forma suave, será uma maneira de deitar cá
para fora o grito que alma prende.
Tenho grandes expectativas
e acho que vão ser viagens extraordinárias.
São oito horas, sento-me aqui em frente a esta janela, já não chove! Olho a rua vazia demasiado calma, o vento que sopra gela uma alma fria! As nuvens cinzentas fazem adivinhar uma tempestade como se da minha alma se tratasse, neste céu há demasiadas nuvens !
Nuvens em forma de coisas pouco claras ou mal esclarecidas, coisas complicadas ás vezes sem complicações. Nuvens em forma de magoa de desilusão e de duvida !
A noite cai, enegrece a alma, a luzes nas janelas dos prédios são esperanças em novos rumos.
A rua agora escura e fria é minha única companhia, fecho os olhos, admiro este silencio tão pouco vulgar, procuro a resposta neste meu céu nubloso, e os minutos passam!
Fico aqui apenas a olhar esta rua, a ouvir o silencio que me toca, a sentir este vento que me arrepia, a entender este pensamento tão meu e ato pouco claro. Imagino que me tocas e sinto saudades! Sinto saudades assim como sinto falta dos dias sem nuvens. Desejo um abraço que esta rua não me pode dar! queria ter-te aqui. Este silencio torna-se feroz, há uma invasão de pensamentos que só terminam com o rumor da tua voz.
Acendo um cigarro ! Um avião quebra este silencio , rompe estas nuvens, faz-me lembrar que para estar junto não é preciso estar perto! digo para mim mais uma vez que te amo, mas depressa a nuvens rompidas se voltam a juntar! As nuvens sempre estas nuvens! Tudo se torna distante, esta rua esta no fundo igual e hoje é mais um dia de chuva banal! E eu aqui sou livre, sou feliz porque estas nuvens não escondem o meu céu.
São nove e meia, já chove ! fecho a janela ...as nuvens desaparecem !