sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Pausa para o Pensamento - Nos jardins que guardo cá dentro...


Escrito no ano de 2007 ( na altura ainda havia jardins )
 
<3
Nem sempre somos capazes de transmitir certeza nas nossas escolhas, nem sempre a vida que temos é a que gostávamos de ter. Um dia acordo, e percebo, que sou um nada, um muito pouco na vida dos que me rodeiam, sou pouco e sou nada.
Não sou perfeita, como alguém um dia imaginou, não sou assim tão eficaz, nem tenho tantas qualidades quantas, alguém um dia me fez acreditar que tinha. Sou carne e osso como qualquer um de vocês. Também sou orgulho, sou maldade, também sou inútil e nem sempre presto.
Nunca pedi mais do que o permitido, e quase sempre, até esse pouco, é negado. Foge-me á compreensão, exalta-me a ignorância, perde-se a minha esperança, morrem os meus sonhos, sobrevive esta angústia. Viver para surpreender não é assim tão fácil, e viver sem tomar atitudes, sem errar não é aprender.
Nos jardins que tenho cá dentro, ainda voam esses pássaros, ainda existe verde, ainda existe vida. Num mundo secreto, que ninguém pode entrar para com o prazer normal do ser humano, danificar. Aqui entro eu, quando o mundo cá fora anuncia a tempestade, quando as folhas caem, ou quando quase nada bate certo. Aqui fico eu… só para sentir que ainda consigo respirar. Num mundo escuro e frio, onde cada vez mais os interesses são fugas perfeitas, para esquecer que existem sentimentos, num mundo que de mágico tem pouco, numa vida de desassossegos.
Nos jardins que tenho cá dentro.. Sou livre e posso ser a mudança que gostava de ver neste mundo exterior onde sobrevivo. Sou mais do que imaginam, sou menos do que julgam, sou isenta de opiniões, julgamentos e futilidades. Eu aqui sou sonho, nos jardins que guardo cá dentro, não existe muro de lamentações, nem dor, não existe juiz nem ditador. Eu aqui obedeço apenas às regras que fiz a mim própria, não me assusto, nem grito! Falo baixinho, para ninguém escutar, a alegria que é viver num mundo sujo, e ter espaço, para criar um lugar mais dentro, um lugar mais puro. Ou apenas um pequeno refúgio. Talvez a única coisa que tenho, que ninguém quer mudar, moldar ou entrar. Talvez o único sítio onde ninguém há-de chegar, ninguém pode destruir nem pisar. Nos jardins que guardo cá dentro… sou mais feliz...





 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pausa para a poesia - Os olhos dele

Os olhos, olhos feitos de escuridões
Lembram-me a noite distante
Sorris, sem incumbências
E a mim, cativas-me nesse instante
O sorriso anuncia a trama, que esboças
O sorriso é o que mais gosto

E o abraço ? o abraço abala, congela e eu adoro.
Odeio tudo em ti.
Odeio tanto que até gosto demais
Transmites insegurança e não te móis
Vens ao meu ouvido, e eu não gosto de ouvir
Mas depressa me esqueço, que sou reincidente
Não me importo e vou mais uma vez destruir os muros, que tu constróis
Ponto franco, não tens, nem tão pouco compaixão
Frio, seco, pedra.. somos iguais.
Mas eu sou poeta, e tu nunca soubeste ler a poesia nos nossos olhos.
Tu é eu, somos meros finais
Da noite que talvez nunca acabe, dos sonhos de sempre
Dos medos banais, gôndolas perdidas nos canais.
E eu tenho de te dizer… quem dera não existissem perdas
Fatalidades, mal entendidos e amores
Quem dera, fossemos esquecidos…
E tu um dia percebesses que as agonias, magoam
As feridas dos ego, não saram e as palavras não desaparecem.
Quem dera, achar-te, e pegar na tua mão
Levar-te, a ver a terra dos vencidos.
Os olhos, olhos feitos de vendavais
Ventos que de quando em vez … ainda te trazem.
E eu mato as saudades, dos olhos e do abraço,
Mas que depois, sempre se desfazem…
E tornam e voltam, e eu amo e odeio, e quero que vivas e quero que morras, dentro de mim.
Fragmentos de um momento… que eu, transformei em miragem.

Lisboa, Março de 2013


Pausa para divulgar outros - Doce Orgulho

"(...) São pessoas-migalha que se acham bolos. (...) Não gosto de pessoas que não sabem assumir as paixões e os ódios. Que não fazem uso da indiferença. Que não distinguem coexistir de se relacionar. Que não percebem de distâncias ainda que defronte a portas fechadas. Que esfaqueiam os espaços em branco,(...) Não gosto de pessoas que não sabem que os corações precisam de contexto. porque se o soubessem não se sentavam em cadeiras ou em chão que não lhes pertence a mandar dejectos pela boca feitos chafarizes. Há coisas que eu não percebo.(...) Sou bastante resistente a conversas onde as setas me querem alvo, mas tenho sérias dificuldades em estabelecer diálogos com pessoas que incham tanto que a alma se perde nos tornozelos. Era só isto." Patrícia Ruivo

http://simulacrosdoser.blogspot.pt/

adoro!! esta miúda escreve!! <3



Pausa para a Frase e para a Música do dia

Hoje a frase que me define é de Platão:

"Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado."




A música: DENGAZ ( FEAT.AGIR) - Encontrei

Adoro a letra <3


Pausa para a poesia - A bala

Pressinto, recinto mas insisto nessa agonia 
Leves e brandos dias assustados,
Essa bala que é minha quebrou a monotonia 
Trespassou graciosa, a pele fria 
Não vou ficar, levo a ferida em sangue, como sangram os mal-amados.

Se partir agora, paro de te procurar 
Não posso, não quero ser mais uma vez esse adversário 
Tu sabes sempre onde me encontrar 
E eu digo que não, mas quero dizer sempre o contrário. 

Não reclames essa distinção, não queiras o que não te pertence
Nesse jogo, todos os lançamentos põe à prova a tua destreza 
Lanças o dado a medo porque sabes que ele no fundo mente
E quanto mais jogas, mais persiste essa incerteza 

Temo, tremo mas há sempre uma força estranha, magia 
Jogamos com destinos meio que cruzados 
Essa bala que é minha quebrou a nostalgia 
Alojou-se silenciosa, não percebi que me atingia 
E agora foges para onde? Esses dados já foram lançados.. 


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Pausa para a minha opinião - Margarida Rebelo Pinto


Não vou ser tão incisiva como o Bruno Nogueira, porque ele tem mais dinheiro que eu, para se defender se a Doutora Margarida Rebelo Pinto resolver processar o pessoal todo, que está com vontade lhe arrancar os cabelinhos.

Mas Bruno, És tão grande!

Primeiro que tudo queria dizer que todos nós temos direito a ter a nossa opinião, até ai tudo bem. E sim talvez não seja com manifestações que isto lá vai, mas com tanta gente neste país, é mesmo preciso colocar uma escritora de livros cor-de-rosa a comentar a actual conjuntura económica? Não entendo RTP.

É que essa senhora domina tanto o assunto como eu percebo de plantação de batatas.

Segundo, acho muito pouco inteligente da parte da escritora, esta exposição. Havia muita gente que não gostava dela, mas que apreciava o seu trabalho, tenho a impressão que depois disto acaba a carreira da Margarida. E na minha opinião, que também tenho direito a ela, era tão bem feito.

E por favor não me metam pessoas que nunca passaram necessidade e que nunca viveram com pouco a comentar a crise. É ridículo.
 

 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Pausa para a minha opinião – Casa dos Segredos 4


Sem querer ofender as susceptibilidades e respeitando todas as opiniões, gostava de partilhar o que penso sobre um assunto que causa alguma controvérsia.
A casa do segredos, quer se considere um bom programa ou não, é dona de capacidades incríveis, tenho falando e ouvido muitas opiniões, há pessoas que dizem não ver, há pessoas que criticam o “género de pessoas que ali metem”, há pessoas indiferentes, há pessoas que adoram e depois há o meu caso que vejo quando posso, e é por ver que me sinto capaz de escrever sobre isto.
Obviamente, eu acho que existem coisas que se passam ali que dão para rir, há miúdos giros e miúdas também. Mas não é nada disso que me interessa aqui expor.
Confesso que me surpreende a maneira como as pessoas falam dos concorrentes escolhidos; é que parece que foram ali postos 23 extraterrestres, ninguém convive com aquilo, a falta de caracter, educação e inteligência fugiu toda para a Venda do Pinheiro, a futilidade, o excesso de preocupação com o físico, a fugacidade das relações, o artificial, a fama e o dinheiro fácil foi todo posto dentro da casa e o mundo ficou um lugar muito mais belo!?
E nós, nobres do reino, pessoas cultas e nada preocupados com as aparências, honestos e cheios de boas intenções, estamos todos sentadinhos no sofá, mas noutro planeta qualquer, muito diferente daqueles gajos!
Quem é que não vive ou sabe de quem viveu, uma história de traição? Quem é que não tem aquele amigo viciado em ginásio que tem a mania que “engata todas”, quem é que não conhece aquela pessoa mais limitada e que também não se importa com saber ou estudar mais, quem é que não conhece aquela miúda mais desinibida que não perde uma festa? Quem é que não sabe que existem pessoas que vivem para as saídas ao Sábado á noite? Quem é que nunca passou por uma discussão, que por mais calmos que sejamos nos apetece mesmo partir para a agressão.
Na minha opinião, devíamos pensar que aquilo não é assim tão escolhido a dedo e talvez reflicta uma boa parte da sociedade jovem actual. O caminho que levamos e que eu vejo não é assim tão diferente das histórias que ali estão. São opiniões… fica a dúvida.


 
 
 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Pausa para a Poesia - Penas Douradas


A razão prevalece
Que sorte! Quisesse ela, passeavam mais decoradas
É nestas alturas que para ela, tudo esmorece
Pena dessas estupidas encantadas!
E o amor, tão sublime. Sempre tão deslumbrado
Palavras mal aplicadas, elas que se julgam mais amadas
Acabou, está arrumado…
Perdes agora as penas douradas
E morres porque aconteceu
E vives porque ele morreu.

É bem feito

Ralha com a maldade
Tempo perdido e deste de ti demais
Agora pagas, a ingenuidade
E morres porque aconteceu
E vives porque ele morreu.

É bem feito.



 
All You Never Say -  Birdy

Pausa para a música - ALTER BRIDGE


Esta banda de metal alternativo composta por ex-elementos dos Creed e pelo vocalista Myles Kennedy irá actuar ao vivo no Coliseu de Lisboa a 16 Novembro.Este espectáculo contará ainda com a presença dos americanos HALESTORM na 1ª parte, uma banda em crescente ascensão liderada pela cantora Lzzy Hale.

e eu vou lá estar !! <3

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Pausa para a poesia - Quero-a ilimitada

Lavo-te a alma cansada
Eu sei, não sobrou nada
Terá a vida que ser menos sonhada?
O afecto não acredita em ti
Tiveram uma luta tão feia
Cortas-te os laços com a sociedade
E pouco te interessa a felicidade alheia
És flor ou apenas planta que cresce torta
És músculo onde o sangue secou
E desistes de bater naquela porta
És o corpo da crueldade,
O desapontamento é a cinza da tua utopia
Perdes no meio da multidão, a simplicidade
E sentes-te sempre, tao vazia.
Corres e nem sabes para onde, esvoaças
Encontras sempre o mesmo fim
Não passas de ameaças
E viver, não vives assim
Lavo-te a alma cansada
Eu sei, não sobrou nada
Terá a vida que ser menos sonhada?
Quero-a ilimitada