sábado, 4 de janeiro de 2014

Pausa para a crónica - Eu nasci romântica !

Vou tentar escrever sobre um tema chato, um bocadinho chato. Um tema que as pessoas, não explicam, que apenas se sente. Bom, talvez se sinta, mas para mim não há nada que não se meta em palavras.

Estou a falar do amor, não aquele amor fraternal que todos sentimos pelos nos amigos e pela nossa família, isso é uma coisa diferente. Quero falar de amor entre casais. Esse mesmo, esse amor que tem para todos os gostos, aquele que acaba, aquele que fere, aquele que nos faz bem e mal, aquele que é fiel e trai ou aquele que faz sofrer e nos dá a maior felicidade do mundo.
Varias vezes na minha vida, fui acusada de ser fria e de ter uma pedra no lugar do coração, é mentira, eu nasci romântica! Todos nascemos românticos, crescemos com as histórias e finais felizes dos filmes e dos livros. Em que quase sempre o casal bonito da história passa por diversas dificuldades até que no fim são felizes para sempre.
Mas a vida muda-nos, não posso dizer que ao crescermos, todos mudamos, porque conheço uma infinidade de pessoas que continua a acreditar no amor e nos finais felizes para sempre. Conheço outras que perderam o romantismo e substituíram-mo mal, por sentimentos vazios que não levam a lado nenhum. E depois ainda sei de outros casos, como o meu, que tentam ver as coisas, como são na realidade.

E que realidade é essa, perguntam vocês? Bom, na minha visão a realidade é simples, mas não é fácil de perceber.

O primeiro ponto de dificuldade nas relações dos nossos dias é a futilidade. Eu dou importância ao aspecto físico, não vou estar aqui a ser hipócrita, mas não é sequer 20% do pacote. A minha geração e as posteriores que me desculpem, mas nós nesse aspecto somos reles todos os dias. Dá-se demasiada importância ao corpo, á roupa, aos sítios que frequentam, á conta bancaria, ao carro que conduzem, etc.. e as pessoas esquecem-se que isto são tudo factores que a longo prazo não mantém relações e também não trazem necessariamente felicidade.
Para existir uma relação verdadeira, há qualquer coisa de mais cósmico e isso sim inexplicável, que nos bate. Para os verdadeiros apaixonados não há beleza que importe, nem bem material. Sentir-se bem no próprio corpo é óptimo, vestir o que se gosta também e ter dinheiro é estupendo, nesta altura e neste país, mas não, meus amigos, não é de todo suficiente. O amor envolve uma sintonia de coração.

O segundo ponto, e repito a meu ver, que dá cabo disto tudo, é fugacidade. Eu não tenho nada contra as relações casuais, acho que cada um é absolutamente livre de fazer o que quer e bem entende, com o corpo que é seu. Mas ao ritmo que que o andamos a fazer, não sobra tempo para sentimentos. Eu hoje em dia posso falar sobre isto, porque estou completamente fora deste esquema. Mas sei, porque também já tive 18 anos, que para muita boa gente, sair ao sábado é sinonimo de ir ao super mercado. Para não lhe chamar nomes piores. É como ir às compras, escolhe-se o produto, o produto também nos escolhe, leva-se para casa usa-se e deita-se fora. Na próxima vez escolhemos um produto diferente para não enjoar! E pronto é isto, são meras trocas sexuais, não há sentimento, não há partilha de nada. Isto não tem nada de mal, acontece todos os dias a se calhar 50% ou mais da nossa população em idade considerada jovem, mas a questão é que isto a torna-se cada vez mais a nossa realidade, não há espaço para o amor e as próprias pessoas habituadas a esta facilidade também não vêem necessidade nenhuma em o cultivar.

Terceiro ponto, as pessoas acomodam-se demasiado rápido. Eu ainda conheço casais felizes, mas conheço muitos mais que não o são e nunca vão ser. Simplesmente porque não são adequados um ao outro… respeitam-se e existe amizade entre os dois, mas não vivem felizes enquanto casal e o pior é que o sabem. Mas fazer a mudança necessária é doloroso, envolve muitas vezes um risco quem nem todos querem correr. Ou porque existe uma renda ou um empréstimo, que até se paga melhor a dois, ou porque há necessidade de manter a fachada para que a sociedade os veja como exemplo ou porque simplesmente não conseguem nem querem ficar sozinhos. E isto é triste!

Quarto ponto, também conheço casais, que em tudo são iguais aos de cima, mas não se respeitam, aí entra a traição. Atenção, quero fazer aqui um aparte para dizer que não sou nenhuma moralista, e ainda não cheguei à conclusão se nascemos ou não, apenas para ter um parceiro. Cada vez mais acho que não. Essa coisa da fidelidade é muito bonita, mas eu conheço tão pouca gente que o é! A traição para mim, não faz sentido nenhum, ou as pessoas entram no esquema liberal e aí as coisas são justas para quem se mete nelas, ou não se pode enganar assim alguém que supostamente se gosta. A necessidade de trair, para mim vem de uma carência que a relação apresenta, ou se fala nela e se resolve ou então se calhar vale a pena ponderar até que ponto é que estar nessa relação é viável. Digo eu!

Apresentei sucintamente os quatro pontos que para mim, lixam à grande o amor: futilidade, fugacidade, comodidade e falta de respeito.

Continuamos no entanto, sem perceber o que é isso do amor, tenho 25 anos e uma curta bagagem para falar de uma coisa tão grandiosa. Mas eu também sinto, e mais do que sentir observo muito os outros. Muitas das coisas que eu escrevo não as vivi, observei-as. E é da observação do amor que eu posso escrever sobre ele, ao analisar casais verdadeiros e não esses engraçadinhos que mudam o status do facebook e acham que já está, oferecem flores e dizem amo-te muitas vezes, e fantástico, é amor.

Assim sendo o amor é dar, dar de nós, dar o corpo, a alma e o coração. É muitas vezes aceitar o outro como uma parte nossa, deixar entrar na nossa vida e muitas vezes ceder. É receber, deixar que outro nos embale.Amor é estar a 100%, é ajudar. Amor é ouvir, conversar como o olhar.Amor é o dia-a-dia, é curar feridas, apanhar o outro do chão. É estar na doença, é amar defeitos sem os querer alterar.Amor é companheirismo na cama e no silêncio. É abdicar do nosso individualismo. Amor também é saber perder.Amor é gostar tanto de alguém como gostamos de nós e cuidar dessa pessoa como se fosse nosso, um bem precioso e raro.Amor é perdoar, é lutar para melhorar e levar o barco sempre mais longe.Amor é não se cansar, é respeitar e saber quando é hora de terminar. Porque para mim, nada é para sempre e o amor também acaba, mas até o amor pode acabar com amor.

Ele existe, eu sei que sim, e a grande maioria das pessoas, vai senti-lo um dia. Não acredito em príncipes, nem princesas, mas sei que há amores assim. Assim … simples, sem mais. Sem convenções, sem fazer ver aos outros, sem jogos ridículos, sem traições.
Se há quem o tenha, é possível! Não me venham é como os corações e as borboletas e o mostrar aos outros que somos felizes porque, é capaz de me sair um palavrão. O nosso amor é precioso e só se pode entregar a quem realmente o merece.

Se meio mudo não andasse a tentar enganar o outro meio, se amassemos mais e fossemos mais bem-amados, esta merda melhorava, e muito!


Sejam felizes, amem com o coração e não se deixem enganar (muito)! <3



Pausa para a Poesia - Afastamento

Sempre que me afasto
É um pouco de mim que queima, que morre, arde e chora
Como quem bate na porta de quem já não lá mora
Sempre que me afasto
É um pouco de nós que implora
Pela nossa estrada, sigo só
Tinhas medo deste caminho
E eu larguei-te a mão
Mas não te deixei sozinho
Sempre que te afasto
É um sonho meu que sucumbe
Desaparece na neblina de Janeiro
Como quem vê o vislumbre
Do nosso beijo mais inteiro
Sempre que me afasto
Eu sinto que deixamos o sonho
Uma bala sem rastro.
Sempre que me afasto engano o mundo e a ti também
Se amar não chega
Não vamos mais além
Fiquemos aqui no abraço
Enquanto não se sabe quem é quem
Não te afasto, não me afasto
E acabamos com a dor
Porque hoje, é tarde demais

Para guardar este amor.




sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

2014


As pessoas aproveitam sempre o final do ano para fazer obras. Obras internas, para entrar no novo ano com alma lavada e iniciar sabe-se lá porquê uma nova vida. Infelizmente a noite de 31 de Dezembro, não é assim tão mágica para ter a capacidade e mudar vidas, dores ou vícios.

Mas nós somos. Somos mágicos e temos muito mais pozinhos de pirlimpimpim, do que imaginamos!

Em 2013, aprendi que há pessoas más e existem outras que se acham más. Felizmente são mais aquelas que se acham. Sofri na pele as consequências das minhas escolhas, e percebi que o nosso amor é precioso demais para ser entregue a qualquer pessoa.

Entendi que há pessoas que têm a faca e o queijo na mão, mesmo! E ir contra essas pessoas não é a melhor das ideias, por muito que custe, temos que ser mais inteligentes e dar a volta à questão.

Percebi que por mais que tente, não posso mudar ninguém. Já era tempo de entender isto. As pessoas não aprendem com palavras, nem com exemplos, cada vez mais as pessoas têm de bater com a cabeça, para aprender alguma coisa.

Aprendi que quase ninguém troca o estável pelo sonho, são poucos o que o fazem porque isso apresenta um risco, que nem toda a gente tem coragem de correr. E isto acontece com pessoas que não nos completam, com trabalhos que não nos realizam e com tantos sonhos que deixamos de acreditar, às vezes por simples cobardia.

Aprendi a desistir, desistir de pessoas também. Quase que arrumei os amores impossíveis…

Entendi que as facilidades que algumas pessoas têm na vida, quase sempre as leva a acharem que são mais espertos que os outros. Continuo a odiar isso, mas desisti de andar em guerra com meio mundo. A vida segue, e ignora completamente as minhas quimeras. Dois amigos ensinaram-me que tudo se paga nesta vida e as pessoas só têm a importância que nós lhes damos.

Aprendi que aquilo que os outros pensam de mim, não tem importância nenhuma. São visões, e fogem sempre tanto á realidade. Percebo finalmente que o mais importante é a nossa paz interior, e a vida com tranquilidade com aqueles que amamos. É isto não é?

Por último, estou a aprender, que a vida é tão mais gira, quando nada é garantido. Cada vida tem o seu ritmo. Só assim cada um de nós tem uma história diferente para contar. Eu amo a história que estou a escrever. Fala de conquistas, de descobertas, de individualidade. E a vossa espero que fale de aquilo que vos faz felizes, porque é isso que temos que lutar para ser, apenas felizes.

Não me lembro de alguma vez ter conseguido alguma coisa de mão beijada. Sou uma lutadora, habituei-me à luta, como soldado em guerra. Não saberia viver de outra maneira e a única coisa que eu não posso perder em 2014, é esta vontade, que às vezes nem eu sei de onde nasce. Tenho 25 anos, na verdade ainda não sei nada. Mas começo a perceber, que às vezes, as oportunidades estão ao meu lado e as pessoas especiais também.
Feliz 2014 !!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

É isto..

Sabem qual é a parte chata da minha vida ? É aquela em que não sonho !!
 
Onde é que eu quero ir em 2014?
 
 
 
<3 Happy new year !

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Pausa para a crónica - Na ressaca das sensações - Uma alma em saldo


A cabeça, o coração e a alma, são coisas diferentes e querem geralmente coisas distintas, o que muitas vezes faz de nós seres muito perdidos. O pensamento quer a pressa, quando o coração pede calma e alma perdoa o imperdoável.

A nossa cabeça é juíza e senhora de muita coisa, é ela que toma a decisões, que quase sempre o coração não cumpre, é bandido este senhor. E lá está a alma que perdoa o imperdoável.

Há cabeças no ar, assim como há corações que gostam de apanhar. Há cabeças convencidas que sabem tudo e corações moles. Há cabeças imorais e corações doentes. A serio que há! E alma às vezes não perdoa.

No meio disto tudo deve haver um ponto de encontro. Às vezes a cabeça acalma e coração bate mais depressa e a minha alma descansa durante os segundos em que ele me abraça.

É assim o poder de um abraço, faz-nos encontrar e faz com que coisas mal resolvidas se possam enfim esclarecer. Pelo menos enquanto esse momento durar..

E depois? Depois a cabeça é inútil quando o coração acha que precisa e a alma, bem essa, vendi. E vendi barato.

 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feliz Natal :)

É bom não é ? ..  Natal.
 Perdi a bússula, mas ainda assim.. é Natal.

 
Merry Christmas <3

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

...É inevitável

Porque nós não podemos parar, não sabemos mais recuar. Eu adoro-te e não te quero! Vou querer sempre. Não te quero mais... cada vez é mais difícil fazer teatro.
Anda, fico á tua espera para dormir hoje.  
É inevitável te amar assim..
 
 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

República Checa - Praga - O mistério

Vamos então, tentar retratar o melhor possível a viagem à capital da República Checa, Praga ou Prague ou ainda Praha como se diz em Checo. Eu chamo-a, a cidade do mistério.
Praga, dependendo da rota fica a mais ou menos 2h30/3horas de avião, em relação a Portugal. A língua oficial é o checo e a moeda é a coroa checa. Na República Checa, contamos com mais 1 hora em relação ao nosso país.

A curiosidade em conhecer a cidade, começou à alguns anos atrás, quando partilhei casa com a Jana, uma checa em Erasmus na minha universidade. Entretanto já se passaram alguns anos, e eu fui sempre colocando outros países à frente da República Checa. Depois de visitar Praha, posso dizer que para mim esta cidade não fica nada atrás de outras que tenho conhecido como por exemplo Amesterdão, Milão ou Madrid.


Praga, vista da Ponte Carlos

Pela sua dimensão, é fácil conhecer toda a cidade em pouco tempo e sem gastar dinheiro em transportes. O clima, para mim é o maior problema, se por um lado a cidade apresenta Verões quentes e Primaveras amenas, o fim de Outono e Inverno são gelados. Eu não sou o melhor exemplo, porque de facto não me dou nada bem com o frio, mas reconheço que Praga no Inverno tem outro encanto, a cidade combina na perfeição com o gélido, o cinzento e o Natal. O estilo medieval, leva-nos a andar para trás no tempo, e especialmente à noite, com os monumentos iluminados, a cidade ganha um mística e um romantismo especial.

As pontes misteriosas envoltas em neblina, que nos transportam para outras épocas, as torres que brilham num céu triste, a história que é de Praga, mas também é do mundo e que em cada recanto transmite narrativas sofridas de outros tempos, o chá e o vinho quente que encontramos em cada esquina e que nos aquecem o corpo e a alma gelada, as esplanadas aquecidas e cheias de charme e os pubs tão quentes lá dentro, que convidam sempre para mais uma pivo (cerveja), produto da terra. As construções imponentes que nos reduzem, como por exemplo a catedral de São Vito, protegida pelas gárgulas gigantes que arrepiam e atraem. A ponte Carlos (Karlův Most) que liga a cidade velha ao castelo, está para Praga, como o Big Ben está para Londres, tão admirável, tão fotografada, mas esta bem mais enigmática. 

Ponte Carlos  - Karlův Most

Voo/ hotel e como chegar ao Centro da cidade

Saí de Lisboa, num Sábado, no voo das 9 horas e 25 minutos, com a minha querida TAP. Após recolha da bagagem, à saída do aeroporto, encontramos o guichet onde podemos comprar um bilhete válido por 90 minutos para o centro da cidade. O preço é de 32 kc (coroas checas). Apanhamos o autocarro 119 que nos levará até à estação de metro Dejvická (linha verde), daí seguimos consoante o local do hotel. No meu caso com fiquei exactamente no centro, saí na estação Staromestska.





Quanto ao hotel, eu não tenho razão de queixa em nenhuma das minhas viagens mas o Royal Road Residence é um espectáculo. Situado na rua Karlova (20) no centro da cidade, a 2 minutos a pé da ponte Carlos e da cidade velha, rodeado de animação nocturna e ainda com excelentes condições ao nível do espaço e atendimento. Recomendadíssimo!

»O Royal Road Residence insere-se num edifício histórico e disponibiliza apartamentos contemporâneos com acesso Wi-Fi gratuito e comodidades de cozinha. Encontra-se a uma caminhada de menos de 5 minutos da Estação de Metro Staroměstská.
Cada apartamento apresenta uma decoração minimalista, televisão por satélite, ar condicionado e comodidades para preparar chá / café. Alguns quartos dispõem de vistas cénicas da Praça do Centro Histórico.
Cada apartamento inclui uma kitchenette equipada com um fogão, utensílios de cozinha e espaço de armazenamento de mercadorias »

http://www.booking.com/hotel/cz/royal-road-residence.pt-pt.html







Barreiras :( Não pode ser tudo bom não é ?
O que vou escrever aqui de modo algum é impeditivo para visitar a cidade, são apenas apontamentos para que possam preparar melhor a vossa viagem.
A primeira barreira e para mim mais complicada é a língua, uma grande percentagem da população checa não fala inglês. A solução é tentar sempre falar com pessoas mais jovens, que têm mais probabilidade de falar inglês. Falar checo, não é para todos, é uma língua difícil.
Outra coisa um bocadinho chata é a conversão euro/coroa checa. Um euro equivale a 27 coroas (as casas de câmbio lá trocam a 25/ 26 coroas cada euro) checas, no início faz confusão porque parece que se está a gastar imenso dinheiro e às tantas já estamos todos baralhados. Por exemplo se uma refeição custar 200 coroas, estamos a gastar por volta de oito euros. Aos poucos entramos no ritmo.







Algumas lojas e restaurantes aceitam euros, mas normalmente isso faz com que se saia a perder.

Comer/ beber em Praga
Antes de ir, li alguns blogues sobre esta questão. Quase todos dizem que em Praga as coisas são ao preço da chuva, eu não achei. Obviamente se comparada com Londres ou Paris, Praga é mais barata. Mas em relação a Lisboa, é basicamente a mesma coisa.
Aqui ficam alguns preços:
  • Menu Mc Donalds - 250 kc (10 euros)
  • Pizza 3 pessoas - 250 kc (10 euros)
  • Cerveja PINT/PUB - 60 KC ( 2.20 euros)
  • Cerveja/supermercado - 40 kc (1.50 euros)
  • Restaurante Chinês Buffet sem bebida - 160kc (6 euros)
  • Cachorro/batata frita - 100 kc (4 euros)
  • Tabaco mais barato - 67 kc ( 2.50 euros)
  • Bolo/bebida quente - 90 Kc ( 3.20 euros)

Passeios em Praga 

Vamos então ao que interessa, passear em Praga! Na minha opinião a cidade em si é um postal, uma pintura perfeita e em cada recanto existe algo de diferente e especial, algumas coisas que até nem sabes o nome, mas achas bonito.
Praga é composta por cinco cidades independentes: Hradčany (a Zona do Castelo), Malá Strana (Cidade Baixa), Staré Město (Cidade Velha), Nové Město (Cidade Nova) e Josefov (Bairro Judeu), e estas áreas são o coração de Praga.

Ponte Carlos - Karluv Most

Vou começar por aquilo que a meu ver é a grande atracção da cidade, a ponte que liga a cidade velha ao castelo de Praga, tem o nome de Ponte Carlos ou Karluv Most, foi construída em 1350, sendo até ao século XVIII a única travessia sobre o rio Vlatva ou Moldava em português. É composta por 30 figuras religiosas, incluindo Jesus Cristo, São Venceslau (Patrono da Republica Checa) e ainda São Nepomuceno. Em relação a este último, reza a lenda que se deve tocar na estátua, para ter sorte e voltar um dia a Praga. Dizem que a parte de baixo da estátua tem uma cor mais clara, pelas mãos que ali tocam.

Curiosidade:

João Nepomuceno nasceu em Nepomuk, na Boémia.
Corria o ano de 1393, quando Nepomuceno trabalhava com padre em Praga, e era confessor da Rainha Joana, mulher do rei Venceslau IV. O rei andava desconfiado que a rainha “pulava a cerca”, e resolveu perguntar ao padre João Nepomuceno as confissões da esposa, pedido esse, que o agora santo recusou. O rei mandou queimar João Nepomuceno e deitar o seu corpo ao rio Moldava. Conta a história que no sítio onde o seu corpo caiu no rio, surgiram 5 estrelas. Por isso é que João Nepomuceno foi santificado, e é hoje padroeiro das confissões e confessores e guardião das Pontes.

História à parte, a verdade, é que esta ponte tem realmente algo de misterioso. É uma mistura perfeita do sombrio com o belo… apesar de ser difícil estar na ponte sem pessoas a volta, atravessa-la é uma experiência e tanto! 
Ponte Carlos

Estátua - Ponte Carlos

 
Para dar sorte e voltar a Praga :) - São Nepomuceno

Relógio astronômico de Praga (Pražský orloj) e Praça da cidade velha (Staroměstské náměstí)

Localizado na Praça da cidade velha, o relógio é uma obra de arte. Mostra não só as horas, mas também hora do pôr-do-sol, nascer do sol e tempo sideral.

Dizem que tem particular graça, quando dá a hora certa, na qual os “bonecos” (12 apostolos), ganham vida. O relógio foi contruido em 1490 pelo mestre-relojoeiro Hanus, que conta a lenda foi cegado, para que não pudesse fazer outro relógio igual.









O relógio encontra-se na praça da cidade velha, Staroměstské náměstí, que é o coração de Praga.  Esta praça está sempre muito animada, seja noite ou seja dia.



Castelo de Praga

Do outro lado do rio Moldava, encontramos, ao cimo da colina Hradcany, o Castelo de Praga.  É considerado pelo Guiness o maior castelo do mundo, e contém no seu interior a Catedral de S.Vito, Torre de Pólvora, Palácio Real, Torre Dalibor, Basílica e Convento de São Jorge, Palácio Lobkowicz, Jardins Reais e a Viela Dourada ( mítica pela suposta estadia de Franz Kafka no numero 22). Foi fundado no século IX,sofrendo depois muitas alterações ao londo dos séculos, hoje é a residência presidencial.



Eu não sei muio bem como é que funcionam as entradas, porque nós fomos por volta das 18 horas e a verdade é que estava tudo aberto, vimos tudo e não pagamos nada. Mas normalmente paga-se para entrar, 350 coroas para a visita mais longa, 250 para a mais curta.

Os jardins do palácio real só estão abertos nos meses quentes.


Catedral de S.Vito
Fundada em 1346, é uma construção do outro mundo, eu já tinha adorado a Catedral de Milão, mas esta na minha opinião é melhor.


A casa dançante
Não é que seja assim nada de transcendente, é certo. Mas não se perde nada em dar uma vista de olhos, a casa que foi construída para fazer lembar um casal a dançar.
O bairro e Cemitério Judeu (josefov)
A comunidade judaica foi obrigada a viver restrita neste bairro durante vários séculos, a visita inclui quatro sinagogas, um museu e o cemitério. Há 12 mil lápides ao longo do cemitério e estima-se que neste espaço reduzido tenham sido enterrados mais de 100 mil judeus. É uma imagem impressionante…
O preço do Bilhete é de 300 Kc.



Praça Venceslau
Esta praça faz parte da cidade nova, e é um sítio onde tudo acontece. Como exemplos disso temos a Primavera de Praga (1968 – Protestos contra regime comunista) e Revolução de Veludo (1989 – revolução que viria a derrubar o regime comunista).
Não se percebe bem, o porque de ter o nome de praça, porque a mim parece-me mais uma avenida com o Museu Nacional ao fundo e a Estátua de São Venceslau.
É também aqui, que se encontram os principais bancos e lojas, bem como alguns restaurantes e hotéis.





Torre de Petrín 
No alto da colina de Petřín, fica um miradouro muito especial, uma torre inspirada na famosa Torre Eiffel de Paris, a de Praga tem 60 metros e foi construída em 1891. Para subir à torre são 250 kc para quem aguenta as 299 escadas ou 300 kc para quem prefere o elevador.
Para chegar até lá existe um funicular, muito procurado pelos turistas. Mas nós como somos sempre diferente dos outros, resolvemos “escalar” a colina, e acreditem não é fácil com o frio a dificultar a respiração.


Comida checa
Sou sincera não tive oportunidade de comer nada assim muito típico. Mas pelo que percebi, a carne de porco é muito apreciada, acompanhado com Knedlik (batatas, farinha de trigo e molho).
O que eu comi de mais típico é um bolo chamado trdelnik. Está a venda em qualquer esquina de Praga e custa 50/60 kc. É uma rosca de massa, que é assada e depois leva açúcar, canela, amendoim ou nutella.


Cerveja Checa
Desta eu posso falar :P A cerveja é a bebida mais apreciada na Republica Checa. Existem alguns sítios, em que a cerveja é mais barata que água, chá ou café.
As marcas nacionais são boas, vale a pena experimentar a  Gambrinus, a Plzensky Prazdroj (Pilsner Urquell) e a Budejovicky Budvar (Budweiser).
Curiosidade:
A maioria das pessoas pensa que a Budweiser é americana, mas na verdade é originalmente checa. Budweiser em alemão quer dizer "algo ou alguém da cidade de Budweis" (em tcheco, a cidade chama České Budějovice), na Boemia. Lá, havia uma cervejaria que produzia cerveja com nome de Budweiser. Em 1876, Adolphus Busch nos Estados Unidos "inspirado" pela cerveja da Boemia, começou a fazer uma também, e chamaram de Budweiser também.



Conta quem sabe:
“Resta-nos analisar os dois produtos. E se, em termos de nome, são iguais, em termos de qualidade e de segmento de mercado onde se inserem estão em campos quase opostos. É claro que, como acontece em qualquer avaliação de cerveja, tudo é subjectivo pelo que as considerações que irei fazer a partir daqui revelam apenas o meu gosto pessoal. Começando pela Budweiser americana, devo confessar que é das piores cervejas que bebi até hoje. Fraca, fraca, fraca. Falta-lhe tudo para poder ser considerada uma boa cerveja. Independentemente disso e fazendo jus aos seus feitos, deve-se referir que é a cerveja mais vendida no mundo desde 1957 e que é distribuída em mais de 70 países. Para além do mais, uma em cada cinco cervejas vendidas nos EUA é uma Budweiser. Relativamente à Budweiser Budvar, trata-se de uma excelente Pilsener da Boémia, com todas as qualidades inerentes a este estilo, nomeadamente em termos de presença de lúpulo e consequente aroma e teor de amargo. Uma Pilsener de grande qualidade mas, na minha opinião, ainda inferior a uma Pilsner Urquell.”

Conclusão
Praga é uma cidade fascinante pelo mistério, pelas lendas e histórias que cada canto tem. Soube conservar na perfeição o lado enigmático e medieval de outros tempos. Conhecida como a cidade das 100 torres, oferece panorâmicas de cortar a respiração, bem como construções arquitectónicas arrebatantes.
Esta cidade que criou Kafka, a cidade que Mozart amava. A cidade dos recantos, ruas estreitas e que é também uma cidade boémia.
Terminamos assim:
“São quatro e meia da tarde e estamos no topo de Petrin Hill, no meio da natureza, a olhar ao longe a civilização checa, de imponentes edifícios.
Por aqui reina a harmonia, o equilíbrio. Tudo nesta vista leva a pensar que o Homem é um ser extraordinário. E é. É um ser extraordinariamente ambicioso e requintado. Ser de fins e não de meios.
Hoje, daqui de cima, quase consigo desconstruir a cidade e imaginar a sua montagem, peça por peça, como se de lego se tratasse. Quase consigo ouvir o transportar das pedras, os gritos de esforço de quem o fazia, o olhar cansado dos camponeses.
Ao fundo, as caixas metálicas sobre rodas brilham nas pontes e, junto a mim, as ervas, baixas e ágeis, oscilam com o vento, que por elas passa a uivar em jeito de segredo.
As folhas das árvores mexem, tilintando no alto, mas tudo o resto parece adormecido e imperturbável. Nada e tão como o meu espírito por terras praguenses: mais acordado e livre de perturbações que nunca.
Ao longe, ouvem-se gritos que prefiro ignorar. Concentro-me, ao invés, nas águas do Vltava, castanhas e, à primeira vista, pouco amistosas. Concentro-me na beira-rio e no quão a cidade à volta dá ao leito todo um encanto grandioso e verdadeiramente pitoresco.
Praga é, de verdade, sinónimo para mim de plenitude - de sentidos e sensações. É “sentir tudo de todas as maneiras”, é sentir-me nascida a cada momento e, por isso, hoje, a um mês do dia de encarar o copo meio cheio, sinto-o transbordar.”


 Na shledanou !!! :)