terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pausa para a minha opinião - Sobre a Praxe, a Brincadeira e a Estupidez

Não gosto de escrever sobre actualidade, notícias, tragédia nem morte. Não sei porquê, escrevo sobre tanta coisa triste, mas nunca me dá para isso. Talvez porque sinta que não tenho autoridade para mexer nas dores dos outros, costumo agitar, expor, denunciar dores, mas só as minhas.

Hoje, li um texto de um Blog chamado “Pés no sofá”, sobre a tragédia no Meco. Na minha opinião muito bem escrito, como aliás as restantes publicações. Mas não concordo com a opinião do autor.

Custa-me falar disto, porque não sou mãe, e não posso sequer imaginar a dor que aqueles pais sentem. A dor incalculável da perda, a saudade imensa, a dúvida do que realmente aconteceu naquela noite. Embora nada traga estes jovens de volta, acho que estes pais têm todo o direito de apurar a realidade, de julgar quem quer que seja, de apertar com a Comissão de Praxes, para tentarem de algum modo, aliviar a dor com a verdade.

Mas nós não, nós que não estamos a passar por estas dores imensas, não podemos pôr tudo no mesmo saco. Muito menos sem provas. Não sou contra a praxe, acho que até um certo ponto e respeitando as liberdades individuais são benéficas. Já fui caloira, já fui veterana, certo que em uma universidade com uma praxe soft, mas sei do que falo. A praxe é importante para o jovem que acaba de chegar a um mundo que não conhece, a praxe deve servir para dar a conhecer a esse jovem, novas pessoas. A praxe não serve para pôr ninguém em perigo, nem para ofender, nem para humilhar.

Quando a praxe passa essas barreiras, passa também os muros das universidades, é importante que as autoridades dêem atenção a casos extremos de abuso do ser humano. De qualquer das formas, o responsável máximo pela nossa integridade física e moral, somos nós mesmos. Ninguém faz nada obrigado, e o direito a dizer não, deve fazer parte das praxes. E faz.
A comissão de praxes, não passa de uns estudantes normalmente divertidos e com a mania que mandam mais que outros, porque têm mais matrículas. Mas na realidade não passam disso, e se abusarem devem ter o mesmo tratamento que se dá a qualquer pessoa que abuse ou nos perturbe.

Quanto ao que se passou no Meco, eu não sei. Sei apenas que o que se passou foi uma irresponsabilidade da parte de todos, um erro fatal de jovens, não tão jovens assim que podiam e deviam ter medido as consequências. Se o sobrevivente, o Dux de praxes tem culpa? Eu acho que ele tem que abrir a boca e falar tudo o que sabe, mas não acho que ele seja culpado. De certeza absoluta que ele não arrastou sozinho, seis pessoas para a praia.

Acredito que isto preocupe qualquer pai, e o facto de saber que há pessoas que cometem as maiores loucuras só para fazer parte de alguma coisa, também me preocupa. Espero que estes exemplos, infelizmente tão tristes, levem os jovens a pensar um pouco mais, aqueles que são responsáveis pela praxe, devem ter limites e saber até onde podem ir, os jovens que vão entrar para a universidade, não podem ceder a tudo o que é pedido. Devem explicar que gostavam de fazer parte da praxe, mas não da maneira estupida que é exigida. Sem medos, sem pressões.. A praxe, e que me perdoe a tradição, o traje, Coimbra e afins, não passa de uma brincadeira e é apenas assim que deve ser encarada por todos. Dizer que não, não tem problema nenhum. Não fazer, não ir, e quem não gostar, temos pena!

Não sei se o que se passou ali era uma espécie de ritual de admissão, mas também se é, a Comissão de Praxes da Lusófona, deve rever bem os seus conceitos, é que não se percebe! Vão beber copos e deixem-se de merdas!

Cabe na cabeça de alguém ir para a praia do Meco de noite e no Inverno? Caderninhos com características das pessoas? E se fossem para as aulas tirar apontamentos? Andam os pais a gastar dinheiro, que às vezes nem têm, para os filhos andarem a analisar pessoas e a criar normas de entrada na comissão. Ganhem juízo, isto aqui fora é uma selva, não aproveitem aí, que cá fora já vão ter gente suficiente a pôr entraves, a julgar, a atribuir nomes e características.

A morte é a coisa mais certa que temos, podemos morrer ao atravessar a rua. Mas colocar a vida em risco por coisas tão pequenas, a mim não me entra na cabeça. É o medo que protege o ser humano, não tem mal nenhum ter medo, se não o tivéssemos, vivíamos metade do tempo.

Fica a opinião de alguém que nunca foi por ali, só porque eles dizem que é por ali. Que nunca fez nada na sua vida de estudante contrariada, para agradar ou para ser mais aceite.




Pausa para a crónica - A vida não dá só voltas.. dá lições.


A vida não dá só voltas.. dá lições.
Quanta verdade virá ? Quantos vão sofrer as consequencias da porcaria que fizeram a vida toda? Quantos? Quantos amores ficaram pelo caminho? Quantas pessoas vão viver pela metade? Quantas histórias podiam ter sido diferentes? E quando é o fim? Quando é que as pessoas param de empregar as palavras mal? Quando é que as pessoas deixam de ser uma imitação de alguém e passam a ser um original? Quando é que seremos verdadeiros? Sem medos de ser. Quando é que as pessoas vão parar de olhar só para o seu maravilhoso umbigo?

Há momentos na nossa vida, que tudo está errado. Mudávamos tudo, o lugar, as pessoas, o que ouvimos, o que fazemos e o que somos. Lutamos para chegar a um ponto e agora que  chegamos, já não queremos mais estar aqui, parece não fazer sentido nenhum. As pessoas que foram o nosso mundo, seguiram caminhos diferentes e já não se importam, sentimos que não pertencemos aqui, mas também não sabemos de onde somos.  Casa não é sinonimo de lar,  amigo não é sempre sinónimo de  amparo, trabalho devia, mas não significa felicidade.  Amor não significa paz e  viver bem nem sempre é viver bem.
As pessoas cresceram, mudam e mudaram-se.  O nosso valor também se altera, assim como se alteram os nossos sentimentos, o nosso pensamento e o que um dia pensávamos que era bom. As pessoas abandonam-se na maior parte das vezes, porque as pessoas são más, egoístas, as vezes cruéis. As pessoas desiludiram-me… os egoístas, os fracos de cabeça, os influenciados, os mal agradecidos, os desistentes, aquelas que a falta de humildade roça o ridículo.. eu desiludi as pessoas.
O lugar, sentir que estamos no lugar errado, á hora errada. Vida passada onde não pertencemos. Sem lar, sem essência, não pertencemos a sítio nenhum. São as mesmas árvores, os mesmos pássaros, as mesmas ruas cinzentas, os mesmos bons-dias, todos os dias.
A vida não dá só voltas.. dá lições.
Quando é que as pessoas param de falar das notícias e do tempo, e começam a falar de sentimentos? E de quantos encontrões precisamos para nos sair a verdade? Meia gente, meia verdade, meio amor, meia merda, perdão meia não! Merda completa ...
A vida não dá só voltas.. dá lições... FELIZES AQUELES QUE CONSEGUEM APRENDER ALGUMA COISA.
 
 
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Pausa para a Poesia - Início, Meio e Fim


Disse que eu era tão rara, é incontrolável, dizíamos

Era real, essa paixão que não foi,

Amor não é amor, sendo assim tão findável

Esquecemos tudo e partimos para nos encontrarmos

Com falsas penas, de quem mata com tom amigável

Arrependimento na pele cortada por gelo desiludido,

Vens e bebes em mim, e vens..

E voltamos a engolir o sentimento meio fingido,

E passas por mim, como se abanasses o templo

E matas-me, vens e bebes em mim, e vens..

E choras, esmagas orgulhos, com o teu olhar

Disse que eu era tão fria, é amor, dizíamos

Era certo, essa certeza que nunca existiu

Vida não é vida, sendo assim metade

Esquecemos tudo e partimos para nos afastarmos

Com falsas esperanças, para nunca mais voltarmos

Saudade na pela suja, pelo errado,

Vais e não me segues, e não vens..

E voltamos a seguir as vidas do costume

E passas por mim, não nos vemos

E eu vivo, vais e não me segues, e não vens

E ris, vives e morres a tentar ser assim feliz.








quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Pausa para a música - Pearl Jam

Tenho cometido aqui uma falha grave, tenho partilhado no Asas alguma música, na maior parte música cócó, como eu lhe chamo, ou seja aquelas baladas lamechas, que em certas fases da vida, eu preciso! Atenção que eu sou bastante apreciadora de alguma música brasileira, e de modo algum, quero falar mal dela.

Mas nunca falei aqui, nem mencionei uma banda que já muitas vezes “me salvou a vida”, algumas pessoas com quem eu falo, têm aquela banda ou cantor ou música especial. Eu também tenho!

Não raras vezes, já tive que ir, com urgência, ouvir uma música deles ou simplesmente a voz dele e não é que isso me faz sentir melhor? Não sei explicar, mas não há ou pelo menos ainda não descobri, voz e artista que me transmitisse tanto.

Estou a falar claro, de Eddie Vedder e dos Pearl Jam. Para mim, verdadeiros deuses na terra.

Não preciso de falar muito sobre o trabalho da banda, têm milhares de fãs em todo o mundo e em Portugal também encantam uma legião.
Formaram-se em 1990, em Seatle, tocam rock alternativo, e foram considerados uma das bandas mais influentes dos anos 90. Lançaram dez álbuns, o ultimo no ano passado, intitulado Lightning Bolt. Actuaram em Portugal, 5 vezes e eu nunca lá estive. Se em 1996, 2000, 2006 e 2007 eu não dei grande importância, em 2010 doeu muito não estar no Optimus Alive. Em 2012, Eddie Vedder esteve a solo no Sudoeste, e eu também morri de pena. Da próxima vez, eu tenho que ir, mesmo que vá sozinha.

Gostava também de aproveitar, para referir uma coisa que me parece pouco divulgada em Portugal. “Into the Wild” é um filme de 2007, dirigido por Sean Penn, que conta a história de um jovem que recusa o materialismo do quotidiano, deambulando pela América e com o objectivo de chegar ao Alasca, onde longe do Homem e dentro da natureza selvagem, espera encontrar a paz.

O filme para mim é maravilhoso, mas a banda sonora a cargo de Eddie Vedder é mágica! Vale a pena! Este aliás foi o seu primeiro álbum a solo.


Escolher uma música é sempre complicado, gosto de muitas. Mas a primeira que vem ao pensamento, foi a primeira música deles que prestei atenção, chama-se Better Man. 


                                                                               

Pausa para divulgar outros - Bill Passman

Bill Passman é um ex-advogado americano de 59 anos, que mudou a vida toda. Deixou o trabalho e a vida confortável que tinha para se dedicar ao seu sonho de juventude, correr o mundo! Desde 2006, já esteve em 65 países.
É mundialmente conhecido e falado, pelo livro que lançou em 2011, Backpacking Around The World”, mas principalmente pela sua tatuagem.
Trata-se de um mapa mundo, que à medida que Bill vai conhecendo países, vão sendo pintados nas suas costas. Acho uma ideia tão engraçada!!
Mais do que uma ideia, a história de Bill é inspiradora, nunca é tarde para correr atrás dos nossos sonhos.


Machu Pichu, Peru

Kilimanjaro, Tanzânia

Quando for grande, queria muito ser assim!
Para quem quiser acompanhar a evolução desta Tatoo :

Pausa para a crónica – Ama-te mais, porque se não o fizeres, quem o fará?

Até aos 22 anos, eu pesava mais 10 Kg do que actualmente peso, ou seja cheguei a pesar 68 kg, isto num 1.56 cm, é drástico. É certo que nunca fui obesa, e não é a mesma coisa perder 5/10 kg do que perder 30 ou 40 (disso eu não sei falar). Mas acredito que tudo é possível, como força de vontade e disciplina. Dizem os entendidos que 70% do processo de emagrecimento é alimentação, e eu concordo.
Nunca me senti realmente gorda, sempre fiz desporto e isso ajudava a não ter propriamente gordura visível (a chamada banha), mas a verdade é que eu exagerava muito na comida, se não fizesse tanto desporto, na altura, talvez tivesse chegado facilmente a um peso muito superior. Eu sou muito bom garfo e para além disso sou gulosa. O meu problema não é sequer a fast food, passo bem sem ela. A questão é que eu gosto mesmo de comer.

O que vou aqui contar, pouca gente sabe ou pelo menos parecem não saber, eu perdi 10kg em 3 anos e nunca tive aquelas coisas “ estás tão mais magra”, talvez porque tenha sido lento e muito gradual, aposto que tenho amigos próximos que nem se lembram como eu era, que nem notam. Enfim.. deixa-os andar!! :P
A primeira mudança foi sem dúvida a alimentação e a minha maneira de encarar a comida. Hoje eu sei, como controlar o meu apetite, quando posso exagerar e quando devo entrar em modo clean, como eu digo “ semana de limpeza”. 
Não me privo de nada, simplesmente como porcaria menos vezes e reduzi para metade as quantidades das refeições. Durante a semana tento comer o mais saudável possível, para no fim-de-semana cometer um ou outro erro. Tento sempre fazer uma alimentação com base em cozidos e grelhados. 
No verão opto muito pelas saladas, no inverno vou mais para os legumes cozidos. Regra geral janto sopa (sem batata), evito ao máximo fritos, refogados e doces durante a semana. Nos primeiros três meses, eliminei completamente o arroz e a massa, agora como duas ou três vezes por semana. Introduzi a linhaça moída, que meto no iogurte do lanche da tarde, ajuda muito na regulação intestinal. 
Não levo isto como um frete, habituamos o nosso organismo a comer demasiado e mal, agora temos que o habituar a comer menos e de forma mais saudável, e acreditem é uma questão de hábito. Passei a minha adolescência a odiar brócolos, por exemplo, hoje se não comer duas ou três vezes por semana, sinto falta deles. 
Outra coisa que alterei foi a questão dos fritos, tudo o que se possa imaginar (rissóis, croquetes, panados,) normalmente frito, eu faço no forno, não é igual é certo, mas fica bom e é muito mais saudável. Não tenho óleo em casa, se tiver que usar alguma gordura é o azeite. 
Outra coisa que acho que as pessoas pecam muito é nos chamados “ ajudantes de cozinha” toda a gente sabe que os pratos ficam mais saborosos com caldos Knorr, polpa de tomate, massa de alho etc.. mas eu evito, limito-me as especiarias. 
Como passo muito tempo sem comer certas coisas, quando como, sabem 10 vezes melhor! Sim porque comer um bolo/chocolate uma vez por semana ou comer batatas fritas uma vez por mês, não mata ninguém!
A segunda coisa importante e que ajuda muito é o exercício físico, é inevitável e é uma questão de saúde, felizmente vê-se cada vez mais pessoas a correr na rua ou a caminhar. 
Eu sempre fiz desportos colectivos, achava que correr só por correr era uma seca, entretanto começamos a trabalhar e a vida muda. Inscrever-me no ginásio foi das melhores coisas que fiz por mim própria. Faz-me bem, e não é só estético, faz-me bem a saúde e limpa-me a alma. 
Hoje em dia correr 40 minutos a ouvir as minhas músicas, e sem pensar em nada, nem ter ninguém a chatear, é quase uma terapia. 
Não vou dizer que levanto 50 Kg com o dedo mindinho, seria mentira, mas não é esse o objectivo. Há mudanças ainda que pouco visíveis aos olhos dos outros, menos gordura abdominal e lombar, pernas mais definidas, e rabinho mais digno, e isto chega para me motivar.
O meu treino é essencialmente cardiovascular, embora vá introduzindo lentamente exercícios de força, vou 3 a 4 dias ao gym, faço de 1 hora de corrida ou elíptica, e essencialmente muito agachamento e exercícios de perna e glúteos. 
As aulas de grupo são óptimas para quem quer perder peso, embora eu não seja grande adepta, na minha opinião as aulas de grupo são boas para quem está com falta de motivação, felizmente ainda não me aconteceu, e para além disso acho que sou muito descoordenada. 
É no entanto preciso entender, que inscrever no ginásio e ir lá de vez em quando, olhar para os outros, por si só, não emagrece, é necessário doer e muito. 
É preciso muita força de vontade, muito suor e muita motivação. Os instrutores podem ajudar a criar um bom plano de treino, adequado a cada um, além disso a Internet e principalmente a blogosfera brasileira tem óptimas dicas e exercícios. 

Last but not least, é importante fechar a boca e dar às pernas, mas a nossa cabeça é crucial em todo este processo. 
O factor motivação é de extrema importância, pelo menos a meu ver. Infelizmente vai haver sempre alguém a deitar a baixo, vamos ouvir sempre bocas do género “não se nota nada”, “ não noto que emagreceste”, “ vale-te bem a pena andares no ginásio e comeres isso”, “não sei que andas lá a fazer”, se às vezes estas pessoas soubessem que estes simples comentários podem deitar todo um processo por água a baixo, metiam as palavrinhas num sítio que eu cá sei. 
E sabem que mais se ouvirem isto, mandem mesmo as pessoas passear, é a nossa vida pessoal e o nosso corpo, se a balança, a roupa e o espelho nos dizem que estamos a melhorar, as pessoas que vão pastar. 
Em segundo lugar não adianta guiar-se por ninguém, “aquela farta-se de comer e está sempre magra”, este processo não é uma competição com os outros, é uma competição, connosco próprios. 
Acho que temos de aceitar de uma vez por todas que as pessoas tem constituições e metabolismos diferentes, e verdade seja dita, há muita gente que engana, servem-se da roupa para disfarçar e conseguem, principalmente a mulher é perita nisso. 
Eu sei de uns quantos casos de pessoas “que estão muito bem”, vestidas são um 9 ou um 10, sem roupa são um 4,5. :D Pareço um homem a falar!! 
Não é esse o meu objectivo, eu não quero estar bem, quero sentir-me bem, sempre.
É necessário também, parar com as comparações com as celebridades e afins, muitas vezes elas não fazem mais nada da vida do que cuidar do corpo, fora tratamentos, maquilhagem e transformação fotográfica, o nosso caso, não é esse, trabalhamos 8 horas, limpamos, cozinhamos, passamos a ferro, muitas cuidam de marido e filhos, logo também não podemos exigir tanto de nós mesmos. 
E por falar em exigências! Nunca mudem ou façam nada porque alguém quer, ou para agradar alguém, é o nosso corpo e somos nós que decidimos como o queremos. Se for para mudar que seja porque eu quero!!! Ninguém tem o direito de inferiorizar ninguém pelo aspecto físico.
Há quem ainda julgue esta questão do corpo, uma futilidade, eu não acho, sentir-se bem na sua pele é um factor de felicidade. Ninguém gosta de ser gordo, assim como ninguém gosta de ser o trinca-espinhas, e por isso as pessoas tem todo o direito de tentar melhorar. É possível mudar, não deixem que ninguém vos diga, que é impossível. " Para quem tem pensamento forte, o impossível é só uma questão de opinião."

Tendo sempre em atenção que tudo o que é demais, enjoa. Quando isto se torna uma obsessão, as pessoas não precisam só de dieta e ginásio, precisam de ir ao médico. São situações muito complicadas, que envolvem verdadeiros problemas mentais, e ninguém precisa chegar a isso.
Espero que este texto motive alguém. Não esperem um desgosto amoroso, um ponto insuportável, o chegar ao limite, comecem hoje e agora! 

Não podemos fazer as coisas mal durante anos e esperar que tudo mude em um mês. É lento, doí no corpo e na alma, mas vale muito a pena. 

Hoje, como qualquer mulher que se preze, também tenho dias do "horror", o cabelo está péssimo, as calças custam mais a apertar, a roupa que usei a semana passada e que estava perfeita, hoje está horrível, etc.. mulher é assim. 

Mas regra geral convivo bem comigo própria. Gosto do que vejo, não interessa se agrado ou não, porque o meu corpo é a imagem do meu esforço, as minhas pernas são o reflexo das horas que corri, a minha barriga não tem 6 quadradinhos, é pena! mas tem vinco de sorrisos e gargalhadas. 
O mais importante é traçar a meta e trabalhar para ela, demore o tempo que demorar, sem pressas, sem pressão.

Ama-te mais, porque se não o fizeres, quem o fará? 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Pausa para divulgar outros - Xavier Pereira :)

Esta divulgação é mega importante, o Xavier é um amigo e apesar da distância está sempre presente nos momentos mais importantes! :)
 
Sabem aquelas pessoas, que parece que advinham que estamos a precisar de ajuda, e com poucas palavras mudam o nosso dia? ele é assim..
 
e escreve no:
 
 
 
"...Quantas Vezes te deitaste em pensamentos breves?
e acordaste a pensar em quem nao deves
a prometer que ia esquecer de vez
mas o coraçao vê mais quem tu nao ves

Quantas Vezes disseste que era para sempre
e apagaste algures o que era tinta permanente?
cometes os mesmo erro a quente
convencido que à vigesima é diferente
Quantas Vezes contas? Quantas nao contaste?
Quantas nao demonstras? Quantas provocaste?
Quantas oportunidades perdestes?
Quantas desilusoes tu ganhastes?
Quantas oportunidades nao deste?
Quantas desilusoes tu provocastes?
Quantas vezes te remois com as coisas que ja lá vao?..."
 
<3
 
 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pausa para a minha opinião - Cristiano Ronaldo


Hoje apetece–me falar de Cristiano Ronaldo, não vou falar de clubes nem de habilidades futebolísticas, nem mesmo de futebol, porque para ser sincera não percebo muito. Nem quero.
As pessoas são livres de ter as suas preferências em todas as áreas, os verdadeiros entendidos na matéria tem direito a expressar a sua opinião. Até aí tudo bem. Mas eu conheço uma data de portugueses que não têm preferência e na realidade também não são entendidos. São apenas do contra.
A mim, leiga na matéria, apenas me interessa uma coisa, é muito bom e é nosso! Cristiano Ronaldo quer se goste ou não é símbolo deste rectângulo que meio mundo pensa que pertence aos espanhóis. E para mim não há nada que me dê tanta satisfação do que chegar a qualquer país, quando me perguntam de onde é que eu sou e eu respondo Portugal, a resposta é sempre a mesma. Ah! Ronaldo! sim, não só, mas Ronaldo.. claro!
Portugal têm coisas fantásticas, começando nas pessoas, passando pela cultura e não esquecendo a paisagem. Sem desprimor para ninguém, porque os tempos mudaram e os meios também, mas em boa verdade, não houve Amália, nem Eusébio, nem Fado, nem Algarve, nem Saramago que fosse tão bom a dar a conhecer ao mundo, o país, como Ronaldo o faz.
É por isso que não entendo, esta mania portuguesa de desfazer do que é nosso, e tipicamente só lhe dar valor quando perdemos.
No outro dia numa Café no Chiado, um casal de espanhóis, perguntavam-me se os Xutos e Pontapés ainda existiam, sorri e respondi, sim e óptimos como sempre! Não oiço Xutos desde os 16 anos e então? O importante é não negar a nossa essência.
E Ronaldo é essência, não importa se gostamos, se não vamos muito à bola com o ar de importante que ele tem, não importa se o outro tem mais capacidades, não importa se ele namora A ou B.
A mim o que me importa é o facto de ser enorme no que faz, não negar nunca o seu país e ser como já deu provas disso, um gajo porreiro. O que ele faz á imagem, ao dinheiro e a vida é exactamente problema dele.
Existem tantas coisas neste país, que não nos podemos orgulhar, para quê complicar?
É muito bom e para mim é o melhor.
E isso nem que outro fulano com cara de pão sem sal, tivesse asas!


<3
 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Pausa para a Frase e Música de um Sábado mais ou menos


(...)ir para a cama com uma mulher e dormir com ela são duas paixões não só diferentes como quase contraditórias. O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor (desejo que se aplica a um número incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono (desejo que só sente por uma única mulher)."


"A insustentável leveza do ser", Milan Kundera




Gabrielle Aplin - Please Don't Say You Love Me







Pausa Para a crónica - Os muros

A vida às vezes mete-nos em cima do muro, e nós sabemos que mais cedo ou mais tarde, temos que escolher um lado. A vida em cima do muro não é segura, nem confortável. Quando saltamos, sabemos que deixamos inevitavelmente coisas do outro lado. E dói…

Tu e eu tivemos demasiado tempo em cima do muro, tu nunca tiveste intenção de saltar, e esse foi o teu maior erro. Querer o impossível.

Quando não saltamos, não decidimos, não vivemos. E eu quero muito viver. Não saltas tu, salto eu…

Um dia acordo e percebo que subi esse muro, para dar valor a alguém que queira o que sou por inteiro, sem metades, sem espaço para mais ninguém, sem modificações, sem mentiras, sem ilusões. Porque se não for assim, então meu amor, eu não quero.


A vida segue, passa, e esquece os amantes imperfeitos, os muros e os amores impossíveis. E eu espero que passe… e que esqueça também.