segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pausa para a música - Coldfinger - Minus

Esta música da banda Portuguesa Coldfinger, é de facto qualquer coisa!

É aquilo que eu acho que combina com dias como os de hoje, chuva lá fora e alma cansada cá dentro.

Não conhecia o trabalho da Margarida Pinto e do Miguel Cardona, estou encantada! Obrigado por este mimo  :)


Minus

Watch me undress
As I colapse
To the touch of your hand on my skin

My heart can brake
That I can take
Amazingly

It's true
Nothing hurts like me
Minus you

Dream in
Keep me within
Of the boundaries of our love

I'll give you what you need
And I keep saying, please
Kiss me once more

You can take my soul
'Cuz that's just a hold
Whenever you're not here

My heart can brake
That I can take
Amazingly

It's true
Nothing hurts like me
Minus you


<3 b="">

Pausa para a Poesia - Colapso

Eu dei-te tudo o que precisavas e fiquei sem nada,
A noite chega sempre tão vazia e tão apressada
Imagino-te aqui, no nosso abraço e no nosso beijo secreto
Mas tu não estás, nunca estiveste e eu nunca fui o teu projecto,

Como eu me sinto tentada, meio abandonada, tão mal amada
Ainda tenho o teu cheiro, a tua pele na minha e a alma estragada
O Desejo é o mesmo que no primeiro dia, mata-me este querer
Que faço, já não sei. E quero tanto que já nem sei dizer,

Como se arranca este mal, como se mata o devaneio
Como esqueço as palavras que o teu olhar dizia, mentia
E seguir como? Se nada encontro para além deste enleio
E viver como? Se eu era tudo o que te oferecia.

Dás-me essa sugestão, eu nem sei como aceitar
Como dizer sim, quando se tem que dizer não?
Como dizer não, quando tudo o quero é me entregar
Chove! E eu sem perceber, quem és, homem ou escuridão

Se pudesse ir embora, eu ia..
Mas fico, a ver-te feliz, na vida escolhida
E agarro-me ao coração, como que um dia, sentia
Como uma folha de papel escrita e escondida.

Eu dei-te tudo o que precisavas, e isso não foi suficiente
Entreguei os pontos de olhos fechados, como quem confia
e nada me fez ver, a ferida aberta por quem mente
e nada me tira agora a tua ausência , tão fria...

Talvez eu tenho chegado ao fim de qualquer coisa
se ao menos eles entendessem, este rasgo na pele da inexperiência
pudessem dar-me a mão, levar-me daqui como quem me poisa
talvez eles me dessem pena leve ou benevolência 

Vem de dentro, grita, e anda sempre à tua procura
Como quem busca algo que já foi encontrado
Mas eu sei, e tu sabes, não vai chegar a nossa altura
E eu sei..  não sobrou nada, deste sonho, sonhado..

Fim.. mal acabado..
  


 inspirado por Coldfinger - Minus  / Lisboa 21:20






sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Pausa para a crónica - Que Droga !


Hoje vamos falar sobre drogas. Isso mesmo, que estão a ler, Drogas. O assunto levanta sempre imensa discussão, toda a gente opina e é um tema com milhares de textos e vídeos informativos. Nem sempre bons! Não quer dizer que o meu vá ser. Mas vamos tentar.

É que dizer “Epá não te metas nessas merdas, faz mal”, não é grande coisa. Percebam isso!

Vou tentar dar uma opinião clara e sem tabus em relação a esta questão. Não me levem a mal, é uma opinião, não eu não sou propriamente entendida na matéria, ou seja não uso drogas, e já vos vou explicar porquê.

Sou uma pessoa de vícios, todos somos mas uns mais que outros. Por exemplo ruí as unhas até aos 22 anos, só deixei de roer, quando coloquei um aparelho nos dentes, e só porque não dava jeito nenhum. Outro exemplo, não gosto de café, não gosto mesmo do sabor, mas bebo! Bebo não… morro se não beber um café de manhã, logo sou estúpida e viciada em cafeína. Sou daquele tipo que diz que sem café, fico com dor de cabeça. Logo sou parva, porque não é café que controla isso. Último exemplo, sou viciada em nicotina. Muito viciada.  Admiro muito aqueles fumadores regrados que fumam os seus cigarrinhos a seguir às refeições, ou fumam um ou dois cigarros. Admiro, mas não entendo! É como os fumadores de “festa”, “social” ou de “noite”, epá o que é isso? Não percebo.. ou se fuma ou não se fuma!! Enfim.. adiante, se calhar vocês é que tem razão! O meu caso não é esse, logo sou atrasada porque gasto montes de dinheiro em tabaco que por acaso até me faz mal e que por acaso até nem gosto do cheiro e dos efeitos secundários.

Posto isto, está explicado, a razão pela qual eu tive o meu tempo de experimentar algumas coisas. E também está explicado a razão pela qual não continuei. Porque quem tem rabinho, tem medo, jovens! A malta nessas idades parvas acha que controla tudo e é tudo nosso, mas na realidade não é assim, todas as drogas e atenção o Álcool e o tabaco são drogas legais, criam dependência, e aí é que está a merda! Muitas vezes não depende da nossa vontade, é mais forte que nós. Para além da dependência, provocam malefícios a longo prazo, que te podem fritar o cérebro, queimar o pulmão ou explodir com o teu fígado!! Nessas idades parvas, é tudo muito giro, sou o maior! bebo mais, fumo mais, meto ácidos e curto bué a coca!! Ya… que lindo! Mas depois quando chegares a uma idade mais à frente, se chegares, claro! Não te queixes de ter alguém ao lado da tua cama de hospital a dizer -  sim és o maior! O maior merdas!

E vocês estão agora a pensar, mas esta gaja experimentou e agora está para aqui com lições de moral! Passo a explicar, eu estou-me a cagar para as drogas. O problema não são as drogas, elas existem desde o tempo dos Deuses do Olimpo, sempre existiram e vão continuar a existir! O problema são as pessoas, são vocês e eu. São putos armados em campeões, são pitas cheias de má intenção.

A vida é de cada um, e as pessoas se não experimentarem não sabem. Ok.. Experimentem, mas tenham noção das coisas, informem-se do que vão tomar ou fumar ou qualquer coisa, não façam as coisas á toa, só para fazer bonito em frente aos outros, não façam para que alguém veja que vocês são muito bons, não façam sem saber as quantidades que podem tomar sem vos dar uma coisa má, não façam sem saber o que as coisas vos vão fazer! E se gostarem, não repitam! Experimentar, é uma vez, e chega! Pode tão correr mal.

Isto é o que eu penso em relação aos ácidos, à cocaína, heroína etc.. acho isso tudo degradante! E não é preciso experimentar para saber que isto é uma merda e que tem grandes possibilidades de te lixar a vida toda!

Já em relação á erva! Pronto. Lá estão vocês a pensar. Drogadita de merda! Errado! Eu tive recentemente numa cidade chamada Amesterdão, que quem não conhece acha que aquilo é a puta da loucura (e é, mas não pelo que as pessoas pensam), é só droga e broas e sexo por todo o lado. Epá não é .. é tudo muito bem organizado e com regras próprias que fazem da cidade o espectáculo que ela é. Torna-se frequente, ver pessoal da idade dos nossos pais e avós a fumar a sua ganza, no final de um dia de trabalho, cheio de tranquilidade. Aqui os putos experimentam e cai o mundo! “ É um drogado, já vai acabar a dar no cavalo, vai morrer disso e trinta por uma linha”. Não sou assim tão dramática, mas não quer dizer que não possa acontecer, mas não é a erva, que o leva à toxicodependência etc, ect.. foi mesmo ele que foi um grande burro!!  

As pessoas são otárias e tem de deixar de ser, fumar uma, de vez em quando, aceito. Passar a vida nisso e até achar que se pode passar ao “nível” seguinte e seguinte, é estupidez e só dá vontade de lhe partir a boca toda!

Escusado será dizer, que sou a favor da venda livre de drogas leves no país, acabava-se com muitos problemas e para além disso se fosse legal, metade dos putos de 12,13,14 e 15 que andam por aí de charro na boca, deixavam de achar piada.

Fica então dada a minha opinião, isto é um assunto muito mais complexo do que aqui esta e tem muito mais que falar. Mas eu não queria deixar de frisar, o que para mim é mais importante, isto é, não sejam otários, pensem nas coisas, não vão pela cabeça de ninguém e tenham responsabilidade pela única vida que têm.  Porque vocês até podem ser uns irresponsáveis, mas têm de certeza pessoas que gostam de vocês, que dependem de vocês e que de certeza vão sofrer com as vossas brincadeiras.    
Tenho dito!






quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Pausa para a crónica - Caros senhorios de uma cidade chamada Lisboa

Caros senhorios de uma cidade chamada Lisboa,

Compreendo que a vida está muito difícil por cá, neste país arruinado.

Não esta a ser fácil para vocês, nem para mim, nem para tantos iguais a nós. Mas o absurdo que vocês cometem quando publicam as vossas casinhas para arrendar e que ainda tem a puta da lata de chamar de renda, é gozar com a cara das pessoas!

É gozar com a minha cara! Por acaso tem alguma ideia como é que eu, uma jovem de 25 anos, solteira, trabalhadora e boa rapariga, pode pagar o que os senhores exigem para deixarem habitar as vossas casinhas? Por acaso fazem ideia de que muitas das vossas exigências são superiores aos ordenados da maioria das pessoas deste país? Por acaso entendem que pedir 500 euros por um t0 podre e que mal lá cabe uma pessoa, devia ser crime? Por acaso entendem que um t1 (supostamente feito a pensar no início de vida e em quem não tem perspectivas de casar e ter família a longo prazo) de 600 euros é um roubo?

Não, não entendem! Não entendem, porque aos senhores só interessa encher o rabinho. Às vezes têm 5 prédios na mesma rua e puxam o preço ao máximo, porque o que interessa mesmo é ganhar. Ganhar com o esforço dos outros, com a necessidade e a dificuldade de quem vai passando mal, vai comendo mal, vai dormindo mal, para vocês, caros senhorios de uma cidade chamada Lisboa, passearem nos vossos belos carros, fazerem férias nas Caraíbas, terem os putos no colégio e serem considerados pessoas de bem.

Por acaso já pensaram que existem pessoas solteiras, com ordenados médios e que tal como as outras, gostavam de ter uma casinha, pode ser pequenina, a sério que pode! Pode chover naquela a parte da cozinha, nós limpamos! A sério! Posso tomar banho sentada? Posso claro! Mas não a pagar uma renda de 300 euros! (Já fui ver uma casa tão pequena, tão pequena que o banho era sentado) A serio! É verdade!

E as anedotas que apanhamos nos sites imobiliários? Casas completamente a cair, que têm rendas na ordem dos 400 euros, os t0 que têm o mesmo preço dos t1 ou t2, é tudo igual para esta gente! As casas modernas, ou seja, casas sem ser em prédios centenários, com 200 escadas para subir? Essas então nem pensar, menos de 600 euros é mentira! Andar de elevador em Lisboa, é só para quem pode!

Pois é caros senhorios, os jovens deste País não conseguem seguir os seus sonhos. Não há trabalho, quando há trabalho compramos um carro a custo ou não compramos como é o meu caso, vivemos até ao 40 anos em casa dos pais ou não vivemos como é o meu caso, compramos casa ou não nos dão empréstimo como é o meu caso, temos paizinhos abastados ou não temos como é o meu caso, pagamos rendas estúpidas ou se não pagamos vivemos em quartos caríssimos que estão próximos do valor de uma renda de uma casa ou vivemos em casas sem as melhores condições como é o meu caso. Muitos foram, aqueles que já partiram, e com razões para isso. É cortar nas nossas Asas todos os dias, é ouvir constantemente um não à realização de uma vida normal.

É pedir muito? Trabalho todos os dias, levanto-me todos os dias com ânimo porque felizmente, faço parte daquela pouca % que tem trabalho. Será pedir muito uma casa digna com uma renda digna que eu possa pagar, sem que para isso tenha que deixar de comer, viver, sonhar? 

Talvez seja, caros senhorios! Neste país e nas vossas mentes doentias com mania da riqueza, nas mentes cruéis de uns governantes atarantados que não fazem a mínima ideia do que é lutar todos os dias.

Porque a nós caros senhorios, às pessoas como eu, as casinhas não nos caíram do céu para que nós as possamos arrendar e sentar o cu, a ver o dinheirinho cair. A nós, as coisas não apareceram feitas, somos nós todos os dias que lutamos para as fazer.

Eu, caros senhorios, sou apenas uma jovem da terra, que veio parar a Lisboa para ter trabalho e que queria apenas uma dessas vossas casinhas para viver. Ah pois, mas isso é pedir muito. Desculpem!

Sem mais assunto,

Valentes caganeiras e solturas, para todos os otários que andam a publicar casinhas com rendas absurdas, pelo menos para pessoas com ordenadinhos e vidas justinhas, com eu!


Inês Ramos



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Pausa para a crónica - Velas, lareiras e abraços quentes


Já disse que detesto o Inverno? Irra, detesto mesmo! Eu devia ter nascido num país tropical, quentinho todo o ano, praia todo o ano, chinelo no pé todo o ano! Ainda tenho o sonho de ter o meu barzinho de praia, algures no meio do Pacífico ou do Índico, quem sabe.

Detesto tudo no tempo frio, a preguiça e sono que me dá, não gosto da roupa de Inverno, não gosto de neve e também não me atrai nenhum desporto relacionada com ela. Detesto chuva e as constipações que apanho mês sim, mês sim, durante esta época.

Odeio as golas altas e a cama fria! Não gosto de festas no Inverno a não ser o Natal, não posso com vendavais. Se pudesse de Novembro a Março, não vivia em Portugal. Detesto a falta de vontade e dificuldade em sair da cama numa manhã de Janeiro. Não gosto do Carnaval, pelo menos o português.

Só há uma coisa que o Inverno lembra, que eu amo de paixão. A abençoada lareira! Eu adoro lareiras! Como a combinação lareira, vinho e livros é estupenda, quando lá fora chove, neva ou ventaneja. A lareira combina com coisas tão boas, combina com família, amigos e amores, combina com vinho e abrigos, com pés quentes e tapete no chão da sala. Combina mesmo…

Combina tão bem, como as velas espalhadas na escada, no quarto, no banho. Também adoro velas. Quando estou em casa, adoro a penumbra, o meio perceptível, a vela queimada. Velas também fazem grandes combinações, condizem com amor, amor feito, amor bonito, amor amado, combinam com paz e a calma recuperada, combinam com chocolate.

Velas, lareiras e abraços quentes, tornam o tempo menos gelado e aquecem as almas cansadas, mas passa rápido Inverno, tenho saudades do mergulho salgado.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pausa para a minha opinião - Sobre a Praxe, a Brincadeira e a Estupidez

Não gosto de escrever sobre actualidade, notícias, tragédia nem morte. Não sei porquê, escrevo sobre tanta coisa triste, mas nunca me dá para isso. Talvez porque sinta que não tenho autoridade para mexer nas dores dos outros, costumo agitar, expor, denunciar dores, mas só as minhas.

Hoje, li um texto de um Blog chamado “Pés no sofá”, sobre a tragédia no Meco. Na minha opinião muito bem escrito, como aliás as restantes publicações. Mas não concordo com a opinião do autor.

Custa-me falar disto, porque não sou mãe, e não posso sequer imaginar a dor que aqueles pais sentem. A dor incalculável da perda, a saudade imensa, a dúvida do que realmente aconteceu naquela noite. Embora nada traga estes jovens de volta, acho que estes pais têm todo o direito de apurar a realidade, de julgar quem quer que seja, de apertar com a Comissão de Praxes, para tentarem de algum modo, aliviar a dor com a verdade.

Mas nós não, nós que não estamos a passar por estas dores imensas, não podemos pôr tudo no mesmo saco. Muito menos sem provas. Não sou contra a praxe, acho que até um certo ponto e respeitando as liberdades individuais são benéficas. Já fui caloira, já fui veterana, certo que em uma universidade com uma praxe soft, mas sei do que falo. A praxe é importante para o jovem que acaba de chegar a um mundo que não conhece, a praxe deve servir para dar a conhecer a esse jovem, novas pessoas. A praxe não serve para pôr ninguém em perigo, nem para ofender, nem para humilhar.

Quando a praxe passa essas barreiras, passa também os muros das universidades, é importante que as autoridades dêem atenção a casos extremos de abuso do ser humano. De qualquer das formas, o responsável máximo pela nossa integridade física e moral, somos nós mesmos. Ninguém faz nada obrigado, e o direito a dizer não, deve fazer parte das praxes. E faz.
A comissão de praxes, não passa de uns estudantes normalmente divertidos e com a mania que mandam mais que outros, porque têm mais matrículas. Mas na realidade não passam disso, e se abusarem devem ter o mesmo tratamento que se dá a qualquer pessoa que abuse ou nos perturbe.

Quanto ao que se passou no Meco, eu não sei. Sei apenas que o que se passou foi uma irresponsabilidade da parte de todos, um erro fatal de jovens, não tão jovens assim que podiam e deviam ter medido as consequências. Se o sobrevivente, o Dux de praxes tem culpa? Eu acho que ele tem que abrir a boca e falar tudo o que sabe, mas não acho que ele seja culpado. De certeza absoluta que ele não arrastou sozinho, seis pessoas para a praia.

Acredito que isto preocupe qualquer pai, e o facto de saber que há pessoas que cometem as maiores loucuras só para fazer parte de alguma coisa, também me preocupa. Espero que estes exemplos, infelizmente tão tristes, levem os jovens a pensar um pouco mais, aqueles que são responsáveis pela praxe, devem ter limites e saber até onde podem ir, os jovens que vão entrar para a universidade, não podem ceder a tudo o que é pedido. Devem explicar que gostavam de fazer parte da praxe, mas não da maneira estupida que é exigida. Sem medos, sem pressões.. A praxe, e que me perdoe a tradição, o traje, Coimbra e afins, não passa de uma brincadeira e é apenas assim que deve ser encarada por todos. Dizer que não, não tem problema nenhum. Não fazer, não ir, e quem não gostar, temos pena!

Não sei se o que se passou ali era uma espécie de ritual de admissão, mas também se é, a Comissão de Praxes da Lusófona, deve rever bem os seus conceitos, é que não se percebe! Vão beber copos e deixem-se de merdas!

Cabe na cabeça de alguém ir para a praia do Meco de noite e no Inverno? Caderninhos com características das pessoas? E se fossem para as aulas tirar apontamentos? Andam os pais a gastar dinheiro, que às vezes nem têm, para os filhos andarem a analisar pessoas e a criar normas de entrada na comissão. Ganhem juízo, isto aqui fora é uma selva, não aproveitem aí, que cá fora já vão ter gente suficiente a pôr entraves, a julgar, a atribuir nomes e características.

A morte é a coisa mais certa que temos, podemos morrer ao atravessar a rua. Mas colocar a vida em risco por coisas tão pequenas, a mim não me entra na cabeça. É o medo que protege o ser humano, não tem mal nenhum ter medo, se não o tivéssemos, vivíamos metade do tempo.

Fica a opinião de alguém que nunca foi por ali, só porque eles dizem que é por ali. Que nunca fez nada na sua vida de estudante contrariada, para agradar ou para ser mais aceite.




Pausa para a crónica - A vida não dá só voltas.. dá lições.


A vida não dá só voltas.. dá lições.
Quanta verdade virá ? Quantos vão sofrer as consequencias da porcaria que fizeram a vida toda? Quantos? Quantos amores ficaram pelo caminho? Quantas pessoas vão viver pela metade? Quantas histórias podiam ter sido diferentes? E quando é o fim? Quando é que as pessoas param de empregar as palavras mal? Quando é que as pessoas deixam de ser uma imitação de alguém e passam a ser um original? Quando é que seremos verdadeiros? Sem medos de ser. Quando é que as pessoas vão parar de olhar só para o seu maravilhoso umbigo?

Há momentos na nossa vida, que tudo está errado. Mudávamos tudo, o lugar, as pessoas, o que ouvimos, o que fazemos e o que somos. Lutamos para chegar a um ponto e agora que  chegamos, já não queremos mais estar aqui, parece não fazer sentido nenhum. As pessoas que foram o nosso mundo, seguiram caminhos diferentes e já não se importam, sentimos que não pertencemos aqui, mas também não sabemos de onde somos.  Casa não é sinonimo de lar,  amigo não é sempre sinónimo de  amparo, trabalho devia, mas não significa felicidade.  Amor não significa paz e  viver bem nem sempre é viver bem.
As pessoas cresceram, mudam e mudaram-se.  O nosso valor também se altera, assim como se alteram os nossos sentimentos, o nosso pensamento e o que um dia pensávamos que era bom. As pessoas abandonam-se na maior parte das vezes, porque as pessoas são más, egoístas, as vezes cruéis. As pessoas desiludiram-me… os egoístas, os fracos de cabeça, os influenciados, os mal agradecidos, os desistentes, aquelas que a falta de humildade roça o ridículo.. eu desiludi as pessoas.
O lugar, sentir que estamos no lugar errado, á hora errada. Vida passada onde não pertencemos. Sem lar, sem essência, não pertencemos a sítio nenhum. São as mesmas árvores, os mesmos pássaros, as mesmas ruas cinzentas, os mesmos bons-dias, todos os dias.
A vida não dá só voltas.. dá lições.
Quando é que as pessoas param de falar das notícias e do tempo, e começam a falar de sentimentos? E de quantos encontrões precisamos para nos sair a verdade? Meia gente, meia verdade, meio amor, meia merda, perdão meia não! Merda completa ...
A vida não dá só voltas.. dá lições... FELIZES AQUELES QUE CONSEGUEM APRENDER ALGUMA COISA.
 
 
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Pausa para a Poesia - Início, Meio e Fim


Disse que eu era tão rara, é incontrolável, dizíamos

Era real, essa paixão que não foi,

Amor não é amor, sendo assim tão findável

Esquecemos tudo e partimos para nos encontrarmos

Com falsas penas, de quem mata com tom amigável

Arrependimento na pele cortada por gelo desiludido,

Vens e bebes em mim, e vens..

E voltamos a engolir o sentimento meio fingido,

E passas por mim, como se abanasses o templo

E matas-me, vens e bebes em mim, e vens..

E choras, esmagas orgulhos, com o teu olhar

Disse que eu era tão fria, é amor, dizíamos

Era certo, essa certeza que nunca existiu

Vida não é vida, sendo assim metade

Esquecemos tudo e partimos para nos afastarmos

Com falsas esperanças, para nunca mais voltarmos

Saudade na pela suja, pelo errado,

Vais e não me segues, e não vens..

E voltamos a seguir as vidas do costume

E passas por mim, não nos vemos

E eu vivo, vais e não me segues, e não vens

E ris, vives e morres a tentar ser assim feliz.








quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Pausa para a música - Pearl Jam

Tenho cometido aqui uma falha grave, tenho partilhado no Asas alguma música, na maior parte música cócó, como eu lhe chamo, ou seja aquelas baladas lamechas, que em certas fases da vida, eu preciso! Atenção que eu sou bastante apreciadora de alguma música brasileira, e de modo algum, quero falar mal dela.

Mas nunca falei aqui, nem mencionei uma banda que já muitas vezes “me salvou a vida”, algumas pessoas com quem eu falo, têm aquela banda ou cantor ou música especial. Eu também tenho!

Não raras vezes, já tive que ir, com urgência, ouvir uma música deles ou simplesmente a voz dele e não é que isso me faz sentir melhor? Não sei explicar, mas não há ou pelo menos ainda não descobri, voz e artista que me transmitisse tanto.

Estou a falar claro, de Eddie Vedder e dos Pearl Jam. Para mim, verdadeiros deuses na terra.

Não preciso de falar muito sobre o trabalho da banda, têm milhares de fãs em todo o mundo e em Portugal também encantam uma legião.
Formaram-se em 1990, em Seatle, tocam rock alternativo, e foram considerados uma das bandas mais influentes dos anos 90. Lançaram dez álbuns, o ultimo no ano passado, intitulado Lightning Bolt. Actuaram em Portugal, 5 vezes e eu nunca lá estive. Se em 1996, 2000, 2006 e 2007 eu não dei grande importância, em 2010 doeu muito não estar no Optimus Alive. Em 2012, Eddie Vedder esteve a solo no Sudoeste, e eu também morri de pena. Da próxima vez, eu tenho que ir, mesmo que vá sozinha.

Gostava também de aproveitar, para referir uma coisa que me parece pouco divulgada em Portugal. “Into the Wild” é um filme de 2007, dirigido por Sean Penn, que conta a história de um jovem que recusa o materialismo do quotidiano, deambulando pela América e com o objectivo de chegar ao Alasca, onde longe do Homem e dentro da natureza selvagem, espera encontrar a paz.

O filme para mim é maravilhoso, mas a banda sonora a cargo de Eddie Vedder é mágica! Vale a pena! Este aliás foi o seu primeiro álbum a solo.


Escolher uma música é sempre complicado, gosto de muitas. Mas a primeira que vem ao pensamento, foi a primeira música deles que prestei atenção, chama-se Better Man. 


                                                                               

Pausa para divulgar outros - Bill Passman

Bill Passman é um ex-advogado americano de 59 anos, que mudou a vida toda. Deixou o trabalho e a vida confortável que tinha para se dedicar ao seu sonho de juventude, correr o mundo! Desde 2006, já esteve em 65 países.
É mundialmente conhecido e falado, pelo livro que lançou em 2011, Backpacking Around The World”, mas principalmente pela sua tatuagem.
Trata-se de um mapa mundo, que à medida que Bill vai conhecendo países, vão sendo pintados nas suas costas. Acho uma ideia tão engraçada!!
Mais do que uma ideia, a história de Bill é inspiradora, nunca é tarde para correr atrás dos nossos sonhos.


Machu Pichu, Peru

Kilimanjaro, Tanzânia

Quando for grande, queria muito ser assim!
Para quem quiser acompanhar a evolução desta Tatoo :