terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Coisas Bonitas

Como eu gosto disto ! :)
 
 


Pausa para a culinária - Lisboa com a sabor a Itália

Boa tarde Lisboa, com sabor a Itália !
 
Olá mundo !
 
Acordo tarde numa manhã de Domingo, preparo algo simples, e almoço no miradouro particular do meu sotão.
 
 
 
 

Pausa para a culinária - Risoto de cogumelos

Não gosto muito de cozinhar, a verdade é essa. Mas quando tenho vontade e tempo, normalmente ao fim de semana, até faço umas coisinhas boas!
 
Andava com curiosidade em comer Risoto, no Sábado fiz, ficou muito bom!
 
 
 
Receita :

Ingredientes

  • Cogumelos frescos: 150 a 200 g
  • Caldo de legumes: q.b.
  • Alhos picados: 2 Dentes
  • Cebola picada: 1
  • Manteiga/azeite a cobrir o fundo da panela: 50 g
  • Risoto: 250 g
  • Sal: q.b.
  • Pimenta: q.b.
  • Vinho branco: q.b.

Preparação

Laminar os cogumelos frescos. Fazer um refogado com azeite ou manteiga, cebola e alho. Juntar primeiro o arroz e alourar, depois o vinho branco (para 250 g de arroz 2 colheres de sopa), depois os cogumelos. Quando não cheirar mais a vinho, cobrir de novo o arroz com caldo de legumes (que deve estar a ferver noutra panela). Quando o caldo estiver quase todo evaporado, juntar uma nova quantidade para cobrir e repetir mais 1 vez. Quando estiver cozido, mas ainda com caldo, ligar com manteiga, adicionar parmesão ralado e temperar ao gosto.Se necessário adicionar mais caldo ou água. O risoto deve ficar a cair da colher. Deixar repousar um pouco

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pausa para a crónica - Os Putos de hoje em dia






Aproveitando um vídeo, do youtuber Saken, venho dar a minha opinião sobre este assunto.

Não sou tao radical como o amigo aqui, se bem que ele da sua maneira trágica e humorística e às vezes machista tem a sua razão. Não sei se ele se preocupa ou não com o assunto, ou quer também ele, ter uns likes :P mas o assunto é interessante.

No outro dia estava a tentar dar na cabeça a uma miúda de 15 ou 16 anos e ela virou-se para mim e disse “tu também eras fresca”, fiquei lixada!

Nunca fui santa nenhuma, sempre gostei de ter os meus namoros, os meus engates e fiz trinta por uma linha. Mas calma! A pouca vergonha de hoje em dia está muito à frente do meu tempo e é preocupante.

Nós namorávamos por carta, nós pedíamos em namoro por carta deixadas nos cacifos. Muitos de nós não tinham telemóvel, nem computador. Não havia mensagens à borla.

Também não havia sexo, por estranho que pareça! Eu nem sei bem quando é que os miúdos de hoje em dia iniciam a sua vida sexual, mas calculo que deve ser muito cedo! Entre nós não havia, a sério. Havia casais que namoravam desde os 12 até aos 17 e eram virgens, porque era assim e nem sequer se contestava.

E atenção, eu não tenho propriamente 50 anos e isto era assim, á pouco tempo! Claro havia excepções! Mas hoje as coisas ultrapassam um pouco os limites, e infelizmente apesar de eu ser uma eterna defensora das mulheres, tenho que admitir, que a principal mudança é no sexo feminino.

A mulher tanto se quer emancipar, que acaba por fazer da forma errada. Quero deixar claro, que não sou nenhuma puritana, e que uma mulher adulta faz com o seu corpo e a sua vida é problema dela. Mas o que uma adolescente faz não, é problema nosso, de uma sociedade inteira.

Está na forma, no propósito, na maneira como não deixando de ser uma criança, uma pita como o Saken diz, se quer fazer mulher, sem a mínima maturidade e construção para isso.

E quem diz a forma com se dão a conhecer aos outros, a iniciação precoce da vida sexual, a forma com se vestem, diz e fala de uma juventude entregue ao álcool, às drogas, e à vida fácil. Esta última parte sempre houve, mas não deixa de ser alarmante.

Em boa parte, a culpa é dos pais. Se bem que eu acho que das tarefas mais difíceis da vida do ser humano, é educar e cuidar de um filho. Se damos muito estragamos com mimos, se damos pouco crescem revoltados.

Não sou adepta da violência, mas uma chapada às vezes, também abre os olhos! E sim eu levei uma ou duas e não me fez mal nenhum!

As miúdas, que mais tarde serão mulheres precisam realmente de se tratar com mais respeito, para que os miúdos, homens do futuro, saibam e respeitem a mulher, como ser único e de raras capacidades.

Voltarei a falar nisto.. isto dá pano para mangas !!! 





Pausa para a crónica - A vida é um momento

No Inverno, fim-de-semana em Lisboa, representa muitas vezes, tardes de cinema. Aproveito para dizer que o meu género de filme preferido é o drama. Claro! Que mais poderia ser.

Mas não é para falar de mim, que aqui estou. Achei que desta vez, devia ver filmes com uma mensagem positiva. Tal como a música, os filmes são boas inspirações.

Escolhi dois filmes, que transmitem uma boa mensagem, que nos falam que a vida são dois dias e que não temos tempo a perder com pessoas más, atitudes negativas, amizades falsas e angústias pequenas. A vida é um momento!

Um momento onde ninguém pode dizer que está bem, porque as coisas mudam a uma velocidade estonteante, a vida é um momento único que passa rápido.

Foi esta a sensação que fiquei após ver os filmes de que falo, quero muito parar de perder tempo com pequenas coisas, pessoas pequenas e tristezas pequenas.

Tal como nos filmes, haverá sempre pessoas a achar que são o centro do mundo, haverá sempre pessoas a achar que são especiais ao ponto de alguém lhes crer fazer frente ou ultrapassar, haverá sempre pessoas a achar que sabem tudo e que aquilo que outros acham não tem a mínima importância, haverá sempre alguém a menosprezar o nosso valor, a querer segundas oportunidades e a tentar colocar-nos no fundo.

Haverá sempre situações de perda, de frustração e de confusão. Haverá tristeza e solidão. Vão existir momentos em que perdemos o chão, o mundo deixou de nos dar importância e aquela pessoa que nós mais queríamos desapareceu da nossa vida.

Mas mesmo assim vale tanto a pena cá andar! Mesmo não tendo tudo o que quero, eu não invejo ninguém. Porque eu estou exactamente onde planei estar, e se eu fosse outra pessoa e tivesse outra vida, eu não via, sentia e escrevia o que vejo, sinto e escrevo.

Engane-se quem pense e se ache muito em cima, porque a vida vira-te em segundos, perdes tudo e pior que isso estás sozinho, porque ninguém aguenta esse ar de superioridade muito tempo.

O segredo é dar, dar de o melhor de nós! E vai haver sempre quem se aproveite disso, quem não dê valor a isso, quem ache que está acima disso. Temos pena! Eu fiz sempre o que podia, se não fiz mais, é porque eu própria não conseguia.

As pessoas têm que aprender a ler-se no olhar, um olhar triste, nervoso ou de raiva não significa que deixamos de gostar de um amigo, significa que precisamos dele mais do que nunca. São poucos os que vão entender isso, na realidade são poucos os que te vão dizer que entendem a tua loucura, mas esses são os reais.

Um amor é aquilo que é, quase sempre tão fugaz e passageiro. Às vezes nós não gostamos mais das pessoas, que estão ao nosso lado, gostamos apenas da ideia de gostar dela e principalmente da ideia de que ela goste de nós. Porque é a rejeição que doí, o amor-próprio ferido e quando é assim já não é amor. Porque amor é sentir falta, sem pensar no eu egoísta que mora dentro de nós.

Deixar tudo por um amor, é loucura! Uma loucura boa! Deixar de ver tudo o que está á nossa volta, por causa do amor é insanidade.

Assim sendo recomendo “O lado bom da vida” ou “Silver Linings Playbook”, filme badalado principalmente pela participação da actriz Jennifer Lawrence, que acabou por vencer o Óscar de Melhor actriz em 2013. Conta a história de um homem que perde o trabalho, a mulher e enlouquece, sendo internado 8 meses, numa clínica de reabilitação mental. Volta decidido a recuperar tudo o que perdeu, acabando por entender que não tinha perdido assim tanto. Eu tenho uma dose de loucura gigante, logo amei o filme.



“Questão de Tempo” ou “About Time” com a minha querida, Rachel Mcadams, é um filme leve, mas com uma mensagem especial, na minha opinião. Aborda as escolhas que fazemos na vida, as vezes que desejamos uma segunda oportunidade ou terceira para fazer tudo diferente. No filme o actor principal tem esse poder, andar para trás no tempo, na vida real, nem sempre existem segundas oportunidades. Não acho que seja uma comédia romântica igual a tantas outras, tem qualquer coisa! Além disso tem Londres como cenário! Amo!


Deste ultimo, marca também pela positiva a banda sonora, em particular esta música, tão animadora, Of Monsters and Men -  Little Talks.




Pausa para a música - Coldfinger - Minus

Esta música da banda Portuguesa Coldfinger, é de facto qualquer coisa!

É aquilo que eu acho que combina com dias como os de hoje, chuva lá fora e alma cansada cá dentro.

Não conhecia o trabalho da Margarida Pinto e do Miguel Cardona, estou encantada! Obrigado por este mimo  :)


Minus

Watch me undress
As I colapse
To the touch of your hand on my skin

My heart can brake
That I can take
Amazingly

It's true
Nothing hurts like me
Minus you

Dream in
Keep me within
Of the boundaries of our love

I'll give you what you need
And I keep saying, please
Kiss me once more

You can take my soul
'Cuz that's just a hold
Whenever you're not here

My heart can brake
That I can take
Amazingly

It's true
Nothing hurts like me
Minus you


<3 b="">

Pausa para a Poesia - Colapso

Eu dei-te tudo o que precisavas e fiquei sem nada,
A noite chega sempre tão vazia e tão apressada
Imagino-te aqui, no nosso abraço e no nosso beijo secreto
Mas tu não estás, nunca estiveste e eu nunca fui o teu projecto,

Como eu me sinto tentada, meio abandonada, tão mal amada
Ainda tenho o teu cheiro, a tua pele na minha e a alma estragada
O Desejo é o mesmo que no primeiro dia, mata-me este querer
Que faço, já não sei. E quero tanto que já nem sei dizer,

Como se arranca este mal, como se mata o devaneio
Como esqueço as palavras que o teu olhar dizia, mentia
E seguir como? Se nada encontro para além deste enleio
E viver como? Se eu era tudo o que te oferecia.

Dás-me essa sugestão, eu nem sei como aceitar
Como dizer sim, quando se tem que dizer não?
Como dizer não, quando tudo o quero é me entregar
Chove! E eu sem perceber, quem és, homem ou escuridão

Se pudesse ir embora, eu ia..
Mas fico, a ver-te feliz, na vida escolhida
E agarro-me ao coração, como que um dia, sentia
Como uma folha de papel escrita e escondida.

Eu dei-te tudo o que precisavas, e isso não foi suficiente
Entreguei os pontos de olhos fechados, como quem confia
e nada me fez ver, a ferida aberta por quem mente
e nada me tira agora a tua ausência , tão fria...

Talvez eu tenho chegado ao fim de qualquer coisa
se ao menos eles entendessem, este rasgo na pele da inexperiência
pudessem dar-me a mão, levar-me daqui como quem me poisa
talvez eles me dessem pena leve ou benevolência 

Vem de dentro, grita, e anda sempre à tua procura
Como quem busca algo que já foi encontrado
Mas eu sei, e tu sabes, não vai chegar a nossa altura
E eu sei..  não sobrou nada, deste sonho, sonhado..

Fim.. mal acabado..
  


 inspirado por Coldfinger - Minus  / Lisboa 21:20






sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Pausa para a crónica - Que Droga !


Hoje vamos falar sobre drogas. Isso mesmo, que estão a ler, Drogas. O assunto levanta sempre imensa discussão, toda a gente opina e é um tema com milhares de textos e vídeos informativos. Nem sempre bons! Não quer dizer que o meu vá ser. Mas vamos tentar.

É que dizer “Epá não te metas nessas merdas, faz mal”, não é grande coisa. Percebam isso!

Vou tentar dar uma opinião clara e sem tabus em relação a esta questão. Não me levem a mal, é uma opinião, não eu não sou propriamente entendida na matéria, ou seja não uso drogas, e já vos vou explicar porquê.

Sou uma pessoa de vícios, todos somos mas uns mais que outros. Por exemplo ruí as unhas até aos 22 anos, só deixei de roer, quando coloquei um aparelho nos dentes, e só porque não dava jeito nenhum. Outro exemplo, não gosto de café, não gosto mesmo do sabor, mas bebo! Bebo não… morro se não beber um café de manhã, logo sou estúpida e viciada em cafeína. Sou daquele tipo que diz que sem café, fico com dor de cabeça. Logo sou parva, porque não é café que controla isso. Último exemplo, sou viciada em nicotina. Muito viciada.  Admiro muito aqueles fumadores regrados que fumam os seus cigarrinhos a seguir às refeições, ou fumam um ou dois cigarros. Admiro, mas não entendo! É como os fumadores de “festa”, “social” ou de “noite”, epá o que é isso? Não percebo.. ou se fuma ou não se fuma!! Enfim.. adiante, se calhar vocês é que tem razão! O meu caso não é esse, logo sou atrasada porque gasto montes de dinheiro em tabaco que por acaso até me faz mal e que por acaso até nem gosto do cheiro e dos efeitos secundários.

Posto isto, está explicado, a razão pela qual eu tive o meu tempo de experimentar algumas coisas. E também está explicado a razão pela qual não continuei. Porque quem tem rabinho, tem medo, jovens! A malta nessas idades parvas acha que controla tudo e é tudo nosso, mas na realidade não é assim, todas as drogas e atenção o Álcool e o tabaco são drogas legais, criam dependência, e aí é que está a merda! Muitas vezes não depende da nossa vontade, é mais forte que nós. Para além da dependência, provocam malefícios a longo prazo, que te podem fritar o cérebro, queimar o pulmão ou explodir com o teu fígado!! Nessas idades parvas, é tudo muito giro, sou o maior! bebo mais, fumo mais, meto ácidos e curto bué a coca!! Ya… que lindo! Mas depois quando chegares a uma idade mais à frente, se chegares, claro! Não te queixes de ter alguém ao lado da tua cama de hospital a dizer -  sim és o maior! O maior merdas!

E vocês estão agora a pensar, mas esta gaja experimentou e agora está para aqui com lições de moral! Passo a explicar, eu estou-me a cagar para as drogas. O problema não são as drogas, elas existem desde o tempo dos Deuses do Olimpo, sempre existiram e vão continuar a existir! O problema são as pessoas, são vocês e eu. São putos armados em campeões, são pitas cheias de má intenção.

A vida é de cada um, e as pessoas se não experimentarem não sabem. Ok.. Experimentem, mas tenham noção das coisas, informem-se do que vão tomar ou fumar ou qualquer coisa, não façam as coisas á toa, só para fazer bonito em frente aos outros, não façam para que alguém veja que vocês são muito bons, não façam sem saber as quantidades que podem tomar sem vos dar uma coisa má, não façam sem saber o que as coisas vos vão fazer! E se gostarem, não repitam! Experimentar, é uma vez, e chega! Pode tão correr mal.

Isto é o que eu penso em relação aos ácidos, à cocaína, heroína etc.. acho isso tudo degradante! E não é preciso experimentar para saber que isto é uma merda e que tem grandes possibilidades de te lixar a vida toda!

Já em relação á erva! Pronto. Lá estão vocês a pensar. Drogadita de merda! Errado! Eu tive recentemente numa cidade chamada Amesterdão, que quem não conhece acha que aquilo é a puta da loucura (e é, mas não pelo que as pessoas pensam), é só droga e broas e sexo por todo o lado. Epá não é .. é tudo muito bem organizado e com regras próprias que fazem da cidade o espectáculo que ela é. Torna-se frequente, ver pessoal da idade dos nossos pais e avós a fumar a sua ganza, no final de um dia de trabalho, cheio de tranquilidade. Aqui os putos experimentam e cai o mundo! “ É um drogado, já vai acabar a dar no cavalo, vai morrer disso e trinta por uma linha”. Não sou assim tão dramática, mas não quer dizer que não possa acontecer, mas não é a erva, que o leva à toxicodependência etc, ect.. foi mesmo ele que foi um grande burro!!  

As pessoas são otárias e tem de deixar de ser, fumar uma, de vez em quando, aceito. Passar a vida nisso e até achar que se pode passar ao “nível” seguinte e seguinte, é estupidez e só dá vontade de lhe partir a boca toda!

Escusado será dizer, que sou a favor da venda livre de drogas leves no país, acabava-se com muitos problemas e para além disso se fosse legal, metade dos putos de 12,13,14 e 15 que andam por aí de charro na boca, deixavam de achar piada.

Fica então dada a minha opinião, isto é um assunto muito mais complexo do que aqui esta e tem muito mais que falar. Mas eu não queria deixar de frisar, o que para mim é mais importante, isto é, não sejam otários, pensem nas coisas, não vão pela cabeça de ninguém e tenham responsabilidade pela única vida que têm.  Porque vocês até podem ser uns irresponsáveis, mas têm de certeza pessoas que gostam de vocês, que dependem de vocês e que de certeza vão sofrer com as vossas brincadeiras.    
Tenho dito!






quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Pausa para a crónica - Caros senhorios de uma cidade chamada Lisboa

Caros senhorios de uma cidade chamada Lisboa,

Compreendo que a vida está muito difícil por cá, neste país arruinado.

Não esta a ser fácil para vocês, nem para mim, nem para tantos iguais a nós. Mas o absurdo que vocês cometem quando publicam as vossas casinhas para arrendar e que ainda tem a puta da lata de chamar de renda, é gozar com a cara das pessoas!

É gozar com a minha cara! Por acaso tem alguma ideia como é que eu, uma jovem de 25 anos, solteira, trabalhadora e boa rapariga, pode pagar o que os senhores exigem para deixarem habitar as vossas casinhas? Por acaso fazem ideia de que muitas das vossas exigências são superiores aos ordenados da maioria das pessoas deste país? Por acaso entendem que pedir 500 euros por um t0 podre e que mal lá cabe uma pessoa, devia ser crime? Por acaso entendem que um t1 (supostamente feito a pensar no início de vida e em quem não tem perspectivas de casar e ter família a longo prazo) de 600 euros é um roubo?

Não, não entendem! Não entendem, porque aos senhores só interessa encher o rabinho. Às vezes têm 5 prédios na mesma rua e puxam o preço ao máximo, porque o que interessa mesmo é ganhar. Ganhar com o esforço dos outros, com a necessidade e a dificuldade de quem vai passando mal, vai comendo mal, vai dormindo mal, para vocês, caros senhorios de uma cidade chamada Lisboa, passearem nos vossos belos carros, fazerem férias nas Caraíbas, terem os putos no colégio e serem considerados pessoas de bem.

Por acaso já pensaram que existem pessoas solteiras, com ordenados médios e que tal como as outras, gostavam de ter uma casinha, pode ser pequenina, a sério que pode! Pode chover naquela a parte da cozinha, nós limpamos! A sério! Posso tomar banho sentada? Posso claro! Mas não a pagar uma renda de 300 euros! (Já fui ver uma casa tão pequena, tão pequena que o banho era sentado) A serio! É verdade!

E as anedotas que apanhamos nos sites imobiliários? Casas completamente a cair, que têm rendas na ordem dos 400 euros, os t0 que têm o mesmo preço dos t1 ou t2, é tudo igual para esta gente! As casas modernas, ou seja, casas sem ser em prédios centenários, com 200 escadas para subir? Essas então nem pensar, menos de 600 euros é mentira! Andar de elevador em Lisboa, é só para quem pode!

Pois é caros senhorios, os jovens deste País não conseguem seguir os seus sonhos. Não há trabalho, quando há trabalho compramos um carro a custo ou não compramos como é o meu caso, vivemos até ao 40 anos em casa dos pais ou não vivemos como é o meu caso, compramos casa ou não nos dão empréstimo como é o meu caso, temos paizinhos abastados ou não temos como é o meu caso, pagamos rendas estúpidas ou se não pagamos vivemos em quartos caríssimos que estão próximos do valor de uma renda de uma casa ou vivemos em casas sem as melhores condições como é o meu caso. Muitos foram, aqueles que já partiram, e com razões para isso. É cortar nas nossas Asas todos os dias, é ouvir constantemente um não à realização de uma vida normal.

É pedir muito? Trabalho todos os dias, levanto-me todos os dias com ânimo porque felizmente, faço parte daquela pouca % que tem trabalho. Será pedir muito uma casa digna com uma renda digna que eu possa pagar, sem que para isso tenha que deixar de comer, viver, sonhar? 

Talvez seja, caros senhorios! Neste país e nas vossas mentes doentias com mania da riqueza, nas mentes cruéis de uns governantes atarantados que não fazem a mínima ideia do que é lutar todos os dias.

Porque a nós caros senhorios, às pessoas como eu, as casinhas não nos caíram do céu para que nós as possamos arrendar e sentar o cu, a ver o dinheirinho cair. A nós, as coisas não apareceram feitas, somos nós todos os dias que lutamos para as fazer.

Eu, caros senhorios, sou apenas uma jovem da terra, que veio parar a Lisboa para ter trabalho e que queria apenas uma dessas vossas casinhas para viver. Ah pois, mas isso é pedir muito. Desculpem!

Sem mais assunto,

Valentes caganeiras e solturas, para todos os otários que andam a publicar casinhas com rendas absurdas, pelo menos para pessoas com ordenadinhos e vidas justinhas, com eu!


Inês Ramos



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Pausa para a crónica - Velas, lareiras e abraços quentes


Já disse que detesto o Inverno? Irra, detesto mesmo! Eu devia ter nascido num país tropical, quentinho todo o ano, praia todo o ano, chinelo no pé todo o ano! Ainda tenho o sonho de ter o meu barzinho de praia, algures no meio do Pacífico ou do Índico, quem sabe.

Detesto tudo no tempo frio, a preguiça e sono que me dá, não gosto da roupa de Inverno, não gosto de neve e também não me atrai nenhum desporto relacionada com ela. Detesto chuva e as constipações que apanho mês sim, mês sim, durante esta época.

Odeio as golas altas e a cama fria! Não gosto de festas no Inverno a não ser o Natal, não posso com vendavais. Se pudesse de Novembro a Março, não vivia em Portugal. Detesto a falta de vontade e dificuldade em sair da cama numa manhã de Janeiro. Não gosto do Carnaval, pelo menos o português.

Só há uma coisa que o Inverno lembra, que eu amo de paixão. A abençoada lareira! Eu adoro lareiras! Como a combinação lareira, vinho e livros é estupenda, quando lá fora chove, neva ou ventaneja. A lareira combina com coisas tão boas, combina com família, amigos e amores, combina com vinho e abrigos, com pés quentes e tapete no chão da sala. Combina mesmo…

Combina tão bem, como as velas espalhadas na escada, no quarto, no banho. Também adoro velas. Quando estou em casa, adoro a penumbra, o meio perceptível, a vela queimada. Velas também fazem grandes combinações, condizem com amor, amor feito, amor bonito, amor amado, combinam com paz e a calma recuperada, combinam com chocolate.

Velas, lareiras e abraços quentes, tornam o tempo menos gelado e aquecem as almas cansadas, mas passa rápido Inverno, tenho saudades do mergulho salgado.