quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pausa para a crónicas – Sou muito adulta, eu!


Esta coisa de crescer é engraçada. A malta tem de crescer toda direitinha e seguir o resto da manada. É mais ou menos assim, eu faço porque os outros fazem. Secaaaa!

É suposto estudares e tirares um curso, qualquer porcaria serve, no estado em que o país está já se pode tirar qualquer coisita. Se não estudares, deves arranjar um emprego, um bom emprego. Deves ter uma casa, uma casa não, bom mesmo era teres uma grande casa e um bom carro.  Não tens um bom carro? És um cocó.

Deves ter uma namorada/namorado fixo, bem comportado e já agora com os mesmos ideais da sociedade. Depois deves ter filhos, porquê? Porque é suposto.

Deves ser o melhor no trabalho, ou fazer parecer que és, ser um bom marido e um bom pai, ou parecer que és, teres uma situação financeira boa ou parecer que tens.

Para o quadro da perfeição ser completo, deves vestir bem, calçar bem, frequentar sítios de bem e passar pelo menos uma semana no Algarve em Agosto.

Ok, eu não tenho nada contra o pessoal que se revê nesta imagem. A questão aqui, é que existe aqueles que são assim e podem, e existem os que são assim e não podem. E existem ainda aqueles que são assim porque querem e aqueles que o são porque os outros querem!

Passo a explicar, vou começar pela questão da ideia generalizada que todos os miúdos têm de ser doutores! É certo que todos queremos o melhor para as nossas crianças, concordo. Mas quem é que disse as estas bestas com palas nos olhos, que um miúdo futuro economista vai ser mais feliz do que um miúdo futuro padeiro? Qual é a lei universal que indica que um canudo te dá felicidade? Eu não sei, mas quer me parecer que anda por aí muito doutor inchado que nem um pavão, que nem sequer gosta do que faz e pior não tem aptidão nenhuma para fazer o que faz.

Segundo ponto, xixi, cocó, comer e tomar banho são necessidades humanas. Morar numa mega casa, ter o carro xpto, vestir aquilo e ferias acolá. Não são, gente! A sério que não! Certo que todos queremos uma vida melhor e devemos lutar por ela. Mas anda para aí muita gente a dar um passo maior cá perna. Só porque os outros têm as coisas, não quer dizer que eu as possa ter. Dou o exemplo, alguns amigos da minha idade vivem numa casa muito linda e eu vivo num sótão, e vivo porque não posso pagar uma renda superior. Vivo porque não me apetece endividar até às orelhas no crédito bancário. Se desisti de ter uma casa melhor? Não, só não me apetece lixar a minha vidinha, para dizer aos outros que também tenho uma casa fofinha, ou um carrinho isto ou aquilo.

Por último, essa estúpida ideia que as pessoas só são pessoas quando se casam ou juntam e criam uma família, faz-me impressão. Há muita malta que se casa, porque sim e depois são uns maridos/esposas do cocó! É traições a dar com pau, faltas de respeito a toda a hora e são uns infelizes de merda, com mania que são exemplo. Não valia mais assumirem de uma vez por todas que não são capazes de ter uma só pessoa e serem felizes com isso? Será mesmo que nós devemos exigir e ter sentimento exclusivo a alguém? Não sei, já se questionaram sobre isso?
Assim como há pessoas, que têm filhos e não deviam ter! É do género, isto anda tudo a ter bebés, bora lá fazer um!? Nove meses depois temos mais um no mundo, que veio sem propósito e que muito provavelmente vai ser uma criança mal-amada e mal-educada, só porque os pais acharam que era giro ter um bebé. Há pessoas que não nasceram para ser pais, acreditem ou não, elas existem.

Não passando mais uma vez de uma opinião, acho que as pessoas são cada vez mais cópias umas das outras. Vai tudo em rebanho, ninguém questiona nada, toda a gente tem medo de ser original, para não ferir as susceptibilidades de uma sociedade ordinária e chata.

Não quero dizer que devemos ser todos loucos, não é isso. Ainda bem que existem pessoas normais, mas também não julguem as pessoas só pelo emprego, dinheiro, casa, casamento e filhos porque isso muitas vezes é uma ilusão.

Devemos fazer as coisas porque queremos e não porque os outros fazem. E não, acreditem que ninguém deixa de ser adulto, por ter ideias diferentes.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Pausa para a Música - Uma Fadista - Gisela João


Gisela João é natural de Barcelos, interessou-se pelo fado quando ouviu em criança, um fado da Amália, enquanto lavava a loiça.

Foi para o Porto, em 2000, para estudar design mas rapidamente começou a cantar numa casa de fado.

Em 2008 gravou o seu primeiro álbum a solo "O meu fado" - Estúdios Conquista

Em 2009 gravou um álbum com os Atlantihda.

É considerada uma das maiores revelações do fado no feminino dos últimos anos para o jornalista António Pires.

O ar imponente e a voz forte, fazem dela , uma das fadistas mais carismáticas do nosso tempo.
Como ela própria diz na música “ Antigamente” do seu primeiro álbum “ Não é fadista quem quer, mas sim, quem nasceu fadista”.
 
 

 

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pausa para a crónica – Esta coisa da escrita – Balanço – Um Obrigado

Não sei precisar, quando é que esta coisa da escrita se iniciou, sempre me lembro de escrever. Mas o sonho a nível profissional começou nos meus 16 anos, quando alguns professores me incentivaram com as suas opiniões, na altura positivas. Depois a partir daí, foram os textos e poemas, nas redes sociais, que me trouxeram alguma repercussão, as pessoas diziam que gostavam, que eu tinha jeito e eu também comecei a convencer-me disso.

Hoje em dia, acho que com os anos que levo disto, já devia ser melhor e se realmente fosse assim tão boa, já alguém teria pegado nisso. Mas continuo a gostar de escrever, assim como sei que existem pessoas que continuam a gostar de ler.

Ultimamente, eu tenho seguido alguns youtubers portugueses, e acho que é uma ideia com pernas para andar e para se tornar mais viável a curto prazo do propriamente os blogues. Essencialmente porque dá menos trabalho ouvir do que ler.

O Asas tem nove meses, ainda não estou a conseguir chegar com ele, onde queria. Na realidade não me importo muito, porque apesar de ter uma paixão enorme pela escrita e obviamente gostar muito de um dia poder ganhar a vida através dela, não tenho essa pretensão para já.

O Asas é um cantinho, algo que me faz sentir bem e no qual posso escrever as minhas ideias, experiências e sensações. A nível de visitas, não acho que esteja assim tão mau, são 3000 em nove meses, essencialmente em Portugal. Considero mais importante os numero de visitas, do que propriamente os seguidores. Mas é necessário cativar mais e conseguir mais comentários no blogue e não tanto no Google +.

Começou com a ideia de uma criar um blogue sobre viagens, hoje em dia, é muito mais que isso. As visitas que recebo aqui são essencialmente através das redes sociais, nas quais eu vou partilhando e divulgando o Asas. E por isso mesmo a crítica, também vem mais dos amigos, a quem muito tenho que agradecer, primeiro porque as pessoas que lêem as minhas coisas, impedem muita vezes a paragem da escrita e segundo porque ao manifestarem a sua opinião, ajudam-me a perceber erros e coisas que posso melhorar, percebo os assuntos que chamam mais à atenção, e até as sugestões que me fazem, sobre temas para escrever, são sempre bem-vindas.

De qualquer das formas, ando à procura de opiniões um pouco mais profissionais e isso ainda não está a acontecer. É verdade que também não bati assim a tantas portas!

Destes nove meses, destaco as oito viagens aqui publicadas, a escrita de viagem é sem dúvida o que mais me interessa neste momento, considero as minhas publicações boas, apesar de ter noção que não sou nada do outro mundo, nessa área. Este ano pretendo tirar uma formação em escrita de viagens, já andei a ver preços, vamos ver o que se arranja.

Em relação à poesia, é o meu amorzinho! Toda a gente sabe. Infelizmente, eu acho que as pessoas não se interessam muito, por poesia, nos dias que correm. Tenho pena disso, mas respeito, obviamente.

Considero também que a ideia das entrevistas resultou muito bem. Tenho imensos planos de continuar e até acho que as pessoas com quem falei, foram bem mais receptivas do que eu esperava. Mas é uma coisa que dá trabalho, envolve marcações e disponibilidade, envolve muitas horas da minha parte em frente ao computador e a verdade é que isto não é um trabalho, eu tenho que fazer as coisas por prazer e não por obrigação. Vou ver se arranco com isso, já na próxima semana.

As crónicas vão continuar! Se bem que não passam de opiniões, umas vezes bem escritas, outras nem por isso. Tenho alguns assuntos interessantes para apresentar, vou continuar muito na onda do que eu gosto ou seja sociedade, cultura, afectos e por aí.  

Para a secção “Recantos” também tenho umas ideias engraçadas, mas o tempo também não tem ajudado muito para sair de casa. E para falar dos sítios, é preciso lá ir. Há imensos lugares aqui em Lisboa e não só, que quero ir e apresentar aqui.

Por último, tenho uma ideia nova, para acrescentar ao Asas ! Mas ainda é segredo! 

E pronto é isto, acho que já estava na altura de fazer um balanço, desta viagem! Obrigado a todos os que comentam e dão opiniões. A todos que falam comigo pessoalmente e elogiam, dão sugestões, fazem críticas. Obrigado ao pessoal que partilha as publicações e às pessoas que falam do Asas na rua, que também sei que acontece.

Obrigado mesmo

Desejo a todos um bom Fim -de- Semana.




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Coisas Bonitas

Como eu gosto disto ! :)
 
 


Pausa para a culinária - Lisboa com a sabor a Itália

Boa tarde Lisboa, com sabor a Itália !
 
Olá mundo !
 
Acordo tarde numa manhã de Domingo, preparo algo simples, e almoço no miradouro particular do meu sotão.
 
 
 
 

Pausa para a culinária - Risoto de cogumelos

Não gosto muito de cozinhar, a verdade é essa. Mas quando tenho vontade e tempo, normalmente ao fim de semana, até faço umas coisinhas boas!
 
Andava com curiosidade em comer Risoto, no Sábado fiz, ficou muito bom!
 
 
 
Receita :

Ingredientes

  • Cogumelos frescos: 150 a 200 g
  • Caldo de legumes: q.b.
  • Alhos picados: 2 Dentes
  • Cebola picada: 1
  • Manteiga/azeite a cobrir o fundo da panela: 50 g
  • Risoto: 250 g
  • Sal: q.b.
  • Pimenta: q.b.
  • Vinho branco: q.b.

Preparação

Laminar os cogumelos frescos. Fazer um refogado com azeite ou manteiga, cebola e alho. Juntar primeiro o arroz e alourar, depois o vinho branco (para 250 g de arroz 2 colheres de sopa), depois os cogumelos. Quando não cheirar mais a vinho, cobrir de novo o arroz com caldo de legumes (que deve estar a ferver noutra panela). Quando o caldo estiver quase todo evaporado, juntar uma nova quantidade para cobrir e repetir mais 1 vez. Quando estiver cozido, mas ainda com caldo, ligar com manteiga, adicionar parmesão ralado e temperar ao gosto.Se necessário adicionar mais caldo ou água. O risoto deve ficar a cair da colher. Deixar repousar um pouco

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pausa para a crónica - Os Putos de hoje em dia






Aproveitando um vídeo, do youtuber Saken, venho dar a minha opinião sobre este assunto.

Não sou tao radical como o amigo aqui, se bem que ele da sua maneira trágica e humorística e às vezes machista tem a sua razão. Não sei se ele se preocupa ou não com o assunto, ou quer também ele, ter uns likes :P mas o assunto é interessante.

No outro dia estava a tentar dar na cabeça a uma miúda de 15 ou 16 anos e ela virou-se para mim e disse “tu também eras fresca”, fiquei lixada!

Nunca fui santa nenhuma, sempre gostei de ter os meus namoros, os meus engates e fiz trinta por uma linha. Mas calma! A pouca vergonha de hoje em dia está muito à frente do meu tempo e é preocupante.

Nós namorávamos por carta, nós pedíamos em namoro por carta deixadas nos cacifos. Muitos de nós não tinham telemóvel, nem computador. Não havia mensagens à borla.

Também não havia sexo, por estranho que pareça! Eu nem sei bem quando é que os miúdos de hoje em dia iniciam a sua vida sexual, mas calculo que deve ser muito cedo! Entre nós não havia, a sério. Havia casais que namoravam desde os 12 até aos 17 e eram virgens, porque era assim e nem sequer se contestava.

E atenção, eu não tenho propriamente 50 anos e isto era assim, á pouco tempo! Claro havia excepções! Mas hoje as coisas ultrapassam um pouco os limites, e infelizmente apesar de eu ser uma eterna defensora das mulheres, tenho que admitir, que a principal mudança é no sexo feminino.

A mulher tanto se quer emancipar, que acaba por fazer da forma errada. Quero deixar claro, que não sou nenhuma puritana, e que uma mulher adulta faz com o seu corpo e a sua vida é problema dela. Mas o que uma adolescente faz não, é problema nosso, de uma sociedade inteira.

Está na forma, no propósito, na maneira como não deixando de ser uma criança, uma pita como o Saken diz, se quer fazer mulher, sem a mínima maturidade e construção para isso.

E quem diz a forma com se dão a conhecer aos outros, a iniciação precoce da vida sexual, a forma com se vestem, diz e fala de uma juventude entregue ao álcool, às drogas, e à vida fácil. Esta última parte sempre houve, mas não deixa de ser alarmante.

Em boa parte, a culpa é dos pais. Se bem que eu acho que das tarefas mais difíceis da vida do ser humano, é educar e cuidar de um filho. Se damos muito estragamos com mimos, se damos pouco crescem revoltados.

Não sou adepta da violência, mas uma chapada às vezes, também abre os olhos! E sim eu levei uma ou duas e não me fez mal nenhum!

As miúdas, que mais tarde serão mulheres precisam realmente de se tratar com mais respeito, para que os miúdos, homens do futuro, saibam e respeitem a mulher, como ser único e de raras capacidades.

Voltarei a falar nisto.. isto dá pano para mangas !!! 





Pausa para a crónica - A vida é um momento

No Inverno, fim-de-semana em Lisboa, representa muitas vezes, tardes de cinema. Aproveito para dizer que o meu género de filme preferido é o drama. Claro! Que mais poderia ser.

Mas não é para falar de mim, que aqui estou. Achei que desta vez, devia ver filmes com uma mensagem positiva. Tal como a música, os filmes são boas inspirações.

Escolhi dois filmes, que transmitem uma boa mensagem, que nos falam que a vida são dois dias e que não temos tempo a perder com pessoas más, atitudes negativas, amizades falsas e angústias pequenas. A vida é um momento!

Um momento onde ninguém pode dizer que está bem, porque as coisas mudam a uma velocidade estonteante, a vida é um momento único que passa rápido.

Foi esta a sensação que fiquei após ver os filmes de que falo, quero muito parar de perder tempo com pequenas coisas, pessoas pequenas e tristezas pequenas.

Tal como nos filmes, haverá sempre pessoas a achar que são o centro do mundo, haverá sempre pessoas a achar que são especiais ao ponto de alguém lhes crer fazer frente ou ultrapassar, haverá sempre pessoas a achar que sabem tudo e que aquilo que outros acham não tem a mínima importância, haverá sempre alguém a menosprezar o nosso valor, a querer segundas oportunidades e a tentar colocar-nos no fundo.

Haverá sempre situações de perda, de frustração e de confusão. Haverá tristeza e solidão. Vão existir momentos em que perdemos o chão, o mundo deixou de nos dar importância e aquela pessoa que nós mais queríamos desapareceu da nossa vida.

Mas mesmo assim vale tanto a pena cá andar! Mesmo não tendo tudo o que quero, eu não invejo ninguém. Porque eu estou exactamente onde planei estar, e se eu fosse outra pessoa e tivesse outra vida, eu não via, sentia e escrevia o que vejo, sinto e escrevo.

Engane-se quem pense e se ache muito em cima, porque a vida vira-te em segundos, perdes tudo e pior que isso estás sozinho, porque ninguém aguenta esse ar de superioridade muito tempo.

O segredo é dar, dar de o melhor de nós! E vai haver sempre quem se aproveite disso, quem não dê valor a isso, quem ache que está acima disso. Temos pena! Eu fiz sempre o que podia, se não fiz mais, é porque eu própria não conseguia.

As pessoas têm que aprender a ler-se no olhar, um olhar triste, nervoso ou de raiva não significa que deixamos de gostar de um amigo, significa que precisamos dele mais do que nunca. São poucos os que vão entender isso, na realidade são poucos os que te vão dizer que entendem a tua loucura, mas esses são os reais.

Um amor é aquilo que é, quase sempre tão fugaz e passageiro. Às vezes nós não gostamos mais das pessoas, que estão ao nosso lado, gostamos apenas da ideia de gostar dela e principalmente da ideia de que ela goste de nós. Porque é a rejeição que doí, o amor-próprio ferido e quando é assim já não é amor. Porque amor é sentir falta, sem pensar no eu egoísta que mora dentro de nós.

Deixar tudo por um amor, é loucura! Uma loucura boa! Deixar de ver tudo o que está á nossa volta, por causa do amor é insanidade.

Assim sendo recomendo “O lado bom da vida” ou “Silver Linings Playbook”, filme badalado principalmente pela participação da actriz Jennifer Lawrence, que acabou por vencer o Óscar de Melhor actriz em 2013. Conta a história de um homem que perde o trabalho, a mulher e enlouquece, sendo internado 8 meses, numa clínica de reabilitação mental. Volta decidido a recuperar tudo o que perdeu, acabando por entender que não tinha perdido assim tanto. Eu tenho uma dose de loucura gigante, logo amei o filme.



“Questão de Tempo” ou “About Time” com a minha querida, Rachel Mcadams, é um filme leve, mas com uma mensagem especial, na minha opinião. Aborda as escolhas que fazemos na vida, as vezes que desejamos uma segunda oportunidade ou terceira para fazer tudo diferente. No filme o actor principal tem esse poder, andar para trás no tempo, na vida real, nem sempre existem segundas oportunidades. Não acho que seja uma comédia romântica igual a tantas outras, tem qualquer coisa! Além disso tem Londres como cenário! Amo!


Deste ultimo, marca também pela positiva a banda sonora, em particular esta música, tão animadora, Of Monsters and Men -  Little Talks.




Pausa para a música - Coldfinger - Minus

Esta música da banda Portuguesa Coldfinger, é de facto qualquer coisa!

É aquilo que eu acho que combina com dias como os de hoje, chuva lá fora e alma cansada cá dentro.

Não conhecia o trabalho da Margarida Pinto e do Miguel Cardona, estou encantada! Obrigado por este mimo  :)


Minus

Watch me undress
As I colapse
To the touch of your hand on my skin

My heart can brake
That I can take
Amazingly

It's true
Nothing hurts like me
Minus you

Dream in
Keep me within
Of the boundaries of our love

I'll give you what you need
And I keep saying, please
Kiss me once more

You can take my soul
'Cuz that's just a hold
Whenever you're not here

My heart can brake
That I can take
Amazingly

It's true
Nothing hurts like me
Minus you


<3 b="">

Pausa para a Poesia - Colapso

Eu dei-te tudo o que precisavas e fiquei sem nada,
A noite chega sempre tão vazia e tão apressada
Imagino-te aqui, no nosso abraço e no nosso beijo secreto
Mas tu não estás, nunca estiveste e eu nunca fui o teu projecto,

Como eu me sinto tentada, meio abandonada, tão mal amada
Ainda tenho o teu cheiro, a tua pele na minha e a alma estragada
O Desejo é o mesmo que no primeiro dia, mata-me este querer
Que faço, já não sei. E quero tanto que já nem sei dizer,

Como se arranca este mal, como se mata o devaneio
Como esqueço as palavras que o teu olhar dizia, mentia
E seguir como? Se nada encontro para além deste enleio
E viver como? Se eu era tudo o que te oferecia.

Dás-me essa sugestão, eu nem sei como aceitar
Como dizer sim, quando se tem que dizer não?
Como dizer não, quando tudo o quero é me entregar
Chove! E eu sem perceber, quem és, homem ou escuridão

Se pudesse ir embora, eu ia..
Mas fico, a ver-te feliz, na vida escolhida
E agarro-me ao coração, como que um dia, sentia
Como uma folha de papel escrita e escondida.

Eu dei-te tudo o que precisavas, e isso não foi suficiente
Entreguei os pontos de olhos fechados, como quem confia
e nada me fez ver, a ferida aberta por quem mente
e nada me tira agora a tua ausência , tão fria...

Talvez eu tenho chegado ao fim de qualquer coisa
se ao menos eles entendessem, este rasgo na pele da inexperiência
pudessem dar-me a mão, levar-me daqui como quem me poisa
talvez eles me dessem pena leve ou benevolência 

Vem de dentro, grita, e anda sempre à tua procura
Como quem busca algo que já foi encontrado
Mas eu sei, e tu sabes, não vai chegar a nossa altura
E eu sei..  não sobrou nada, deste sonho, sonhado..

Fim.. mal acabado..
  


 inspirado por Coldfinger - Minus  / Lisboa 21:20