sexta-feira, 25 de abril de 2014

Pausa para a poesia - Amor de Faz de Conta

Faz de conta que moras na minha alma, e que sabes de cor as minhas manias.

Faz de conta que me dás colo nos dias da minha nostalgia e que um dia agarras-te o meu sonho só por ser meu.

Faz de conta que és a essência que preenche os meus vazios e que tomas conta de mim, nos dias frios.

Faz de conta que sabes ler os meus olhos e inventa esse abraço que nunca me deste.

Faz de conta que sou a tua motivação, e que ontem era tua, aquela rosa no portão.

Inventa uma hora para nós, Inventa uma vida que possa ser a nossa

Inventa-nos, escreve de novo o capítulo em largas-te a minha mão

Faz de conta que aquela é a nossa música e que o beijo é a nossa jura eterna

Faz de conta que nascemos de novo e nos esperamos, metade da vida

Faz de conta que esses erros não são nossos e não devemos nada a ninguém

Faz de conta que hoje paraste para me amar e que o mundo lá fora parou também


Inventa o nosso amor… e se nada resultar, faz de conta.


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dia da Liberdade..

"Nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo."
 
Friedrich Nietzsche
 
 


segunda-feira, 14 de abril de 2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Pausa para a crónica - Poliamor



“Daniel Cardoso, 27 anos, é poliamoroso, ou seja, mantém relações consentidas com várias companheiras. Chama-lhe uma "constelação familiar" e explica que não é muito diferente dos casamentos convencionais que conhecemos, implica apenas mais pessoas. Daniel assume a liberdade de escolha.”

Já vi esta reportagem á algum tempo, entretanto tenho estado a reflectir sobre ela, e decidi hoje, escrever sobre o assunto poliamor. Antes de lerem o que eu vou escrever, dêem uma olhadela à reportagem, para se perceber melhor.

Antes de começar a expor a minha ideia, quero dizer que tal como a reportagem faz referência, trata-se de liberdades, e a partir do momento em que a liberdade do outro não interfere na minha, eu devo-a respeitar. Ou seja, não quero de modo algum criticar o Daniel Cardoso ou as suas companheiras, quero apenas usufruir da minha liberdade de expressão e dar a minha opinião.

O assunto não é assim tão recente, existe e não anda escondido. Penso que inicialmente se tenha revelado mais com o conceito de “relação aberta” e isso é visível até na coisa mais banal, como por exemplo as redes sociais, mas efectivamente faz confusão a muita gente.

Sou sincera, na minha visão infantil e romântica, poliamor é quebrar o meu imaginário principesco. 

Reconheço que penso assim, inteiramente por uma questão cultural, cresci a pensar assim, fui educada assim.

Mas se eu for analisar a questão a fundo, e recorrendo ao que observo todos os dias, é preferível amar e fazer felizes, 4 pessoas ao mesmo tempo ou enganar uma?

A traição é ponto assente, eu vejo coisas todos os dias, que me levam a crer que a percentagem de pessoas fiéis é mínima! E não falo só de homens.

Verdade seja dita, toda a gente tem olhinhos na cara, toda a gente gosta de se sentir “cobiçado”, toda a gente precisa deste jogo de atracções, faz parte do ser humano. Não há ninguém que não tenha passado por uma tentação, indecisão ou seja o que for. E a maior parte de nós, não tem poder de resistência, não tem mesmo! Será que há alguém com essa capacidade? bem.. alguém ainda deve haver, mas são poucos!

Ouvi também alguém dizer, que dar uma escapadinha é normal, é aceitável, é apenas físico, dividir o amor ou seja amar várias pessoas ao mesmo tempo é que é mau.

Para ser franca, e lá estou eu com os meus radicalismos infantis, não acho nada normal! Faz-me confusão a questão do amor por várias pessoas ao mesmo tempo, e também me faz confusão as “escapadinhas”.

A minha avó costumava dizer, “cada panela tem o seu testo”, eu acreditei nela. Mas hoje, estou descrente que a monogamia faça sentido numa sociedade fútil, fugaz e egocêntrica.

Acho que cada um é livre de escolher o que o faz feliz, hoje em dia nestas coisas, só é vítima quem se põe a jeito.

Para terminar, apenas dizer que admiro quem escolhe ser e viver da maneira que o faz feliz, mesmo não sendo o padrão da sociedade, na qual está inserido.

O que é que vocês pensam deste assunto?

A solução está no poliamor? Há infidelidade consentida? Existe amor exclusivo?




Can I?


terça-feira, 8 de abril de 2014

Pausa para a Crónica - E venham daí os 26

Amanhã é o último dia dos meus 25 anos. É estranho pensar assim, é estranho pensar num tempo que não volta nunca mais.

Gosto de balanços, às vezes só quando faço o balanço de um determinado período de tempo, é que percebo que afinal não foi assim tão mau. Acho que toda a gente, pelo bem da sua saúde mental, devia fazer balanços.

Seria injusto, considerar este período de tempo, negativo. Os meus 25 anos foram libertadores, se é que os posso descrever em uma palavra, sem ser redutora.

A nível profissional e pessoal conquistei liberdades, que nem eu imaginei que pudesse alcançar em tão tenra idade.

Este ano, comecei a viver sozinha, o que para mim representa um grande passo. Acho que tudo tem o seu tempo e a sua idade, dependendo obviamente da própria pessoa.

Eu vivi e muito bem com os meus pais, vivi e aprendi muita coisa ao partilhar casa com estudantes e mais tarde com amigos, mas agora era a hora de ter o meu espaço. Estou a adorar esta experiencia de descobrir coisas sobre mim e aprender a conviver comigo. Quando se vive sozinho, tem-se muito tempo para se auto aprender e auto compreender. Acho que toda a gente devia passar por isto!

Ao nível da minha personalidade, curiosamente estou menos aguerrida! Já não me chateio com muita coisa, já passo lado de muita coisa, já ignoro muita gente, o que antes era-me difícil. Dizem que estou a crescer!

Aconteceram felizmente, mais coisas boas como as amizades que ficaram, as que se fizeram, o amor que se fortaleceu. Por aí.

Parte menos boa! Com 25 anos, levei duas ou três chapadas. Chapadas da vida, daquelas que não te esqueces, eu pelo menos eu nunca vou esquecer.

Primeira chapada, as pessoas não estão preparadas para a sinceridade. Não adianta, em determinadas merdas, vale mais estar calado. As pessoas não sabem ouvir, alteram o que tu dizes, interpretam mal e a partir do momento em que certas palavras saem da tua boca, estás lixado.
Lição nº 1: Não dês opinião, nem conselhos, a menos que te os peçam. E mesmo assim pensa 10 vezes antes de falar.

Segunda, a manipulação está na moda! E ninguém é tão forte ou isento que não possa cair nela. As pessoas magoam-se umas às outras sem a mínima necessidade, noção ou pena.
Lição nº2: Isto é uma selva! E nada neste mundo vale a tua dignidade ou o teu amor-próprio. Ninguém tem o direito de manipular, usar ou seja lá o que for, aquilo que só a ti te pertence, a tua vida!

Terceira e última, o amor, tal como eu imaginei, durante 25 anos, não existe. Que bom que descobri! Não há volta a dar a isto, fico triste para ser sincera, mas a realidade é esta. 
Podem-me falar em conveniências, erros de percurso, medo da solidão, ego inchado, atracções, atractivos físicos ou financeiros, mas não me falem em amor.
Lição nº 3: Vive com sinceridade, aquilo que os outros fazem ou te fazem não está nas tuas mãos. Vive e ama com o coração, sem esquemas e mal-entendidos. O que for teu, será teu…

E é isso.. coisas boas e algumas aprendizagens, que mais se pode pedir?


Esperança! E venham daí os 26..



sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pausa para a poesia - Banal

Metes esse ar forte, de quem sabe o que quer
No fundo, és um mundo prestes a desmanchar
Desfilas saltos, boa.
Eu sei que estas perto de te afundar
E puxas o cigarro, só para te disfarçar,
Sabes bem, isso não te vai ocupar
E mandas as tuas sátiras cruéis, como se o mundo fosse teu
Jovem, o mundo é meu!
Isto não é teu, nem meu, é geral!
Anda tudo meio acabado, não encares assim, é o normal.
Sê menos pragmática, afinal..
Isto anda tudo mal..
Tudo uma loucura, é viral?
Não me importo, sinto-me entre o bem e o mal.
Entendes?
Merda .. e eu que queria ser banal.

  

Pausa para a crónica - Red Wine


Dizem, que o escritor é o reflexo das suas experiências, pois hoje foi o pior dia da minha vida.

Dizem que a desilusão dói no coração, mas eu acho que dói no corpo todo. Já sentiram isso?

Como se não te conseguisses movimentar, os olhos perdidos e a mente em erupção. Como se pudesses matar e morrer ao mesmo tempo. Em que o único desejo que tens é sair e gritar, bem alto, como te doí a merda que os outros fazem.

Dizem por aí que as pessoas são más, outras são loucas ou cobardes. E eu sinto que não me encaixo nisto. A minha maldade existe, mas não tem coragem para sair à rua, a minha loucura, se calhar não é assim tão louca e minha cobardia, essa, não acorda comigo de manhã.

É impressão minha, ou as pessoas estão a adoptar um modo de vida, meio estranho e estúpido, no qual ganha quem enganar, manipular ou usar mais?

Dizem que os escritores são doidos, sim! Sinto-me verdadeiramente doida e doente nesta sociedade onde nunca se sabe quem é quem. Estou doida e tonta, esta última parte, deve ser do vinho tinto que me faz companhia, numa noite triste e chuvosa de Abril.

Se ter dúvidas, é normal. Fazer delas, desculpa para lixar os outros, é ter mau carácter.

Mau carácter… Mau carácter é vago demais. Todos nós temos tentações, a sensação clara e quase diária que não podemos fazer determinada coisa, mas que mesmo assim nos apetece, mais que tudo, fazê-la.

E o mundo distingue-se nos que não fazem e nos que fazem. Quase todos acabam por fazer. Fracos!

Fracos… Fracos é vago demais. Fraco é aquele que sucumbe. Por mais que o mundo ande todo ao contrário, forte é aquele que rema contra a maré. Aquele que luta até o ultimo fôlego, aquele que resiste até ao coração deixar de bater.

Mentiras, às vezes é preciso mentir, poupar, ocultar. Se não mentimos arranjamos problemas, e a verdade é essa, nua e crua. Mas há mentiras e mentiras. Há mundos ocultos e mundos ocultos!

Mentira, termo demasiado vago. Uma arte que nem toda a gente tem, essa de enganar. Para mim, escritora doida e tonta, arte que o esperto pensa que tem, e que só dá certo quando o enganado é burro ou quer ser.

Burrice, idiotice, estupidez. Coisas comuns em nós.

Eu podia chorar por ser estúpida? Podia… mas a lágrima não corrige a estupidez, a lágrima só lava a alma, e a minha, não está suja, está apenas vazia.

Chove-me na janela pequena, uma cidade ainda por acordar. Um vinho que me invade e preenche os buracos feitos por essa bala, mal lançada. Eu não merecia? Quem merecia a bala?

Dizem que eu sou uma escritora dramática. E eu concordo, não sei escrever feliz.

Feliz…Feliz é vago! Talvez o mais vago conceito de todos os tempos. O que é ser feliz? Que raio é que esta gente, meio gente, procura? Correm tanto, para chegar onde? À solidão.

Correm para chegar a um lugar, sozinhos e vazios.

Chegamos ao ponto, ao ponto alto da questão, queremos passar por cá e viver ou queremos passar por cá e achar que vivemos?

Digo-te eu, escritora não reconhecida, não paga, tonta do vinho e doida com a sociedade que me envolve. Eu quero viver! Quero e exijo viver sem dúvidas de merda, pessoas médias, pessoas mais ou menos, mentiras e ocultações.

E sim, eu vivo para isso. Sou estúpida? Estupidamente recta, inusitada e doida.


Certo.. não escrevo mais a tinto. 


Pausa para a música - Rihanna - WHAT NOW

Nada mais apropriado...
 
"...I've been ignoring this big lump in my throat
I shouldn't be crying, tears were for the weak
Whatever it is, it's just laughing at me
And I just wanna scream
I found the one, he changed my life
But was it me that changed
What now?
I just can't figure it out
What now?
I guess I'll just wait it out
What now?
Somebody tell me
What now?

I don't know where to go
I don't know what to feel
I don't know how to cry
I don't know ow ow why
I don't know where to go
I don't know what to feel
I don't know how to cry
I don't know ow ow why
I don't know where to go
I don't know what to feel
I don't know how to cry
I don't know ow ow why"
 
 

Pausa para a Poesia - Pequeno Vagabundo


As coisas mais importantes são sempre as mais difíceis de dizer
São formas de vida invertidas, são prazeres amargurados, amores ultrapassados
As coisas mais importantes são sempre as mais fáceis de perder
São desilusões previstas, guerras perdidas, almas tão vividas
As coisas mais importantes são sempre as menos esperadas
São a faca afiada, a amarra pendurada ou uma existência amargurada

As coisas mais importantes são sempre as menos alcançadas

São do coração apertado, do olhar desmaiado, do choro meio brotado
As coisas mais importantes são aquelas que nunca vemos

São a mão na mão, verdade no coração e fazer com amor toda a canção

As coisas mais importantes são aquelas, que jamais esquecemos

São o erguer do fundo, fazer um novo mundo, ser da sociedade, o pequeno vagabundo.