domingo, 3 de agosto de 2014

De volta ( Instagram photos)

E assim se passaram as férias.. voltamos com tudo? voltamos pois...

#alma renovada

"Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo."





































































quarta-feira, 23 de julho de 2014

Desaparecida? (Instagram fotos)

Olá gente boa!!
 
Ando desaparecida.
 
Já algumas pessoas me andam a perguntar "Não tens escrito?"
 
A verdade, é que não, estou com mil coisas na cabeça, mas não tem dado.
 
ENTRE PROBLEMAS COM A CASA, EXCESSO DE TRABALHO E UMA NECESSIDADE MUITO GRANDE DE FÉRIAS...
 
TAMBÉM TENHO ANDADO A APROVEITAR O VERÃO E A DIVERTIR-ME COM A MINHA MALTINHA!
 
Volto em  breve..com força (espero eu).
 
Boas férias e aproveitem bem.
 
 


#pesmaislindostodospicados
#reuniaodeamigos
 
#selfie

 
#selfie
 

 
#lápisparaesquecer

 
#riozezere

 
#riozezere

 
#riozezere

 
#maemaislinda

 
#festadaterrinha

 
#pequenoalmoço

 
#selfie

 
#toolate
 

 
#selfie

 
#xavidocoracao

 
#tertulia

 
#quemnunca

 
#filipa

 
#amigos

 
#festa

 
#ana


 
#festa

 
#festa

 
#festa
 

 
#selfie

 
#músicalinda


Até já !

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Esta história da Autobiografia

Anda-me a dar a volta à cabeça!

Apesar de ser complicado, escrever a minha história em 350 palavras, é um desafio alucinante. Talvez não faça muito sentido, do alto dos meus 26 anos, mas é engraçado. 

Com o texto anterior, eu não ia ganhar o concurso, para o qual, ele foi escrito. Porque não é criativo, é apenas informativo.

Mas precisei de compilar a informação, solta na minha cabeça, par chegar a um produto final, que "venda".

Como fazer isso, sem sabotar a nossa própria história? Como tornar um texto e uma vida aparentemente normal, em algo que leve um leitor a ler até ao fim?

Andei a ler, e achei isto:

"Autobiografar-se é confessar-se. Escrever na minha idade uma autobiografia é uma dor que noutra idade seria um bálsamo. Aos oitenta anos seria um prazer. Agora é muito doloroso. Vou abrir de janelas de par em par as paisagens da memória adormecidas. Feridas vão abrir-se, sonhos recalcados vão regressar, desejos adormecidos vão despertar. Talvez a escrita sare o que o tempo teima em não curar."

É um bocado assim, aos 26 anos, todas as memórias são frescas, e algumas, preferimos não contar. 

Autobiografar-me é uma viagem. Que passa por paisagens fascinastes mas também por territórios verdadeiramente minados. Isto é a vida.

Cheguei a um produto final, continuo a achar que não vai ganhar. Mas é a minha cara..e ainda bem porque se trata da minha vida. 

Quinta-Feira já vos vou mostrar, o que é que isto tudo, deu!

Boa Semana com calor!!!











domingo, 6 de julho de 2014

Pausa para autobiografia - Inês por Inês - O TEXTO

Isto é um resumo.. e agora como é que se transforma um texto de 816 palavras em 350?? que merdinha...

Bora lá praticar a arte da síntese! ate já! 


O meu caminho na estrada da vida começou, numa tarde solarenga (segundo me contam), no dia 10 de Abril do ano de 1988. Eram mais precisamente 15h30, quando nasci, na antiga maternidade, entretanto fechada, em Tomar. Sou filha de um alentejano e de uma mulher do Ribatejo. Os meus pais escolheram viver numa pequena aldeia, chamada Vila Nova, no distrito de Santarém.

Há pequenos traços na minha memória que indicam que tive uma infância feliz. Uma avó presente nos primeiros anos, que substituía na perfeição a ausência dos meus pais. Lembro-me de dormir com ela, e da protecção que isso significava para mim, nunca mais tive essa sensação, até hoje. Lembro-me do pão com tuli-creme que ela me fazia, e levava rigorosamente à mesma hora, todos os dias, ao recreio da escola, lembro-me de fazer cara feia, quando ela me dizia, “Hoje é com manteiga, a avó deixou acabar o tuli-creme”.

Lembro-me, já mais velha, das brincadeiras e às vezes zaragatas com os meninos da aldeia. Os meninos da aldeia, que são hoje os meus melhores amigos. Acho que toda gente deve ter tocado às campainhas da rua toda e fugir, quem não fez isso?

Lembro-me da chegada do meu irmão, e do instinto de protecção que nasceu em mim, apenas com oito anos. Até hoje o vejo como o meu bebé.

Nunca fui uma adolescente, problemática, aliás sempre fui demasiado “mansa”. Nunca quis fumar, como os meus amigos insistiam que o fizesse, a droga foi um mundo que me passou ao lado, embora bem perto. Tive os meus namoros e saídas á noite, mas tudo bem regrado. Talvez por isso sempre mereci a confiança dos meus pais. Aos 16 anos já passava férias com amigos, e foi com eles que cresci, que comecei a ver o mundo, foi também com eles que aprendi aquilo que queria para mim e aquilo que definitivamente não queria.

Sempre fui boa aluna, não propriamente a mais inteligente da turma, mas sem dúvida a mais esforçada. O 10º ano de escolaridade marca a minha vida, para sempre. Na descoberta de mim mesma, do gosto pela escrita, da formação da minha personalidade. A minha mãe passou de me chamar “ alentejana com o teu pai” para “ mula brava”, acho que ela queria dizer alguma coisa.
Nesta altura comecei a sentir, que Tomar era pequena demais para mim. Inconscientemente,  sabia, que ia sair dali, ver outras coisas, aprender a ser só, que era uma coisa que eu não fazia a mínima ideia do que era.

Entrei na universidade em 2006, em Lisboa. E acho que foi neste período de três anos que se dá o verdadeiro pulo, torno-me adulta. Fiz grandes amizades, grandes descobertas, grandes aprendizagens. Lisboa na altura era um mundo novo, por descobrir.

Terminado o curso, no tempo previsto, e numa conjuntura económica difícil, eu sabia que não era possível ter manias de doutor! Não queria voltar para Tomar, por isso agarrei-me ao que havia, trabalhei numa loja de roupa, em pleno Chiado. Seis meses, numa escola como eu nunca tinha tido, dez mulheres num espaço, durante oito horas, sete dias por semana, dá para viver lições que ficam para a vida.

Tive sorte, sempre tive, surgiu uma oportunidade de trabalho, com condições melhores e eu aproveitei-a, aliás continuo a aproveitar.

No meio disto, passei por várias mudanças, vivi numa casa com 9 pessoas, partilhei casa com uma amiga, e agora vivo sozinha. Um orgulho enorme e uma sensação de liberdade que poucos jovens da minha idade têm o privilégio de sentir.

Realizei nos últimos anos, grandes sonhos, um deles, ver o mundo. Viajar é a melhor sensação que tenho. Criei um blog sobre viagens e o sonho da minha vida é deixar a secretária e viver da escrita de viagens. É isso que me faz feliz.

Acho que nem todos nascemos para o mesmo, para ser sincera, a vida típica não me emociona. Não quero um casamento, talvez queira um amor. Não sei se quero ser mãe, não sei se me apetece ser igual a toda a gente.

Dizem que não podemos imaginar o futuro, devemos viver o presente, respeito as opiniões de toda gente, mas para mim quem pensa assim, esta acomodado e não se dá ao trabalho de sonhar, por puro medo da frustração.

Não sei como vai ser o resto que me falta viver. Mas eu sonho..

Sonho com meus futuros sobrinhos, os meus pais velhinhos, os finais felizes dos meus amigos, o meu nome na capa de um livro que atravessa os Estados Unidos, uma casinha na praia deserta e eu velhinha nessa casa, a escrever.


Daqui a 40 anos, ao ler isto, tudo pode ter sido diferente. Posso até já nem ter tempo para ler estas palavras, mas eu sei que também existe a secreta possibilidade de acabar de ler esta autobiografia, com lágrimas nos olhos e a dizer baixinho…. e foi assim. 

#PIECES_OF_ME


Pausa para a autobiografia - Inês por Inês

Olá gente gira!

O meu trabalho desta semana, é nada mais nada menos, do que a minha história.  Até aqui tudo bem, não fosse a obrigação de o fazer em apenas 350 palavras! Detesto limitações!! Mas bora lá! 

Primeiramente vou escrever a história com todos os factos e posteriormente, vou tentar extrair o sumo desse primeiro texto. 

Já volto com alguma coisa boa para vos contar (espero eu)!

Bom Domingo (de chuva)!

#SELFIE


quinta-feira, 3 de julho de 2014

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Pausa para o conto - Uma história suja

Foram felizes para sempre… Que se lixe os finais felizes! Isto não é um conto para vos embalar. Está, é uma história suja.

Era uma vez, aquela que nunca foi princesa. Aquele tipo de mulher que todos sentenciam. A outra, a segunda opção. Essa mesma. A destruidora, a intrometida, a puta!

A puta nem sempre é feliz, acreditam? Às vezes também ama.

Ela sempre foi forte, independente, guerreira e eu? Eu nunca tinha conhecido uma mulher com a bravura que ela tinha nos olhos.

A não princesa que vos falo apaixonou-se, sem maldade, quase sem querer, por um homem comum.

Ela amava de uma maneira, como se o mundo pudesse acabar. Ela não tinha intenção de magoar ninguém, nunca teve. Simplesmente acreditou que podia tentar, ser igual a toda gente.

Mas às vezes a vida corta-nos os sonhos, há feridas que se abrem e matam lentamente os nossos pedaços. Nem todos nascemos para ser bem-amados. Vale mais amor nenhum, do que pouco amor.

Na opinião deste homem, ela nunca foi merecedora de amor, nunca foi a opção. Ele usou os caminhos da pela macia que ela tinha, prometeu-lhe um sonho, fê-la acreditar que a magia acontece e que os olhos não metem.

Contudo o ser humano, na generalidade, é pérfido. Um egoísta. Um homem que desperta o amor de uma mulher, sem ter intenção de o retribuir, não serve para ninguém.
E depois?

Depois… há um corpo desfalecido, uma alma a precisar do aroma perdido, uma pele ignorada, esquecida. Uma ferida no ego, que não sara. Uma vida entregue ao nada.

Ela não recuperou, eu sabia. Nada que eu fizesse agora, a podia curar.

Ela ficou sozinha. Fria, desprovida de amor-próprio, cansada da vida.

Morta.


Eu matei-a. 

Porque não soube valorizar a puta que eu tive a sorte, que me amasse.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Pausa para a crónica - Feia, é a mulher sem conteúdo.


"A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos e uma malícia que inquieta a todos quando sorri... As pessoas questionam. O que é que essa mulher tem?! Ela tem algo. Pronome indefinido: algo. Ficar bonita, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas."
Feia, é uma mulher presunçosa, de nariz empinado. Sem sequer ter motivos para isso.

Incapaz de dar valor ao que tem e ao que é, por dar tanta importância aos que as outras são.

Feia, é a mulher sem personalidade, que é apenas uma cópia de alguém.
Feia, é a mulher falsamente segura.
Feia, é a mulher que não sabe viver com ela própria.
Feia, é aquela que não deixa ninguém brilhar, porque tem uma necessidade constante de ser o centro das atenções.
Feia, é uma mulher que acha que sabe sempre tudo, mas na mínima adversidade não faz ideia do que fazer.

Feia, é a mulher sem conteúdo.

O resto. O resto são pormenores.
 

 

 
 

 

 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Pausa para a crónica - Animal

Lembro-me de olhar, para ti, meio desconfiada. Às vezes o olhar, de algumas pessoas, é tão vago, tão cheio de nada, que por isso mesmo, faz com que me demore na sua análise.

Mania das pessoas de quererem desvendar tudo no início. Nós nunca vamos conhecer o fundo da alma de alguém. Às vezes nem o nosso.

Esta é a história de um animal. Um animal, louco. A maior parte de nós nunca passará, de desejos animais, carnais, banais. A maior parte de nós nunca deixará de ser um louco disfarçado de exemplar.

Naquele dia, eu estava disposta a dar de mim. Tenho passado grandes períodos a tentar dar de mim. Mas não era uma parte minha, qualquer. Há partes de mim, que não prestam, não podem ser dadas. Não devemos dar coisas más aos outros.

Nem sempre é assim. Mas naquele dia foi, eu dei-te o melhor que tinha. Quando nós damos o melhor que somos, desejamos que nos retribuam. Nem sempre é assim.

É nesse momento, que acorda o bicho. Acho que toda a frieza, o calculismo, o mal e a desconfiança, vêm das feridas que a vida nos vai abrindo na pele. Daquelas que não lambemos, não curamos, que preferimos que sarem sozinhas.

Essas deixam marca, criam hábitos de dor. Transformam-te.

E depois disso? Como é que se volta ao início, como é que se esquece o rasgão nos afectos.

Este animal que vos escreve, não tem respostas. Este animal que vos escreve, é demasiado complicado, ou então ainda está a descobrir a ligação de todas estas coisas estapafúrdias, que a vida nos vai pondo no caminho.

Este animal..que sou eu. Gosto deste termo. Nunca me senti verdadeiramente igual aos que se dizem “não-animais”.

Na generalidade o humano racional irrita-me.

Há muito mais mentira na boca dos humanos, do que verdade. Há muito mais má intenção do que bondade.

Vaidade, irresponsabilidade.

Naquele dia, mais uma vez, eu tive o combate, nas minhas entranhas. As batalhas entre a razão e a emoção são sangrentas.

Há coisas que nascem de certos combates..

Nascem verdadeiras fortalezas, animais mais preparados, mais temidos.

Nasce em mim, coisas que eu nunca vi, não sabia que tinha. Nasce a paz. A vontade de viver longe dos monstros, dos animais amansados, das falsas feras e dos amestrados.


Nasce a vontade de viver perto dos animais selvagens…  tal como eu. 


Pausa para a poesia de Alguém - Nós (sobre)vivemos

Este poema não é meu, nem sei ainda quem o escreveu, faz parte do festival de escrita em que estou a participar.

Está no Asas, porque é muito bom! Faz-se boa poesia neste país! 

" No meu devaneio és eterno e destemido.
Vens lentamente na noite, que se faz demasiado curta para nós,
que não respeita o que temos para trocar.
Não lhe importa que tenhas que afagar cada milímetro,
para que a sintonia seja só nossa,
para que me faças sentir tua.
Não somos exigentes, apenas queremos tudo.
Consomes-me com toda a raiva que me tens,
Afogas os meus gritos dilacerados na tua boca.
E os nossos caminhos são quase paralelos.
E como tudo o que tem que ser na vida:somos uma sombra do que fomos.
Quando o sol está alto,
as sombras de nós fazem-se maiores que a vida,
constroem-se gigantes sem esperança. 
Voltar ao destino custa, dói por dentro, mói a alma;
Esbate o sorriso, fraqueja o ímpeto, dilui o desejo.
Nós… (sobre)vivemos."