domingo, 12 de outubro de 2014

Pausa para a poesia - No muito que não é visível

Foi por tudo o que não disseste
Tudo o que ficou por se conhecer
Palavras presas no brilho dos olhos
Na noite que fica sempre por acontecer
Movimentos lentos como quem passa
Sempre sem querer ver chegar, o amanhecer.
Deixamos de lado, esse, meu e teu segredo
Foi por tudo o que não calhou
Que sentimos, esse, meu e teu medo
Que sentimos, como quem nunca amou.
Foi por tudo que nos separa
Tudo tão longe de ser possível
Sons mudos de um olhar, no pouco que nos ampara
No muito que não é visível.
Foi por tudo o que não inventamos
Tudo o que não ouvimos na canção
Nessa estrada, que pouco andamos
Nesse despertar da nossa emoção.



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Let's talk #1

 
Antes de mais quero agradecer, a todos aqueles, que lêem o Asas. Sem vocês, amigos e seguidores, nada disto faria sentido e não metia metade da graça.
Agradeço também as criticas que me têm feito, só dessa forma é possível melhorar.
Um escritor vive da leitura dos outros.
Infelizmente, e apesar de receber com agrado as vossas sugestões, eu não faço só isto. O Asas não me paga conta nenhuma, com muita pena minha.
Escrever uma crónica e um poema por semana, com a mínima qualidade, obriga a um exercício que só quem escreve sabe do que falo.
Já para não falar que a inspiração não é sempre a mesma.
Tentarei responder o máximo possível a todos os pedidos, escrevendo mais.
Em relação ao conteúdo do blog, e á sugestão de não misturar fotos, looks, viagens e escrita, entendo a ideia.
Mas isto sou eu! Imprevisível e inesperada. Um dia tenho uma ideia, no dia a seguir já me interesso por outra coisa.
O Asas fala de liberdade. Em todos os sentidos. No que escrevo, no que faço, na maneira como difere de todos os outros blogues.
As blogueiras fashion não fazem poemas? Os viajantes não falam de amor nos seus blogues? Os poetas não são fúteis, nem vaidosos?
Entendo isso, mas vocês sabem que eu não boa da cabeça e gosto das coisas sem essas linhas separadoras.
O que não quer dizer que na próximo semana, mude todas as secções outra vez! Ou que não fique só com as viagens, que é realmente o que eu gosto de fazer e foi para isso que criei o blogue!
 
Isto é Inês Ramos.
Quem não gostar de uma parte ou estiver interessado exclusivamente em escrita ou noutra coisa qualquer, no canto superior direito, existem secções para que se possa escolher, o que se pretende ver ou ler.
Continuem a dar as vossas sugestões. Porque acreditem eu penso nelas. E muito!
Estejam atentos nos próximos dias. Tenho ideias.
 
 
 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Pausa para a crónica - Nos jardins que guardo cá dentro


Nem sempre somos capazes de transmitir certeza nas nossas escolhas, nem sempre a vida que temos, é a que gostávamos de ter.

Um dia acordo, e percebo, que sou um nada, um muito pouco na vida dos que me rodeiam, sou pouco e sou nada.

Não sou perfeita, como alguém um dia imaginou, não sou assim tão eficaz, nem tenho tantas qualidades, quantas, alguém um dia, me fez acreditar que tinha.

Sou carne e osso como qualquer um de vocês. Também sou orgulho, sou maldade, também sou inútil e nem sempre presto.

Nunca pedi mais do que o permitido, e quase sempre, até esse pouco, é negado.

Foge-me á compreensão, exalta-me a ignorância, perde-se a minha esperança, morrem os meus sonhos, sobrevive esta angústia.

Viver para surpreender não é assim tão fácil, e viver sem tomar atitudes e sem errar não é aprender.

Nos jardins que tenho cá dentro, ainda voam esses pássaros, ainda existe verde, ainda existe vida. Num mundo secreto, que ninguém pode entrar, para com o prazer normal do ser humano, danificar.

Aqui entro eu, quando o mundo cá fora anuncia a tempestade, quando as folhas caem, ou quando quase nada bate certo. Aqui fico eu… só para sentir que ainda consigo respirar.

Num mundo escuro e frio, onde cada vez mais os interesses são fugas perfeitas, para esquecer que existem sentimentos, num mundo que de mágico tem pouco, numa vida de desassossegos.

Nos jardins que tenho cá dentro. Sou livre e posso ser a mudança que gostava de ver neste mundo exterior onde sobrevivo. Sou mais do que imaginam, sou menos do que julgam, sou isenta de opiniões, julgamentos e futilidades.

Eu aqui sou sonho, nos jardins que guardo cá dentro, não existe muro de lamentações, nem dor, não existe juiz nem ditador.

Eu aqui obedeço apenas às regras que fiz a mim própria, não me assusto, nem grito! Falo baixinho, para ninguém escutar, a alegria que é viver num mundo sujo, e ter espaço, para criar um lugar mais dentro, um lugar mais puro, ou apenas um pequeno refúgio.

Talvez a única coisa que tenho, que ninguém quer mudar, moldar ou entrar. Talvez o único sítio onde ninguém há-de chegar, e ninguém pode destruir nem pisar. Nos jardins que guardo cá dentro… sou mais feliz...

 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Pausa para a poesia - Uma razão para valer


Dois teatros, dois mundos inalteráveis

Subiste as escadas do nada, e não paraste

Esqueceste os passos no chão frio, mas continuaste

Caminhaste sozinho, com medos maleáveis

Descobriste as coisas todas, tarde demais

Não sabes onde estar, nem o que ser, estás sempre a mais

E sabes bem, o teu tempo acabou..

Não esperes mais, o tempo nunca voltou.

Devagar, ensina-me tudo outra vez,

Dá-me uma razão para o fazer.

Dá-me uma razão para valer.

Essa saudade de quem não quer partir.

E o susto de quem está cansado de ser

Agarro-me a ti, mesmo que já não me queiras ouvir

Estou exausta da vida que fui viver.

Faltam-me o que não consegui olhar

Não digas que sabes como é, a vida dos outros é sempre fácil

Chegas como quem quer e sabe abraçar

Mas tu não sabes cuidar do corpo frágil

Devagar, ensina-me tudo outra vez,

Dá-me uma razão para o fazer.

Dá-me uma razão para valer.
 
 
 
 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pausa para a poesia - Os 28 dela


Quantos dias, 11, tem a nossa história?
Tantos, que muitos, não sabemos onde se perderam.
Somos feitas da diferença, mais isso nunca nos importou,
Somos a luta, de muitos dias e noites, que em nós se desvaneceram.
Quantos são os momentos que te ficaram na memória?
Irmãos são feitos da vida que corre e não se sente.
Da amizade que fica, onde o tempo passou,
E alguém, que diga o contrário, mente!
Quão importantes foram as nossas palavras, na derrota e na vitória?
Minha irmã, metade da nossa essência, é segredo
Ninguém conhece o fundo, como nós já o vimos,
Foi sempre assim, estiveste comigo na alegria e no medo.
Somos a prova de uma amizade quando ela não é contraditória!
E que os anos continuem a passar assim, suaves e implacáveis
Porque nós continuaremos a viver a vida, sabendo que do nada se fez tanto.
Sabendo como são as amizades infindáveis…
 
Feliz aniversário Mana Velha!
 

Pausa para a saudade

Adormeci e acordei com isto : Não te esqueças de mim!
 
 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pausa para a crónica dele - Resposta ao meu texto

Parece que houve alguém que ficou a pensar no que eu escrevi ontem!
 
MuiTo bom!
 
"Ok, os homens são esquisitos dou isso de barato.
Mas quando estamos interessados demonstramos e pronto, não andamos cá com rodeios. Agora existem é vários níveis de interesse podemos só querer papar, podemos querer deixar andar e ver no que dá, e é quando as melhores surpresas acontecem, e podemos apaixonarmos estupidamente e ficamos parvos e não vemos o óbvio.
Já as mulheres são a coisa mais complicada de entender (mais depressa resolvo um integral triplo que compreendo as mulheres). Tentar perceber se vocês estão interessadas é impossível no mesmo minuto tanto demonstram interesse, como parece que estão a ouvir a coisa mais entediante do mundo. Epá se querem digam se não digam também. As mulheres são peritas em brincar, ok nós gostamos do jogo, da conquista mas ao nível que vocês o levam é chato, farta. E depois vocês dizem aquele nunca mais disse nada, obvio ou se fartou ou então deixou de perceber se vocês estavam interessadas e não sabe mais o que dizer, esgotou todo o arsenal. E aí passamo-nos a sentir uns autênticos inúteis. E começamos a pensar onde é que errei quando é que devia ter dado o passo em frente. E ficam os dois a pensar o que poderia ter acontecido. Por isso só tenho um concelho para vos dar “DIGAM O QUE SENTEM PORRA!!!”.
Nós não somos burros!!!
 
And shit happens move on, the next will be better!!!!"
 
 
Amei :) Obrigado André Lagarto

 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Pausa para a crónica - Homens? Não percebo nada...

Hoje do nada, veio-me a cabeça, o típico choradinho que as mulheres costumam fazer por causa de quê? Óbvio. Homens!

Nunca pensei escrever para ajudar a entender o que quer que seja, mas agora, até que estou a achar piada. 

Um humano apaixonado, fica estúpido! Um ser humano, do sexo feminino apaixonado, fica estupidamente burro!

Antes de começar, quero só esclarecer algumas coisas. Eu sei que o meu público é maioritariamente feminino, mas também sei que alguns homens lêem o Asas, não pretendo ofender ninguém. Vou escrever a minha opinião, sobre o que vejo, e que felizmente não é geral! Há-de haver excepções!

Segundo, falar de relações humanas, é sempre complicado. Cada caso é um caso e cada pessoa é uma pessoa. Nem sempre é tão fácil com parece. Mas a vida é mais gira se brincarmos um bocadinho!

Se eu percebo de homens? Não.

Mas há coisas que eu sei.

Primeira queixinha: “ Ele só me quer para sexo, não quer coisas sérias, blablabla, sinto-me usada, são todos iguais, blablabla”.

Vamos lá ver uma coisa, salvo as tais excepções (faixas etárias mais altas / gajos atinados também os há, calma!), não há nenhum homem,numa fase inicial, que não vá logo por esse caminho.

São visões abismais neste sentido. A mulher conhece um homem, leva um tempo para analisar tudo! Beleza, trabalho, atitude, conta bancária, vida social, passado, futuro, casamento, historial.

Um homem conhece uma mulher e demora 5 minutos, para analisar apenas uma coisa: É Boa!

Esqueçam… só há duas opções.

Ou te convences e levas um estilo de vida, em que as relações casuais são prática comum. E aí óptimo para os dois.

Ou não dás essa confiança! O mal da maior parte das mulheres é que andam feitas parvas a sonhar com príncipes e na primeira oportunidade cedem! E conhecer a pessoa? Perceber o que realmente está ali?

Se ele quer, ele espera..  SIMPLES!?

Segunda: “Não sabe o que quer”

Coitadinho… do menino está indeciso. Não sabe se quer uma ou duas, esta ou aquela, ser livre ou não ser!

Muito sinceramente, eles sabem… sabem sempre! E nós devíamos saber que eles são uns egocêntricos da merda! Porque o que é giro é ser o centro das atenções!

Saiam dessa, dê por onde der!

“Pessoas inteiras não merecem pessoas pela metade”

Terceira: “ah ele não me entende, não me ouve, blablabla, ele é o meu melhor amigo e não quer saber, não vai comigo às compras, não vai, não faz, não ouve”

Vamos lá ver outra coisa, tudo bem, os nossos namorados, devem ser nossos amigos, ok! Ninguém quer ter uma relação para andar à chapada todos os dias!

Mas não podem achar que esta ali um confidente do caraças, para vocês contarem as vossas merdinhas todas de mulherzinha.

Esqueçam! Gostavam de ouvir, o dia todo, falar de futebol? Eles também não gostam de ouvir o dia todo, os eternos dilemas da mulher. Tem lógica!

Por isso, é que se diz que os amigos nunca se devem deixar de lado, por relação nenhuma! Outra coisa que tem lógica!

Quarta: “não confio nele”

Coisa mais estúpida! Como é que alguém vive, com alguém, em quem não confia?

Isto tem tudo lógica, e às vezes nós baralhamos tudo!

Sabes que ele tem um passado duvidoso, trai sempre, resumindo é um cabrão do pior!

É de evitar estes descarados claro, mas como nem sempre escolhemos! O melhor é deixar solto.. Prender vai ser sempre o pior que podes fazer!

Obviamente, não te deixes dormir! Coitadinha da parvinha que é a última a saber!

Mas andar atrás, cuscar e coisas assim… esquece! Ele faz o que tiver que fazer, e tu tomas a decisão que tiveres de tomar!

Normalmente traidores acabam por pagar caro, pelos próprios erros!

E pronto, por hoje ficamos por aqui!

Não tentem entender, são mundos diferentes… acho que a magia acontece exactamente por serem assim… mundos estranhos, um ao outro!


          Sorte!Azar? Ou és tu que és PARVA?
Mulher complica! Mas é o ser mais extraordinário que existe!


       "Em caso de paixão ----> usa o cérebro" 

domingo, 7 de setembro de 2014

Pausa para o Próximo voo – Dublin – Irlanda

Dublin - A mística

Dublin exerce um fascínio, em muitas pessoas. Nos que lá passaram, nos que estão por passar e até mesmo nos que não terão oportunidade de lá ir.

A mística da cidade talvez se deva aos vestígios dos vikings, á boa musica, aos Pubs lendários, ao humor típico irlandês e à vincada herança cultural.

Localizada na foz do rio Liffey, a capital irlandesa oferece, passeios fantásticos pelos parques, ladeados por uma arquitectura turbulenta, marcada por uma história fascinante.


Lugar de belas galerias de arte, boas conversas no quente, dos pubs, caminhos que vão dar a ruelas históricas, nesta que é uma das mais antigas cidades da Europa.


Dublin – Um pouco de história

O primeiro povoamento feito no território, que mais tarde viria a chamar-se Dublin, aconteceu com a chegada dos Vikings, entre o ano 700 e 900.

Bem antes disso, já a Irlanda, era povoada, por povos da época do Mesolítico, estima-se que a partir do ano 6000 a.C.

Porém, existem vestígios do período Neolítico, na Irlanda, tais como os Túmulos de Newgrange e Knowth, no condado de Meath, construídos em 3200 a.C., ou seja mais antigos que as Pirâmides de Gizé, no Egipto.

Os Vikings governaram Dublin, por quase três séculos, mas em 1171 os ingleses tomaram o poder da cidade.

A partir daí, Dublin tornou-se a capital do senhorio Inglês da Irlanda ( English Lordship of Irland), com uma população composta na maioria, por colonos ingleses e do País de Gales.

A idade média, em Dublin, ficou marcada pelas constantes rivalidades entre ingleses e galeses. Quem visitar a cidade, pode observar a mistura do moderno com o antigo, e as heranças destes povos de diferentes origens.

Dublin sofreu várias transformações nos séculos XVI e XVII, com a reforma protestante. A cidade mudava de aspecto.

No século XIX, Dublin sobreviveu a uma grande crise de fome, que vitimou mais de uma milhão de pessoas.

Em 1922, a Republica da Irlanda tornou-se totalmente independente. A guerra da Independência da Irlanda ou Guerra Anglo-Irlandesa durou de Janeiro de 1919 a Julho de 1921.

Em 29 de Dezembro de 1937, a nova Constituição da República da Irlanda  (em irlandês: Bunreacht na hÉireann), entrou em vigor.

A Irlanda aderiu às Nações Unidas em 1955 e à União Europeia em 1973. 

Os anos 90 ficaram marcados, pelo repentino crescimento económico do país que fez da Irlanda do século XXI, o país moderno e vibrante que se conhece.


Dublin - o que ver/ Onde ir

Pubs - O culto do pubs é algo muito próprio dos Irlandeses, os bares são um lugar de divertimento, lazer, boa cerveja e música. Nada com uma boa conversa no quente de um pub, uma música, amigos em volta de uma mesa de um lugar diferente. Temple bar é a zona mais conhecida em relação á vida nocturna de Dublin. A zona conservou na perfeição o estilo medieval com ruas estreitas de pedra. 

 Lista com os pubs mais tradicionais:
  • The Temple Bar
  • The Foggy Dew
  • O’Donoghues
  • The Brazen Head (o mais antigo da cidade)
  • O’Reilley’s
  • Whelan’s (o pub que aparece no filme PS. I Love You)
  • The Porter House
  • The Garage Bar
  • Oliver Saint John Gogarty
  • J.W. Sweetman


Castelo de Dublin – Construído no século XIII, veio substituir alguns vestígios dos Vikings. Está situado no local onde existia um lago, génese do nome da cidade, Dubhllin que quer dizer Lago Negro. 



Catedral St. PatrickConstruída em honra do mais conhecido santo Irlandês. De inspiração Gótica, data do final do século XII.




Cervejaria Guinness - História da produção de uma das cervejas mais famosas do mundo. Aqui também podemos encontrar uma das melhores vistas da cidade, no Gravity Bar, no topo da Fábrica.

Universidade de Trinity - Guarda algumas relíquias literárias, como o Livro de Kells, escrito 800 antes de Cristo, por monges irlandeses.


O' Connel Street - A avenida mais agitada da cidade. É o maior centro comercial ao ar livre da cidade.



Phoenix Park - Oferece agradáveis passeios, e observação de espécies animais e botânicas.



Como ir do Aeroporto de Dublin a ao centro da cidade? ( uma opção)

1- AIRLINK - 747 - Ida e volta - 10 euros 

Passa no terminal 1 e 2, e tem 12 paragens. Sendo que a mais central é a 8 ( O'Connell Sreet) ou 9 (Temple bar).

Passa de 20 em 20 minutos, até ás 23:20.

Se o bilhete for comprado dentro do autocarro só aceitam moedas! Pode ser adquirido online, ou no aeroporto. 

http://www.dublinbus.ie/your-journey1/timetables/airport-services/





Alojamento e Viagem ( pesquisa realizada em Agosto de 2014)



voos / 4 noites/ estadia com pequeno-almoço.

Oliver St. John Gogorty's Hostel, fica no cento da cidade (TEMPLE BAR)*

http://www.edreams.pt/


Boa viagem!  :D