quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Pausa para a crónica - Aquela malta que me enerva para c #?%&


Não me adianta de nada, andar com moralismos aqui no Asas, e depois escrever coisas que critiquem ou limitem, de alguma forma as pessoas.
Por isso antes de tudo, importa esclarecer que cada um tem o direito de ser como quiser e bem entender, as pessoas são livres! Mas eu, também tenho o direito de não gostar delas!! xD
Para quem vai ler e se sentir melindrado, não se ofendam. Se tu fores uma destas pessoas e se eu for tua amiga, é porque eu muito de gosto de ti e aturo-te com boa vontade.
Pelo contrário se eu não gostar de ti (e isso nota-se) fica a saber porquê, grandessíssima besta.
1-   Traidores

Para mim não existe essa de “gosto de me dar bem com toda a gente”. Tudo bem, um amigo tem mais amigos e ainda bem. Mas a relação de amizade é para ser respeitada acima de tudo, em certas coisas ou estas comigo ou estas contra mim. É o mínimo que eu exijo, porque eu também faço o mesmo, eu lixo-me toda, mas defendo com unhas e dentes, quem eu gosto. Quantos “amigos” nós temos ou tivemos, que na primeira dificuldade em que estas, fazem como se não fosse nada com eles?? Ou aqueles que só te dão bola, quando têm algum interesse? Ou quando não têm mais ninguém? Ou que te tramam para conseguir determinada coisa? 
Para mim, só fazes a primeira.



2-    Engraxadores

Coisa irritante! Aquela malta que lambe botas, para caraças, em troca das coisas.
Sempre ouvi dizer que, quem não chora não mama! Mas eu não consigo suportar, pessoas assim. Recuso-me!!!!

3-   Carentes
Toda a gente tem carências, é inevitável. Eu também tenho essas fases diabólicas! Mas existe malta que abusa, será que eles acham que eu só nasci para iluminar o caminho deles? "Você não é o centro do universo, não, viu?” Eu costumo ter a minha vida para cuidar… desculpa tá? (brincadeira - vem sempre)


4-   Invejosos

Eu conheço tanta gente que sofre de dor de cotovelo. Pessoas que invejam todo o tipo de coisas: estilo de vida, onde vais, onde estas, o que fazes, o que comes, o que vestes, o que tens e no fundo o que és. 
E vocês perguntam assim, “então mas isso é porque estás muito bem na vida?”
Ah ah ah
Não é só porque as pessoas são parvas e devem ter cocó na cabeça! 
Se vivessem um dia meu, já percebiam o que é bom para a tosse!
EPÁ! Se não estão contentes com a vida que têm, mudem, vocês não são árvores!  Não venham é minar a vida dos outros!
E para esclarecimento geral, eu sou feliz, sim, sobretudo porque vivo bem comigo, tenho uma família fantástica e uns quantos amigos geniais! Tudo o resto acredita, não ias querer para ti, otário/a!!!





5-   Críticos

Uma coisa é criticar o meu “trabalho” aqui, outra coisa completamente diferente é a minha vida pessoal e as lições de moral que as pessoas gostam de dar! Já te viste ao espelho? As escolhas são minhas, as consequências também! Vai cuidar da tua vida!
(os amigos claro devem continuar a dar-me na cabeça) ihih


6-   Os que se acham mais que os outros

Chegamos ao ponto… eu vivo razoavelmente bem com as pessoas dos 5 pontos anteriores.
Mas os desta categoria estão a levar-me à loucura! Eu podia bater nesta gente, mas não me convêm nada! 
Cheguei a um ponto que não consigo sequer olhar para a cara de pessoas assim, quanto mais manter um diálogo ou ser amigo.
Vamos aos exemplos para verem que eu não estou a brincar!

- Conheço pessoas que se acham mais que alguém pelo físico que têm: ok jovem, nasceste bonito, PARABÉNS! Isso não faz de ti um ser superior, lamento.

- Conheço pessoas que se acham superiores pelo dinheiro e bens que têm! Fantástico.. bom para ti. Mas com ou sem dinheiro continuas a ser uma merda na mesma, e isso é triste.

- Conheço pessoas que se acham superiores só porque sim. É a chamada puta da mania. Estas pessoas acreditam que são mais iluminados que os outros e pronto! Andam sempre com aquele narizinho empinado, como se todos lhe devessem vénia sempre que passam, acham que sabem sempre tudo e que o patego ao lado é um verme insignificante, burro e pobre.

Só mandar estes gajos todos para a ilha do tubarão.  




7 – O centro das atenções

Nem sei como explicar isto, mas existem pessoas que têm de ser sempre especiais.
Isto já me faz lembrar um texto que li no outro dia, “tu não és especial”. E é verdade.
Ninguém tem que passar os dias todos do ano a venerar-te, lamento! E se alguém o faz é porque ainda é mais estúpido do que tu!
Estas pessoas mimadas também deviam apanhar umas boas palmadas (da vida)!


8 – Os maduros

“AH QUANDO TU CHEGARES A MINHA IDADE” , “AH QUANDO TU PASSARES POR ISTO”.
Admito, pessoas com mais anos que eu ou com experiência de vida traumática, podem dizer isto!
Pessoas da minha idade e QUE nunca passaram nada na vidinha, não podem!
Há muita gente a achar-se muito maduro, mas com 20 e alguns anos, ninguém sabe da missa a metade. (falo por mim)
Baixa a bolinha, pequeno gafanhoto!

 9- Os que não me dão espaço

Eu sou uma pessoa esquisita. Considero-me divertida e social, gosto de festa, copos, amigos, encontros, cafés, conversas demoradas e também gosto de atenção, claro.
Mas quando eu não estou para isso (Como alguém diz, quando eu vou para o meu mundo), NÃO ESTOU MESMO!!
Capiche?
não é por mal, eu juro!
Mas pronto, fica aqui o meu pedido de desculpa público, por todos os telefonemas não atendidos e por todas as mensagens não respondidas e por todos os cafés que (ainda) não bebemos! Usem a técnica da Ana Moita - (Inês é urgente) - Resulta! ahah

10- Intriguistas

Ninguém gosta. Mas não me preocupam muito. A verdade aparece, sempre. Eu acredito nisto. 
Sei de muito boa gente que vai pagar caro, todas as porcarias que anda a fazer e muitas vezes a inventar, sobre a vida dos outros.



E agora que já expressei a minha ira, neste pequeno, grande texto!

Show must go on!!


Sejam felizes e não aborreçam muito os outros!
 Se gostam, cuidem. Se não gostam, afastem-se.


Imagens : Tumblr 
Desculpem as asneiras.









 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pausa para a crónica - Fugir do Planeta

 
Hoje estou danada com isto. Todos temos aqueles dias em que nos apetece enfiar a cabeça na areia e esperar que passe. Mais ou menos isso.
 
Parece que chegamos a um tempo que simples verbos, como respirar, comer, morar, deslocar, reproduzir, divertir, amar, ser, para maioria de nós, são difícieis de conjugar.
 
Esta é a verdade. Nunca ninguém disse que a vida era fácil, mas também nunca ninguém nos disse, que ia ser penosa como tantas vezes, acaba por ser.
 
Para a maioria de nós, a vida é dura.
 
Salários desajustados à função e ás exigências de entidades patronais, que mais que nunca tem a faca e o queijo na mão, afinal o que não falta é por aí gente que não se importava nada de ocupar o teu posto de trabalho.
 
Rendas de imóveis desajustadas, tendo em conta o salário mínimo nacional. Luz ao preço de ouro, televisão paga. Gasolina e transportes a preços ridículos.
 
Um Estado que nos rouba.
 
E para não falar só em dinheiro. A verdade é que nós apanhamos montes de pessoas estúpidas no nosso caminho. E muitas vezes esse caminho que já era difícil, torna-se uma estrada de rasteiras. Feita de pessoas que vão aparecer, só para te pôr um pé a frente.
 
A cada 40 segundos, uma pessoa suicida-se no mundo. Porque será??
 
Sejamos sinceros, para a generalidade, isto está de loucos. A vida é, na maior parte dos dias, é uma grande merda.
 
Antes que surja o boato de indícios claros de pensamentos suícídas da minha parte, não se preocupem, eu gosto muito de cá andar!
 
Devemos dar valor ao que temos, e acreditem que eu dou, justamente porque é tudo puxado a ferros.
 
Mas isto há dias, que dá vontade fugir! … só do planeta.
 
 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Pausa para a música - Mary Lambert - When you sleep

"I could make you happy, I could make you love me
I could disappear completely
I could be your love song
I could be long gone, I could be a ghost in your eardrum
I could make you happy, I could make you love me
I could disappear completely
Be with me, when you sleep, be with me"
 
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Pausa para a crónica - Perfect Body - (Jessica Athayde e a moda Lisboa) - em atraso

Estou atrasadíssima para debater este assunto, mas para bons temas, estamos sempre a tempo.

Jessica Athayde e a moda Lisboa.

Como devem calcular não vou falar sobre a actriz. Beleza é uma coisa muito subjectiva, na minha opinião, que vale o que vale, a Jessica é gira e está óptima, para andar de biquíni, onde quer que seja.

A actriz que me desculpe, se algum dia ler este texto, mas também não me parece correcto da parte dela, comparar-se as “mulheres reais”.

A Jessica vai ter que me perdoar, mas as mulheres reais, não têm acesso a tratamentos, não têm tempo para cuidar do corpo, não têm roupas “emprestadas”, muito menos alguém que lhes cuide da indumentária, a maioria da mulheres deste país, trabalha 8 horas, come mal, dorme mal, ganha mal e está atolada em problemas.

Não desfazendo obviamente do que se passou, porque notoriamente só mentes invejosas e mesquinhas poderiam falar da maneira como falaram, da actriz.

Mas se é de mulheres reais que queremos falar, então sim, acho que é tempo de colocar a mão na consciência e fazer alguma coisa para sair da escravidão em que vivemos.

Escravas dos parâmetros impostos por uma sociedade fútil e sem prioridades.

Ao contrário do que se pensa, o sexo masculino está fora desta guerra. São as próprias mulheres que exigem umas das outras, critérios absurdos de perfeição.

Li algures uma frase que dizia algo do género: “As mulheres vestem-se para agradar às outras mulheres, se quisessem agradar homens, estariam nuas.” Soa estranho, mas tem a sua lógica.

As mulheres competem, sabe-se lá o quê e porquê.

Não vou ser hipócrita, até porque já me assumi aqui, como vaidosa, que sou. Ninguém quer ser feio. O ser-humano precisa da aceitação do outro, precisa de “agrados” e elogios.

A nossa essência pede essa atenção. Mas também tenho que puxar a brasa à minha sardinha, não é um corpo ou uma cara que faz uma pessoa fantástica ou interessante, como eu sempre disse e escrevi aqui também.

Para levares uns piropos na rua e teres sempre pessoas a bajular-te, isso chega, mas para as conquistares, isso não assim é tão importante.

Nem sequer é uma questão de personalidade, cada um tem a sua e quem gosta acaba por se adaptar. Eu penso que tenha ver com carisma, com a maneira confiante como te apresentas, a sorriso que dás e os que escondes, a maneira como dizes que não gostas disto, simplesmente porque sim.

Existe uma quantidade de pessoas que não se afirma, só para não sair do padrão-comum.

As pessoas adoram ser umas iguais às outras, e eu detesto isso. Sei de muita rapariga gira, que não tem esse carisma e que nunca vai ter, enquanto não se desvincular da norma, assim como sei de uns quantos rapazes que a beleza nunca chegará, se não cultivarem outras coisas.

A minha geração, e as mais novas nem se fala, vivem de aparências. Vivem em constante busca por uma perfeição que nunca vão encontrar, tanto a nível físico com ao nível das relações com os outros.

É o maior erro do ser humano tentar agradar a todos, não tem mal nenhum, existirem pessoas que não gostam de ti, não foram com a tua cara. É então? 

Principalmente as mulheres têm esse trauma da aceitação, as mulheres até com as amigas são invejosas!

Estamos no caminho errado, se queremos criar um mundo mais igual, solidário e onde cada um é livre de ser como bem entender.

Não é a criticar os outros e a olhar só para o próprio umbigo que as coisas mudam. Algumas pessoas só mudam, quando começam a provar do próprio veneno.

Se nos defendêssemos e nos tentássemos ajudar, ao invés de sermos juízes de coisa nenhuma e narizes empinados por razão alguma, talvez todas, fossemos mais felizes.









Pausa para o pensamento - Um ser, que eu podia não ser.

Regressada da discórdia, como se a minha mente pudesse reviver cada medo e insegurança que a tua presença sempre me transmitiu. 

Pergunto-me vezes sem conta, como foi possível pensar-me feliz no meio das tuas lacunas e de quanta vida eu perdi, enquanto segurava na tua mão.

Desde sempre procurei nos cantos, razões sombrias, para nos desculpar. Encontrei sempre um motivo para não nos julgar, encontrei sempre uma força inútil, que me fazia continuar.

Estranha consciência que eu não podia estar nesse lugar, que o nosso tempo nunca ia chegar e que tu e eu… Tu e eu fomos um erro.

Suja de fracassos. Contigo a vida morreu aos poucos. Nós cavamos um túmulo, onde eu achava que plantava afecto.

Faltou-nos as promessas, mesmo que elas ficassem por cumprir. Este nunca foi um terreno para se jogar pelo seguro, o amor é um terreno incerto, no qual tu, nunca te deixaste cair.

Esse medo feroz que te ameaça, mais que protege e que te condena a não sentir, torna-te impróprio, imoral e um ser horrível, que podias não ser.

Um ser, que eu podia não ser. 




terça-feira, 21 de outubro de 2014

Texto informativo – Dores suspeitas

Nem só de balelas vive um homem, neste caso uma mulher, o assunto desta semana, é sério.

O nosso modo de vida, influencia directamente a qualidade com que vamos viver até ao fim nos nossos dias.

E antes que comecem, a merda das críticas, sim eu poderia considerar-me uma pessoa com modos de vida exemplares, se não fosse fumadora. Não escondo isso, mas também não escondo que começar a fumar, foi a pior coisa que fiz, provavelmente na minha vida toda.

Mas é exactamente por ser fumadora, que posso falar. É muito fácil para uma pessoa que não sabe o que isso é, chamar à atenção os outros. Não fumadores e fumadores de recreio, estejam caladinhos! Porque se fosse fácil, acreditem nenhum de nós, fumava.

Interessa-me também esclarecer que não basta não fumar, não beber ou não usar drogas. Má alimentação e vida sedentária também matam.

E por vezes, ainda, vemos pessoas, com óptimos hábitos e nenhum vício e morrem de uma dessas doenças actuais como o cancro ou problemas cardiovasculares.

Isto na realidade... é o que tem que ser.

Mas mais importante do que tudo isto, que são coisas que toda a gente sabe, é importante estar atento aos sinais.

Aos sinais do nosso corpo, aos sinais das pessoas que nos rodeiam. Principalmente as pessoas mais velhas.

É uma linha muito ténue, a que separa a vida da morte, quando falamos de um enfarte ou de um AVC.

É um dever nosso, estar atento, conhecer as doenças, os principais grupos de risco e os seus primeiros sintomas.

Não estudei medicina e por acaso não sou nada dada, a essas coisas, mas gosto de estar informada.

E acreditem, estas coisas não acontecem, só aos outros.

Alguma coisa está mal com o coração: Enfarte / ataque cardíaco…

Dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, podendo ser acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade.

Alguma coisa está mal com o cérebro: AVC (Acidente vascular cerebral)/ Derrame cerebral

Fraqueza nos membros, assimetria facial, alterações na fala e marcha, tonturas, alteração da visão ou perda.

Parece estúpido eu estar aqui a rever isto, mas acreditem que na última semana, tenho percebido que muita gente confunde os sintomas e as doenças.

Podia indicar os grupos de risco, as causas e o tratamento, mas isso está tudo na net, informem-se!

Posto isto, se sentirem alguns destes sintomas ou precisarem de ajudar alguém que os sinta, não hesitem um segundo. É urgente chamar uma ambulância ou levar a pessoa o mais rapidamente possível, a um hospital.

Para além da rapidez com que se intervém, nestes casos, definir a vida e a morte. Define também as lesões, com que se pode vir a ficar.

Cuidem de quem está próximo.













segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Pausa para a Crónica - Adeus ao nosso amor que foi para sempre


E sei amor, que prometi ficar contigo.

Sei que lutei por ti, mais do que é permitido. Sei dos planos que fizemos, todos os risos na casa cheia de nós.

Lembro-me das nossas diferenças, das discussões que tivemos. Como se isso, ainda tornasse o sentimento, mais vivo.

Lembro-me de cada traço dos teus olhos iluminados, nas noites que eram só nossas. Do vinho que entornamos no chão da sala.

Do amor que fizemos.

Lembro-me da necessidade constante um do outro. E de sempre, que me sentia só, pensar que a tua mão segurava na minha.

Eu nunca te vou esquecer. Tu e eu, fomos épicos.

Sempre acreditaste na efemeridade das coisas.Sem eu dar conta e sem tu dares por isso, nós chegamos ao fim.

Não deixei de te amar, mas deixei de te querer a ti.

Ninguém é de ninguém e não se ama apenas uma vez, tinhas razão. Tu que sempre desencorajaste as minhas fantasias do “era uma vez”.

Estou hoje aqui, para te dizer, que tinhas razão.

Quando a coração muda o rumo, não há nada que possamos fazer, a não ser, guardar e seguir.

Guardar-te meu amor. Seguir como quem segue sempre, para sentir.
Adeus ao nosso amor que foi para sempre.

Pausa para a música - Jamie Cullum - High & Dry - Radiohead original

"It's the best thing you have ever had, it's the best thing you have ever had.

Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry"

 

Cai bem com a chuva e comigo também!


 


domingo, 12 de outubro de 2014

Pausa para a crónica - Que a minha loucura nunca seja arrasada pelo mundo “ajuizado” que temos.

Passei a maior parte da minha vida, a tentar ser uma pessoa equilibrada.

Eu falhei. Ser fantástico cansa. É responsabilidade a full-time.

Sempre tive tudo controlado, reprimi essa índole indoméstica, até muito tarde. Quando parei de o fazer, descobri-me.

Não sei se é certo ou não, se tenho um problema em ser gente ou não. Mas eu não gosto do que vivo, não gosto do que vejo, eu não quero isto, nem aquilo, nem o que os outros fazem.

Não gosto do que outros pensam. Os outros, os muitos equilibrados, pensam que eu sou uma máquina avariada, dessas que se guarda como relíquia, no sótão.

Mas eu não sou avariada, sou apenas desigualada.

Passei a maior parte da minha vida, a achar que que precisava de ser concertada.

Pensar diferente tem muitas consequências. É discórdia permanente.

Mas talvez não seja eu a errada.

As pessoas perderam a verdade, os equilibrados de hoje vivem num mundo de ilusões.

Já ninguém sofre, passam a frente. Já ninguém busca o sentimento. Todos querem chegar longe, sem grande esforço.

Ninguém se preocupa com ninguém.

Os equilibrados que o mundo conhece, não passam de egocêntricos, impostores, ladrões da exactidão.


Que a minha loucura nunca seja arrasada pelo mundo “ajuizado” que temos.