Fevereiro é um bom mês para recomeçar, li algures. Fuck this shit… Estou tão farta de
recomeços! Recomeçamos quando algo acaba mas não necessariamente porque algo começa.
Hoje tenho dúvidas que todos os finais sejam inícios de alguma coisa porque os
finais vão matando. Os finais matam coisas boas que existiam dentro e mesmo que
haja maneira de as recuperar, nada será igual. Enquanto começa e não começa, só
sentes. Não é dor física mas parece, não é depressão mas assemelha-se. É um
estado instável de pouco amor. Pouco amor ao que és, o único tipo de amor que
nunca deveria falhar. Talvez Fevereiro seja um mês perfeito para pairar nessa
neblina que é o encontro que preciso ter. Eu preciso ter.
"O objectivo da viagem não é ir para onde quer que seja. É ver e viver." Bem-vindo, vamos voar?
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Pausa para a poesia - Sentir-te
Serias tu capaz de guardar esse segredo?
É que eu acho que me perdi. Perdi as percepções.
E agora tudo que faço é movido pelo medo.
Perdi a razão, arrasei todas as minhas convicções.
Talvez tenha ficado magia por se beijar
O corpo e a alma que ficou por agarrar…
Em todos os dias em que nos encontramos no nosso lugar.
Serias tu capaz de guardar o nosso desejo,
Como quem morre apenas por um beijo?
Morro nos teus olhos e na nossa despedida
Quero saber como estas e como vai a tua vida
Tu que és a parte do amor mais escondida.
Serias tu capaz de ser tudo e depois nada?
Pedes-me mais mas a história foi mal desenhada.
As voltas que dás ao que és, ainda não as sabes definir
E eu quando posso falar na verdade nunca sei o que te dizer
Disfarço, disfarças e tentamos não lembrar o que queremos
sentir,
Sentir-te, para além das palavras que não chegaram a
acontecer.
Sentir-te, para além de tudo o que nos faz esquecer.
Sentir-te, serei eu capaz de o fazer?terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Pausa para a Crónica - Diversidade Religiosa
Esclareço antes de mais que o que escrevo nesta e em outras crónicas do
género é apenas uma opinião que não têm o objectivo de ofender ninguém e
baseia-se apenas no conhecimento que eu tenho e continuo a procurar ter em
relação ao tema. Não estou a escrever numa perspectiva hostil (como muitas vezes escrevo) mas sim numa outra vertente de mim: atenta e
preocupada.
A questão da diversidade religiosa é um assunto de extrema importância nos
nossos dias. A maior parte dos conflitos mundiais actuais ou não, têm ou
tiveram, algum fundo religioso, a par das questões geopolíticas e económicas
que infelizmente muito interferem na questão.
Já de alguns anos a esta parte que não é possível ignorar que o mundo tem
problemas graves por resolver. Seriam muitos os exemplos que infelizmente teria aqui para escrever se recordasse todos os “ataques” motivados pelo
radicalismo religioso, mas obviamente que o caso do Charlie Hebdo está totalmente
presente na minha mente.
Eu não tenho respostas ou soluções. Tenho apenas dúvidas…Que Deus ou Deuses
são estes? Que crença é esta que obriga, mata, restringe, ridiculariza? Que
prisões são estas que o mundo insiste em entrar? Que insolência é essa a de
supor que a “minha” religião possa desvalorizar o que quer que seja? Que
estupidez é essa de sair por aí aos tiros e aos bombardeamentos só porque eu
penso diferente de ti e a minha fé não é a mesma que a tua?
Que deuses protectores e bons são estes? Seja qual for a religião existem
“leis” estranhas para mim e a mim (volto a frisar) levantam-me muitas dúvidas.
A religião perde todo o sentido e razão de existir quando não respeita
minimamente os princípios para os quais foi criada. A religião não é afinal um
culto que deve aproximar o humano de uma entidade que o faça sentir bem e em
paz consigo e com o seu semelhante? Acho que se anda a fazer tudo ao contrário
e o problema certamente não está só na Religião Islâmica. Crer nisso é um acto
de ignorância e arrogância.
Por exemplo, o Cristianismo, que condena o uso de métodos contraceptivos. Há 2,4 milhões de mortes por ano, só na África Subsariana, devido ao HIV. Não contrariar esta tendência ou incentivar para
que ela aconteça não será também um acto de terrorismo? Uma família
a viver de rendimentos mínimos com 3 ou 4 filhos precisa mesmo de mais uns
quantos? Ou quem sabe, deixar de fazer sexo possa melhorar significativamente a
vida do casal? Tem lógica?
O Judaísmo e o seu Messias que permite deixar Árabes Palestinos
ou Palestinianos apriscados na Faixa de Gaza, porque ser egoísta e não ter
capacidade de partilha é que é bonito? Não estou dizer que os Judeus têm ou não
razão de reivindicar Israel e a zona da Palestina, isso não interessa para o
caso. Mas a religião não devia promover a partilha e o entendimento? Ou é a
fazer muros que as coisas vão para a frente?
O Hinduísmo, os seus Deuses e uma sociedade que desrespeita todos os
Direitos Humanos (falo especificamente da Índia) acreditando que determinada
pessoa nasce na casta mais baixa ou inexistente, porque merece? E se não se
portar bem (se não servir os outros) ainda vai reencarnar em coisa pior na
próxima vida. Estes Deuses são justos?
O Islamismo e os seus extremismos, que tudo indica, devem defender Alá até
às últimas consequências e quem sabe morrer e matar por ele. Estamos bem é a
morrer? Estão bem é a explodir crianças e pessoas que nada têm a ver com as
vossas loucuras? Que deus é esse? Não defendo radicalismos. Qualquer fanático
religioso, capaz de atrocidades contra a vida humana é na minha opinião, um
louco. Mas é importante não esquecer que existem radicalismos e muita estupidez
em todas as religiões e políticas.
Continuaríamos assim a achar muitas incoerências em todas as religiões do
mundo e continuaremos a seguir doutrinas que os homens (e não os deuses) nos
impõem.
Nenhuma entidade supostamente protectora da nossa existência pode permitir
que ultrajes e atentados à vida sejam uma obrigação. É inconcebível para mim
que esses Deuses permitam ou incentivem a matança e a humilhação. Cada um é
livre de acreditar no que quiser, ok! Desde que não perturbe a liberdade
individual de ninguém.
A culpa não é dos Deuses, nunca foi. A culpa é dos humanos, das cabeças
doentias que tratam os povos como se fossem donos de alguma coisa, de pessoas
que não fazem a mínima ideia de que é viver em comunhão com uma entidade e com
a diferença. Os fundamentalistas de qualquer religião estão a falhar porque
criticam todas as religiões, menos a sua. Enquanto não se olhar com lógica para
os próprios erros não vamos resolver nenhum conflito, não vamos ter respeito,
não vamos parar de sacrificar pessoas, não vão parar de morrer inocentes.
Não autorizem que vos castrem a possibilidade e liberdade de pensar e de
fazer as coisas certas: falando, discutindo, procurando a paz, respeitando as
diferenças, zelando pela própria vida e pela do próximo, seja ele quem for.
Independentemente da cor, país, política ou religião. Não autorizem que vos
imponham verdades, procurem-nas!
domingo, 18 de janeiro de 2015
Pausa para a crónica - Será que ainda há tempo para voltar?
O caminho é perpétuamente igual e
a paisagem é a mesma de sempre. Sou eu que vou diferente, vou exausta. A mesmice
das sensações e da vida estraga-me a alma e o canto que tinha sonhos. Ela
devasta.
Os cabelos agora tingidos de
branco abrem-me a porta das preocupações. Queria ser mais, cuidar mais, estar
mais e abraçar tanto e tudo.
Apesar de úteis os meus caminhos
estão errados. Apesar de aparentemente fortes as minhas escolhas fracassaram. Começo
a perceber isso quando deixo tudo e vou à procura do nada. Um nada frutuoso e confortável
que nunca deixará de ser tão pouco.
O meu bem-estar de nada serve quando
vejo na minha frente o tempo esvair-se nas mãos que em breve já não vão ter
onde (se) agarrar.
A luta de nada serve se não tenho
por quem lutar! Será que ainda há tempo para voltar?
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Pausa para a Crónica - Texto de final de Ano - Aponta para fé e rema! Boas Festas!
Estamos
a chegar ao fim de mais um ano e vocês sabem que eu tenho mania de fazer
balanços por esta altura.É estúpido. A alteração de ano não muda nada, mas dá-me alguma esperança e incentivo para a renovação e construção de coisas que ficaram por fazer. E por
dizer.
Tenho
medo de estar a ser ingrata com 2014, mas eu não gostei muito dele! Dizer mal
dele é ou pode ser considerado ingratidão porque na realidade eu tenho o mais
importante: saúde, trabalho, boa disposição e gente boa. Ok, ninguém diz o contrário
e estou muito grata por isso!
Porém,
2014 foi um ano que espelhou também muita frustração, por não conseguir ir tão
longe como gostaria, muitas preocupações de gestão financeira, problemas de saúde
de pessoas próximas, azares que destruíram pequenas coisas que demorei para construir,
desilusões, medo e ao mesmo tempo uma vontade gigante de mandar tudo ao ar. Na realidade eu não fui devastada por nada disto, porque me levantei como sempre faço e vou
à luta. Mas cansa.
Mandar
tudo para o ar: Sempre soube que a minha maturidade reside em contrariar o meu “pavio curto” (Pessoa de comportamento explosivo, pouco paciente ou tolerante),
na realidade acho que ele está cada vez mais curto. Não consigo encontrar a
calma e a paciência necessários para uma vida estável, não consigo admitir a convivência
com alguém que não esta de acordo com os meus parâmetros de respeito, e embora
isso se note cada vez mais, a maneira com o faço sentir ou seja a maneira como expresso isso está mais subtil. É chato contrariarmos o que somos. Acho que
nunca vou conseguir mudar totalmente, mas trabalho nisso todos os dias.
Problemas
e frustrações: As preocupações que me perseguem são de algum modo gerais. Este
país dá cabo de qualquer um, é frustrante! Eu sou uma sortuda tenho quase 27
anos e nunca tive desempregada, mas às vezes é desesperante! Levantar todos os
dias de madrugada, fazer o meu melhor, dar tudo o que tenho e às vezes até mais
que isso e nada! A vida não anda e se andar é para trás. Comes, bebes, pagas as
contas, tens pequenos (pequeníssimos) vícios e ócios e dá-te por contente! Eu não
preciso de muito mais para ser feliz, é certo. Mas eu tenho ambição, não posso
dizer que não. Eu não posso negar que gostava de ter uma casa melhor, não posso
negar que estou absolutamente cansada de transportes públicos e gostaria imenso
de passar férias onde desejasse. Há pessoas que me criticam por isto... mas
porra eu não estou sentada no sofá à espera que isto me caia em cima! Eu quero
conquistar as coisas com o esforço do meu trabalho e também quero ser
recompensada de forma justa. Se querer um país mais justo em oportunidades é
ser ambicioso então sim eu sou uma pessoa ambiciosa. Eu sei que é preciso ter
calma e persistência, mas não é fácil, acho também que eu nunca escrevi tão sinceramente e de forma tão directa sobre isto, mas ando um bocado estafada
de indirectas. Vingar sozinho é fodido! Ninguém tem culpa de ter pais ricos, ser de boas famílias, ter onde se
agarrar, eu não crítico! Mas não me venham com balelas porque essas pessoas
que às vezes ainda têm o desplante de fazer pouco ou mandar bocas, não fazem a mínima
ideia do que falam.
Desilusões:
Nós só nos desiludimos com quem gostamos, às vezes com quem gostamos muito e
outras vezes iludimos-nos a nós mesmos. Este ano foi intenso em relação a isto.
Preciso de dizer o que aprendi, nós temos que nos dar apenas a quem nos vê. E falo
de amizades, amores, laços de família. Se tu dás de ti a alguém que não te vê,
não te conhece, não te ama e não te retribui na mesma proporção, então esse é
um esforço inglório que nunca te fará feliz.
Desiludir
alguém, acontece! E ser desiludido também. Algumas pessoas foram feitas para
ficar na nossa vida e outras apenas para viver um pedaço dela. Embora te possa trazer
alguma tristeza e nostalgia aceitar isto, é a condição essencial para seguir em
frente.
Medo: Eu sou mariquinhas! Não parece, mas sou. Admitir os meus medos é achar o
caminho para os combater. Ao longo do tempo e das cabeçadas que vamos dando nós vamos ficando mais espertos, mas nem sempre isso é bom. Ganhas muitas
defesas desnecessárias. Às vezes é bom ir na onda, deixar essas amarras que nos
impedem tantas vezes de estar bem e de partilhar isso…
Eu
sou avisada para ter cuidado com isto e com aquilo e falar menos e contar
menos. Mas para quê? A vida é isto, é o que acontece e nem sempre está tudo na
palma da mão. A minha vida é desajeitada mas eu gosto dela assim. Gosto de a
partilhar assim com quem gosto, porque não a invento. É isso que eu mais gosto
em mim, eu não faço da minha vida uma casa perfeita de bonecas perfeitas e não
venho para aqui escrever só o que me acontece de bom.
Eu
sou isto e esta é a minha realidade nua.
Meus
queridos tenham um Feliz Natal e desejo muito que o nosso ano 2015 seja um
bocadinho mais compensador, não é preciso vir tudo ao mesmo tempo, mas um
bocadinho mais dava jeito! Se não olha, a malta sobrevive, sem a casa perfeita
de bonecas perfeitas, na vida que dá para ter. E melhor que isso? Sobreviveremos
felizes.
Boas
festas!
(p.s. 2014
apesar de eu falar mal de ti, obrigado por certas prendas)
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Pausa para a crónica – Comfort Zone
"A ship is
safe in harbor, but that's not what ships are for.”
É fácil ser herói quando se
domina o terreno, quando se conhece os caminhos, as pessoas e principalmente
quando se tem apoio garantido.
É fácil encher o peito, empinar o
nariz, falar de cor e ter todas as certezas do mundo, quando achamos que estamos
numa situação confortável, dentro da bolha que criamos, dentro da nossa zona de
conforto.
Apesar de seguros, será que
estamos felizes? Será que os nossos sentidos não estão limitados ou camuflados por
tantas fraquezas e frustrações que a falsa segurança esconde?
Será que a nossa compressão do
mundo é real, tendo em conta que não vemos, nem procuramos a diversidade e os
contrastes?
Será que evitando riscos e
dificuldades, estamos preparados a vida? Ou será que assim perdemos metade
dela?
Será que um dia se essa bolha rebentar, serás capaz de sobreviver, num
mundo que não fazes a puta da ideia que existe?
domingo, 30 de novembro de 2014
Pausa para o Pensamento - Leave
A vida vai dar-te muitas lições, vai
ensinar-te muitas coisas. Pôr todos os teus sentidos à prova, e acredita vais desesperar, vezes sem conta. Vais ter momentos em que te vais sentir perdido.
Mas é exactamente quando te
sentes na obrigação de decidir, que aprendes. É quando decides pôr um ponto
final na história que a vida te dará uma história nova.
Quando resolves partir, ela dá-te
o caminho. Quando lutas e não te deixas abater pelo medo, ela dá-te a solução.
Porém cabe-te a ti, reconhecer os
erros do passado e as oportunidades do futuro. Nada do que se passou revela o
que és, todos os dias são uma nova chance, de fazer mais e melhor.
Nada do que foste, nem os sítios
por onde tens andado definem a tua história. A história muda a cada palavra que
escreves, a cada sonho que tens, a cada pedaço de passado que arrumas.Pausa para a Crónica - Explora, Sonha, Descobre
São doces os dias contigo. Afinal essa coisa que toda a
gente fala, existe.
Admito.
Embora não mude o meu olhar céptico em relação ao amor e às
pessoas, admito, existe uma momentânea felicidade no coração dos entusiasmados.
Naquele curto espaço de tempo que a paixão dura, somos
felizes e sentimos que estamos mais vivos que nunca.
Meio aos trambolhões, meio embasbacados nas voltas de quem
quer tanto. Tanto bem ao outro.
Percebi que não se trata de mim, o amor nunca foi isso que
eu pensei. Trata-se antes de nós, de nos
fazermos felizes enquanto o tempo dura, enquanto quisermos que assim seja.
Sem pressas ou pressões, sem mais lágrimas e empurrões. Sem medos
…
A verdade descobre-se, descobrindo. Explorando… a vida
faz-se assim.
Sem imposições.
Com pequenas surpresas diárias de quem acaba de se achar, todos os dias.
Um estado de paz. O afecto é um estado de paz e segurança. Se
não o é … nunca te fará feliz.
Explora, sonha e descobre.
sábado, 29 de novembro de 2014
Pausa para a Crónica - Sex is full of lies - um assunto dos nossos dias
Homossexualidade?
É a atracção sexual
dirigida fundamentalmente para indivíduos do mesmo sexo.
“Sex
is full of lies. The body tries to tell the truth, but it's usually too
battered with rules to be heard. We cripple ourselves with lies. Most people
have no idea of what they're missing, our society places a supreme value on
control, on hiding what you feel. It mocks primitive culture and prides itself
on the suppression of natural instincts and impulses.”
Jim
Morrison, The Doors
Nunca senti muita vontade
de dar opinião em relação a este tema, porque de certa forma não é, nem nunca
foi questionável para mim. Na minha opinião, as pessoas têm que ser felizes, e
para que isso aconteça, por vezes temos que ir contra o que os outros pensam ou
contra as “regras” que a sociedade estipulou.
Tenho notado, cada vez
mais e principalmente na grande cidade, que de alguns anos a esta parte, a
aceitação é cada vez maior. Obviamente que a permissão do casamento civil entre
pessoas do mesmo sexo em vários países, inclusive em Portugal desde 2010,
também veio abrir muitas portas para uma realidade que muitas pessoas teimaram
em não ver, durante anos.
É uma temática muito
interessante, até pela grande polémica que surgiu recentemente em relação a adopção
de crianças, por casais homossexuais.
Importa perceber a
história (lá venho eu com as histórias), mas é tão difícil para mim, ver que
certas pessoas, não conseguem perceber a homossexualidade, existem pessoas, que
nos dias que correm, ainda acham que um homem ou mulher homossexual é louco ou
doente.
A
história diz-nos que o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, sempre
existiu.
Na pré-história, os nómadas não tinham noção clara do conceito de
reprodução, estima-se que houvesse contacto sexual indiferenciado. A civilização
egípcia fala-nos não só de relacionamento entre homens do mesmo sexo, mas também
entre Deuses com exemplo de Horus e Seth. Na Grécia Antiga, não havia oposição ao
relacionamento homossexual, como nos mostra um estudo de Foucault. O filósofo Platão 385
a.C. defende publicamente que somente o amor homossexual pode conferir o homem
grego a plenitude intelectual. Augusto César, foi o primeiro imperador a
reconhecer oficialmente os primeiros casamentos homossexuais.
Só a partir do século
XVIII, se estabeleceu a “regra”, de um modelo heterossexual, em quase todas as
culturas monogâmico e voltado para a reprodução. A Homossexualidade tornou-se a
partir daí uma doença, estudada ao longo dos séculos. A partir daqui também,
podemos falar de homofobia e preconceito. Por volta de 1700, com a reforma
puritanista, houve introdução de novas noções do bem e do mal.
Na Alemanha Nazista, as estimativas sobre o
número de homossexuais mortos nos campos de concentração varia muito, entre 5 e
15 mil, consoante os autores consultados.
Só no final da Segunda
Guerra Mundial, a homossexualidade foi começando a sair da clandestinidade. Como
os primeiros movimentos libertadores a acontecerem na Europa e nos E.U.A.
Em 1973, a Associação Psiquiátrica Americana, exclui o
homossexualismo do “catálogo” de doenças ou desvios, 83 anos após ser considerado
uma patologia clínica.
A meu ver, todo e qualquer tipo de preconceito atrapalham o
desenvolvimento de um país ou uma cultura. As pessoas nascem singulares e
livres.
A homofobia fecha as portas da justiça e da liberdade. Liberdade, que a história nos ensina que demorou muito para conquistar, foi preciso derramar muito sangue, para se conceber os direitos que conhecemos, hoje.
A homofobia fecha as portas da justiça e da liberdade. Liberdade, que a história nos ensina que demorou muito para conquistar, foi preciso derramar muito sangue, para se conceber os direitos que conhecemos, hoje.
Qual é o problema de se espalhar amor? O que é que faz assim
tanta confusão, trata-se apenas de afecto…
Importa fazer o bem, estar bem.. viver bem.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Pausa para a Crónica - O pouco que tenho, é muito!
Nem
tudo é mau, quando bates com o nariz no chão, quando a vida de dá aquele sinal
que alguma coisa está mal e que te cabe a ti, mudar isso.
Aquilo
que acreditaste e insististe durante anos, afinal era apenas a tua maneira de
ver e que nada importa agora, deixou de fazer sentido.
Divirto-me
com as voltas que isto dá.
Já
errei tanto. Já pensei que as coisas que eram fixas, inalteráveis… mas elas não
são. E isto é válido para a sorte e para o azar.
Poderia
dar imensos exemplos pessoais, mas vou apenas pegar num deles: as viagens, que
me fazem tão bem.
Quando
era miúda, achava que nunca sairia de uma pequena aldeia, não via caminhos para
fugir disso, do mesmo, do sempre igual. A vida deu a volta e eu conheci e senti
cidades, países e um bocadinho do mundo. Hoje queixo-me, a frustração de não poder ir mais vezes, ver mais, sentir mais, é
grande, mas até que ponto serei íntegra se não perceber, que o desejo inicial
se cumpriu?
Não é resignação, é só justiça.
E isto acontece repetidamente na
nossa vida, nós não conseguimos identificar as voltas. A volta boa, que a vida
deu, e nem as más voltas que teve que dar para obrigatoriamente existir uma
mudança de rumo.
Não gosto de ser mal-agradecida. Mas
às vezes sou.
A ambição é uma coisa perigosa, quando
é desmedida. Uma coisa é ser lutador, é não esperar que as coisas nos aconteçam
e lutar por elas, outra completamente diferente é não dar valor a uma etapa,
porque já se pensa na seguinte.
Engraçado como a vida te vai dando e
tirando. Às vezes parece que colocou algo ou alguém para nos ensinar alguma
coisa.
Para nos fazer ver, que isto é único.
Este momento é raro.Raro demais para sorrir pouco, para
querer desalmadamente coisas muito difíceis.Não há tempo para querer impossíveis,
é tempo de viver com o que se tem. Uns dias melhores, outros piores. Uns dias
mais abonados, outros menos. Mas sempre com esperança, fé e luta saudável.
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