domingo, 8 de junho de 2014

Pausa para a crónica - Love your body

O ser humano é engraçado, somos feitos de vaidades, mas gostamos todos de dizer que não! 

Nas vastas observações que tenho feito e nas minhas próprias experiências, concluo que somos todos, sem excepção, seres que precisam a toda a hora de reconhecimento.

Para a maioria das pessoas, o amor por si, depende obrigatoriamente do que alguém pensa e diz, se possível 10 vezes por dia. Normalmente quando isso acontece, essas pessoas ficam inchadas de ego, qual pavão, a mostrar as penas.

Aceito! Toda a gente gosta de uma boquinha, de um piropo, de um “sim, acho-te piada para caneco”, e quem diz que não, mente.

Mas será que o todo o nosso amor-próprio só pode vir daí?

Os homens não sei bem, mas as mulheres, (ajuntamento estranhíssimo, no qual e me incluo), sofrem muito deste, “ diz que gostas”.

Atrevo-me a dizer que muita da segurança (falsa) e do nariz empinado (irritante), de certas mulheres, vem muito, por essa via.

Se isto é um problema? Claro que é.. Porque há sempre o dia, em que não estas no TOP +.

E então morres e achas-te a piorzinha, só porque o mundo hoje te trocou? Não reparou? Passaram-te á frente? pobrezinha...

É cliché.. Mas o amor tem de vir de dentro. Só se vive bem com os outros, quando amamos o que somos. Quando estamos seguras, de que aquilo que somos é suficiente. Quando mandamos a insegurança passear e libertamos a verdadeira beleza, que é ser única no mundo.

Pois é. Nunca paramos para pensar nisso. Queremos tanto ser umas iguais às outras, que nem reparamos na originalidade de ser única.

Claro, se pudéssemos escolher todas queríamos o corpo desta, o cabelo daquela, os olhos da outra.

Mas esse é o teu aspecto, é o que há, ama-o e faz dele o melhor uso possível. Se der para aperfeiçoar (e dá sempre), ainda melhor!

Amor tem pouco a ver com físico, nisso, se formos a pensar bem, somos todas mais ou menos iguais. A diferença de uma mulher, de bem consigo própria não reside nisso.

Reside na entrega, na aceitação de si, no amor-próprio, sem precisar que alguém lhe reconheça valor, para saber o que tem.

Mulher rejeitada é pior que gato assanhado! Cai o mundo.. eu sei!

Mas não é assim, só porque alguém não acha em ti o mesmo que acha em outra, não quer dizer necessariamente que tu sejas pior que alguém. São diferentes.. e ainda bem.

Há lá coisa mais atraente, do que uma mulher bem resolvida?

(verdadeiramente resolvida).