quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pausa para a crónica - Fugir do Planeta

 
Hoje estou danada com isto. Todos temos aqueles dias em que nos apetece enfiar a cabeça na areia e esperar que passe. Mais ou menos isso.
 
Parece que chegamos a um tempo que simples verbos, como respirar, comer, morar, deslocar, reproduzir, divertir, amar, ser, para maioria de nós, são difícieis de conjugar.
 
Esta é a verdade. Nunca ninguém disse que a vida era fácil, mas também nunca ninguém nos disse, que ia ser penosa como tantas vezes, acaba por ser.
 
Para a maioria de nós, a vida é dura.
 
Salários desajustados à função e ás exigências de entidades patronais, que mais que nunca tem a faca e o queijo na mão, afinal o que não falta é por aí gente que não se importava nada de ocupar o teu posto de trabalho.
 
Rendas de imóveis desajustadas, tendo em conta o salário mínimo nacional. Luz ao preço de ouro, televisão paga. Gasolina e transportes a preços ridículos.
 
Um Estado que nos rouba.
 
E para não falar só em dinheiro. A verdade é que nós apanhamos montes de pessoas estúpidas no nosso caminho. E muitas vezes esse caminho que já era difícil, torna-se uma estrada de rasteiras. Feita de pessoas que vão aparecer, só para te pôr um pé a frente.
 
A cada 40 segundos, uma pessoa suicida-se no mundo. Porque será??
 
Sejamos sinceros, para a generalidade, isto está de loucos. A vida é, na maior parte dos dias, é uma grande merda.
 
Antes que surja o boato de indícios claros de pensamentos suícídas da minha parte, não se preocupem, eu gosto muito de cá andar!
 
Devemos dar valor ao que temos, e acreditem que eu dou, justamente porque é tudo puxado a ferros.
 
Mas isto há dias, que dá vontade fugir! … só do planeta.