sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

2014


As pessoas aproveitam sempre o final do ano para fazer obras. Obras internas, para entrar no novo ano com alma lavada e iniciar sabe-se lá porquê uma nova vida. Infelizmente a noite de 31 de Dezembro, não é assim tão mágica para ter a capacidade e mudar vidas, dores ou vícios.

Mas nós somos. Somos mágicos e temos muito mais pozinhos de pirlimpimpim, do que imaginamos!

Em 2013, aprendi que há pessoas más e existem outras que se acham más. Felizmente são mais aquelas que se acham. Sofri na pele as consequências das minhas escolhas, e percebi que o nosso amor é precioso demais para ser entregue a qualquer pessoa.

Entendi que há pessoas que têm a faca e o queijo na mão, mesmo! E ir contra essas pessoas não é a melhor das ideias, por muito que custe, temos que ser mais inteligentes e dar a volta à questão.

Percebi que por mais que tente, não posso mudar ninguém. Já era tempo de entender isto. As pessoas não aprendem com palavras, nem com exemplos, cada vez mais as pessoas têm de bater com a cabeça, para aprender alguma coisa.

Aprendi que quase ninguém troca o estável pelo sonho, são poucos o que o fazem porque isso apresenta um risco, que nem toda a gente tem coragem de correr. E isto acontece com pessoas que não nos completam, com trabalhos que não nos realizam e com tantos sonhos que deixamos de acreditar, às vezes por simples cobardia.

Aprendi a desistir, desistir de pessoas também. Quase que arrumei os amores impossíveis…

Entendi que as facilidades que algumas pessoas têm na vida, quase sempre as leva a acharem que são mais espertos que os outros. Continuo a odiar isso, mas desisti de andar em guerra com meio mundo. A vida segue, e ignora completamente as minhas quimeras. Dois amigos ensinaram-me que tudo se paga nesta vida e as pessoas só têm a importância que nós lhes damos.

Aprendi que aquilo que os outros pensam de mim, não tem importância nenhuma. São visões, e fogem sempre tanto á realidade. Percebo finalmente que o mais importante é a nossa paz interior, e a vida com tranquilidade com aqueles que amamos. É isto não é?

Por último, estou a aprender, que a vida é tão mais gira, quando nada é garantido. Cada vida tem o seu ritmo. Só assim cada um de nós tem uma história diferente para contar. Eu amo a história que estou a escrever. Fala de conquistas, de descobertas, de individualidade. E a vossa espero que fale de aquilo que vos faz felizes, porque é isso que temos que lutar para ser, apenas felizes.

Não me lembro de alguma vez ter conseguido alguma coisa de mão beijada. Sou uma lutadora, habituei-me à luta, como soldado em guerra. Não saberia viver de outra maneira e a única coisa que eu não posso perder em 2014, é esta vontade, que às vezes nem eu sei de onde nasce. Tenho 25 anos, na verdade ainda não sei nada. Mas começo a perceber, que às vezes, as oportunidades estão ao meu lado e as pessoas especiais também.
Feliz 2014 !!