sábado, 11 de janeiro de 2014

Pausa Para a crónica - Os muros

A vida às vezes mete-nos em cima do muro, e nós sabemos que mais cedo ou mais tarde, temos que escolher um lado. A vida em cima do muro não é segura, nem confortável. Quando saltamos, sabemos que deixamos inevitavelmente coisas do outro lado. E dói…

Tu e eu tivemos demasiado tempo em cima do muro, tu nunca tiveste intenção de saltar, e esse foi o teu maior erro. Querer o impossível.

Quando não saltamos, não decidimos, não vivemos. E eu quero muito viver. Não saltas tu, salto eu…

Um dia acordo e percebo que subi esse muro, para dar valor a alguém que queira o que sou por inteiro, sem metades, sem espaço para mais ninguém, sem modificações, sem mentiras, sem ilusões. Porque se não for assim, então meu amor, eu não quero.


A vida segue, passa, e esquece os amantes imperfeitos, os muros e os amores impossíveis. E eu espero que passe… e que esqueça também.