segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Pausa para a Poesia - Início, Meio e Fim


Disse que eu era tão rara, é incontrolável, dizíamos

Era real, essa paixão que não foi,

Amor não é amor, sendo assim tão findável

Esquecemos tudo e partimos para nos encontrarmos

Com falsas penas, de quem mata com tom amigável

Arrependimento na pele cortada por gelo desiludido,

Vens e bebes em mim, e vens..

E voltamos a engolir o sentimento meio fingido,

E passas por mim, como se abanasses o templo

E matas-me, vens e bebes em mim, e vens..

E choras, esmagas orgulhos, com o teu olhar

Disse que eu era tão fria, é amor, dizíamos

Era certo, essa certeza que nunca existiu

Vida não é vida, sendo assim metade

Esquecemos tudo e partimos para nos afastarmos

Com falsas esperanças, para nunca mais voltarmos

Saudade na pela suja, pelo errado,

Vais e não me segues, e não vens..

E voltamos a seguir as vidas do costume

E passas por mim, não nos vemos

E eu vivo, vais e não me segues, e não vens

E ris, vives e morres a tentar ser assim feliz.