sábado, 4 de janeiro de 2014

Pausa para a Poesia - Afastamento

Sempre que me afasto
É um pouco de mim que queima, que morre, arde e chora
Como quem bate na porta de quem já não lá mora
Sempre que me afasto
É um pouco de nós que implora
Pela nossa estrada, sigo só
Tinhas medo deste caminho
E eu larguei-te a mão
Mas não te deixei sozinho
Sempre que te afasto
É um sonho meu que sucumbe
Desaparece na neblina de Janeiro
Como quem vê o vislumbre
Do nosso beijo mais inteiro
Sempre que me afasto
Eu sinto que deixamos o sonho
Uma bala sem rastro.
Sempre que me afasto engano o mundo e a ti também
Se amar não chega
Não vamos mais além
Fiquemos aqui no abraço
Enquanto não se sabe quem é quem
Não te afasto, não me afasto
E acabamos com a dor
Porque hoje, é tarde demais

Para guardar este amor.